Madalena_Daltro

Madalena_Daltro

n. 1973 BR BR

Madalena Daltro Fonseca nasceu no Rio de Janeiro. É escritora e palestrante, têm cinco livros publicados, diversos artigos e participações em antologias. É mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

n. 1973-07-22, São Paulo

Perfil
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Propriedade, trabalho, valores...


Não importa que a terra não seja minha,
eu quero é semear,
porque no mundo há os que nascem erva daninha
e não saem do lugar,
e há os que nascem passarinhos,
e semeando voam além mar.
Ler poema completo
Biografia

Madalena Daltro nasceu no Rio de Janeiro em 1973. É casada e mãe de dois filhos.

Sua primeira atuação na sociedade foi como voluntária da Cruz Vermelha Brasileira no projeto Operação Ararajuba onde ingressou numa expedição ao interior do Ceará.

Em seguida aderiu ao grupo do curso de teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (TUERJ).

É graduada em Estudos Sociais, especialista em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística, especialista em ensino de História e Geografia e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

Escreveu diversos artigos acadêmicos,  lecionou, entre outras disciplinas; História da Arte e Planejamento Urbano. Em 2012 foi docente do curso de pós-graduação em Perícia Ambiental. 

Tem dois livros de poesias publicados e participações em antologias.

Escreve desde que aprendeu a escrever e sempre gostou de transmitir conhecimento, de alma inquieta, tem sede de conhecimento, curiosidade aguçada e amor pelas Artes, História e Literatura. 

Seus livros foram publicados pela editora Multifoco.


http://pesquisa.livrariacultura.com.br/busca.php?q=Madalena+Daltro

   

Poemas

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Destino e Livre Arbítrio


"Supliquei ao destino um pouco de livre-arbítrio,
para o azar da sorte,
ele me deixou optar entre a cruz e a espada.

Escolhi a espada,
e para a sorte do azar,
até hoje luto contra ele."

Madalena D. Fonseca.
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A vida não usa relógio (Cultura & Literatura - Jornal Folha Valle)

A Vida Não Usa Relógio
(Madalena Fonseca - Folha Valle 2018)

Quando ele chegou ao ponto, o bonde havia saído fazia 5 minutos.
Em torno dessa informação é que José de Alencar conta a história do romance: Cinco Minutos (1856).
Quem anda ou andou de ônibus conhece bem a sensação de se perder o ônibus. Raramente uma pessoa dirá:
- Ah, paciência!
Em geral é um misto de sentimentos, potencializado pelo objetivo que se tem em percorrer aquele trajeto.

Muitas vezes perder é sinônimo de ganhar.

Parece contraditório, porque nós não fomos educados para lidarmos com a perda de modo a tirar proveito dela ou nem mesmo somos capazes de cogitar a possibilidade de uma perda ser um desvio, que evita uma tragédia.
Vá saber o desenho das teias do destino!
Em vez de ampliarmos a visão do que fica, permitimos que o caos se instale, então vem a ansiedade, a impaciência, o descontrole emocional, assim, de uma perda, perde-se a saúde, perde-se a paz de espírito, perde-se amigos, tudo isso porque só se foca no prejuízo, ou no ônibus que se perdeu, no engarrafamento que faz perder tempo e assim vai...

Li Cinco Minutos em 1988, só me recordo do ano porque foi uma daquelas leituras obrigatórias da #escola, e ele foi um dos livros que ajudou a moldar a minha visão de mundo. Naquela época eu ficara muito impressionada, me perguntava: Como míseros 5 minutos mudariam, para melhor, toda uma história de vida?
O incrível é que, fatos que nem levamos em consideração e nem vemos com o potencial de alguma grande mudança e até mesmo os de aspectos negativos se tornam uma guinada positiva na estrada da vida. E foi o que aconteceu no romance.

O autor do livro não diz o nome do personagem narrador, mas ele conheceu a sua futura esposa, Carlota, no bonde em que subiu algum tempo depois de perder o bonde anterior, por conta dos 5 minutos de atraso. Foi amor à primeira vista, apesar de ele não ter visto o rosto dela, pois estava coberto por um véu. Naquela época o recato e a restrição de comunicação eram entraves para se iniciar qualquer relação. As relações aconteciam por meio de cartas, recados ou bilhetes, e como ninguém sai dando o endereço da casa assim para um desconhecido, o jeito foi ele ir por 15 dias seguidos pegar, pontualmente, aquele mesmo bonde, na esperança de reencontrá-la, mas sem sucesso. O destino quer confirmar que ele age na hora que bem entende.

Os jovens apaixonados se reencontraram em outras ocasiões. 💖

A questão do tempo, ou melhor, da relatividade do tempo e de sua força é algo que marca o texto. Se por um lado 5 minutos fazem diferença no destino, por outro lado, a ansiedade modifica a percepção do tempo, mas para o que já está traçado não causa nenhuma alteração, porque o que tinha de acontecer aconteceu independente dessa percepção atormentada do passar do tempo, como nesse trecho:

"Vivi um mês, contando os dias, as horas e os minutos; o tempo corria vagarosamente para mim, que desejava poder devorá-lo. Quando tinha durante uma manhã inteira olhado o seu retrato, conversado com ele, e lhe contado a minha impaciência e o meu sofrimento, começava a calcular as horas que faltavam para acabar o dia, os dias que faltavam para acabar a semana e as semanas que ainda faltavam para acabar o mês."

Essa conduta do personagem em nada alterou o curso dos acontecimentos, a não ser um serviço doméstico que ele poderia ter feito em vez de ficar fazendo essas contas inúteis.
A vida não usa relógio, ela segue o curso que tem de seguir, no tempo dela.

Por vezes nós também perdemos um tempo enorme calculando o tempo para isso ou aquilo, e as coisas mais importantes acontecem fora do nosso tempo programado. Carlota era alguém que, no começo da narrativa, se mostrou ser uma jovem sedutora, mas que vai se revelando uma moça sem vigor, doente de morte, mas que teve a vida salva pelo beijo e abraço do personagem apaixonado. "- Oh! Quero viver! exclamou ela."
Essa cena remete ao beijo que desperta a Bela Adormecida...

Se por um lado o personagem tem um pulso que ousa querer controlar o tempo e o rumo das coisas, por outro lado, Carlota até então, não tem força vital. Eu a chamaria de 'mosca morta', mas que despertou com a força da paixão do amado, que viajou para a Europa atrás dela, onde ela teria ido para tentar curar a sua enfermidade.

"Desta pequena causa, desse grão de areia, nasceu a minha felicidade; dele podia resultar a minha desgraça. Se tivesse sido pontual como um inglês, não teria tido uma paixão nem feito uma viagem; mas ainda hoje estaria perdendo o meu tempo a passear pela rua do Ouvidor e a ouvir falar de política e teatro."

Acho curioso ele achar que ele não teria conhecido a Carlota se não tivesse perdido o bonde anterior, mas quer saber o que eu acho? Acho que se ele tivesse sido pontual, ela poderia ter se adiantado por alguma razão e ter pego o bonde anterior.

Afinal de contas, quem nunca chegou um pouco mais cedo em algum lugar?

Como disse Manuel Bandeira em um poema: - "o cálculo das probabilidades é uma pilhéria".

http://folhavalle.com/vida-nao-usa-relogio/
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Chora a morte em vida (do livro: Poesia Chick Lit II)


Chora em vida a própria morte
Foi um desperdício da natureza
Um lixo a mais no lixão da tristeza
É um coração maltrapilho
Tosco e sem brilho.

Se árvore fosse
Seria lenha
Teria o colo do lenhador
Passaria no braço da cozinheira
Manteria aceso o fogo
Que aquece, ilumina, alimenta
Espantando a tristeza
Soltando fagulhas saltitantes, brilhantes... cintilantes...

Agora cintila a lágrima
Que apaga o fogo dos sonhos
Mas resistente como pedra
Continua desejando... vida, brilho, fogos e alegria!

Madalena Daltro Fonseca.
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Despedida do desespero

Despedida do desespero


Aqui, os meus valores

não pagam contas,

não viajam,

nem mandam flores...



Aqui, o meu amor

já não tem voz,

já nem te vejo,

como a primeira vez...



Aqui, a minha dor

não tem remédio,

nem culmina

em sacrilégio...



Aqui, (nesse planeta)

a morte (despedida)

é impedida,

por quem defende a vida

apenas para escravizá-la.



Deixai-nos ir.

Deixai-me ir daqui,

na velocidade dessa luz

que ilumina a saída.


Madalena D'Fonseca
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Maio, Mães, Medeia e Mitologia

Publicado em: http://folhavalle.com/maio-maes-medeia-e-mitologia/

Na coluna Cultura & Literatura falo sobre: Maio, Mães, Medeia e Mitologia


Maio é o mês das mães, então vamos falar sobre elas.

O mês parece girar em torno de uma unanimidade: as santas mães.
Queria falar só das virtudes das mães, como todo mundo faz, mas como dizia minha mãe, eu não sou todo mundo. Então começo dizendo que nem toda mãe se inspira na virgem Maria, há mães que são regidas por uma aura de Medeia. Acho que isso precisa ser lembrado, já que, não é por ser Medeia que deixa de ser mãe, e é dessa mãe Medeia que vou falar, porque das outras mães já tem muita gente falando.
Ah, sobre os pais podemos falar em agosto. Agora é a vez delas.

Medeia é uma figura da Mitologia Grega, filha de Eetes, rei da Cólquida (hoje República da Geórgia).
Medeia era uma princesa voluntariosa... Pode até ser que alguém faça polêmica do que vou dizer, seja por má fé ou por ingenuidade.

Em todo caso alguém precisa falar sobre as mães Medeia e também lembrar o sofrimento dos órfãos de mães vivas. É que muitos filhos que sobrevivem ao modelo Medeia de mãe, amargam traumas, tristezas, mágoas e muitas lágrimas são derramadas nos dias das mães.

Medeia traiu o próprio pai para agradar e conquistar de vez o seu amado Jasão, que após roubar uma relíquia do reino, fugiu da ira do rei Eetes e junto com Medeia embarcou para a Grécia. Medeia era tão, digamos, 'psicopata', que ao ver o navio do rei no encalço deles, atrás da relíquia roubada, mata o próprio irmão, Absirto. Depois, o esquarteja, manda o marinheiro seguir com velocidade e vai jogando os pedaços do irmão ao mar... Por quê? "Gravíssima pena pesa sobre todo aquele que, podendo, não dá sepultura em terra a um morto em alto-mar; assim, o rei vê-se obrigado a parar para recolher os pedaços do filho, que Medeia joga de tempos em tempos nas ondas revoltas. - Oh, mulher perversa... - bradam os homens de ambos os navios." (Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.) Assim ela ganha tempo e tem e sucesso na fuga. Medeia cometeu muitas outras atrocidades para proteger e manter Jasão ao seu lado, a vida seguiu...

Por fim, por conta das brigas e separação, para atingi-lo, ela matou os próprios filhos que teve com ele. Esse era basicamente o perfil de Medeia, e lembrem-se: mulheres assim também são mães. Os feitos de Medeia seguem descritos em vários livros, entre eles o já citado: As Melhores Histórias da Mitologia - vol. 2 de A.S. Franchini e Carmen Seganfredo.
Na minha percepção esse livro traz uma versão amena sobre as supostas intenções de Medeia ao envenenar os filhos. Em todo caso, essa versão mostra que Medeia usou os filhos para assassinar a filha do rei de Corinto, a princesa Creúsa, que se casaria com Jasão. Medeia, possuída de ódio por ter sido trocada, não mediu esforços para por em prática a sua sórdida vingança.
E quantas mães não usam seus filhos de maneira até pior?
Ou numa tortura Ad Aeternum cometem abusos, negligência, maus tratos, violência...

Mães se sacrificam em benefício dos filhos, mas há as mães Medeia que sacrificam os filhos, em benefício próprio.
Há mães que por não terem recursos mínimos para a sobrevivência, até se prostituem para mantê-los, e há as mães Medeia que jogam as suas crianças na prostituição para serem mantidas por elas.
Há mães que largam seus parceiros para protegerem seus filhos, e há as mães Medeia que largam os filhos ao Deus dará, para ficarem com seus parceiros.
Há mães que dão a vida por seus filhos, e há mães Medeia que levam os filhos ao desespero do suicídio.

A lista das mães Medeia e de seus crimes é grande. Precisamos saber identificar as mães, das mães Medeia.Saindo da Mitologia e entrando na história bíblica, vemos que Salomão soube distinguir uma mãe de fato, de uma mãe de araque, quando julgou a Causa das Duas Mulheres que tiveram filhos por volta da mesma ocasião.

Vamos relembrar esse caso.

Elas moravam na mesma casa, o filho de uma morreu, então a mãe do que morreu trocou os bebês, mas a mãe do bebê vivo notou que a outra mulher havia trocado as crianças; o morto pelo vivo. Então levaram o caso ao rei Salomão, e a discussão seguia: - o morto é seu filho, o vivo é meu e a outra dizia: - o vivo é meu o morto é seu, até que Salomão mandou vir uma espada e disse:

- "Dividi em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra. Então, a mulher cujo filho era o vivo falou ao rei (porque o amor materno se aguçou por seu filho) e disse: Ah! Senhor meu, dai-lhe o menino vivo e por modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem meu nem teu; seja dividido. Então, respondeu o rei: dai à primeira o menino vivo; não o mateis, porque esta é a sua mãe." (1º REIS)

Eis aí a diferença: o amor materno.

Feliz mês das mães!

Madalena Daltro Fonseca é escritora, palestrante e mestre em Gestão e Auditoria Ambiental.

Contato para palestras: [email protected]

https://poesiachicklit.blogspot.com.br/2018/05/maio-maes-medeia-e-mitologia.html

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Comentários (9)

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CORASSIS

Sua vocação é ser poetisa

lcarlos coelho

Gostaria que vc lesse. Vanise O caminho e tortuoso Fica distante Carece de palavras Tem o olhar no infinito Busca o sentido Dos poetas e poetisas Para abraçar o tempo Acena no ar etéreo Para voltar a sonhar O sonho da busca Do aguardado sorrir Para todos os amanhãs. Licroceh Usalsolo Ml14ri07re18

lcarlos coelho

No deserto de sentimento,buscamos porta que nos leve ate os amores esquecidos. Ah como é doce encontrar no caminho sua mão acenando para o abraçar e descansar.

lcarlos coelho

Na imagem, seu sorriso No olhar a docura da busca Nos escritos a pureza De um sentimento Sempre no sol, no luar Na inspiração dos sonhadores. licroceh usalsolo

lcarlos coelho

SURGIMENTO Sem uma causa, sem um alerta Eis que surge no caminho O encontro de poemas e versos De buscas e pensamentos Tragados pelo nascer de cada amanhecer Voce chegou. licroceh usalsolo ml11lc5rr18 me informe os nomes do seu livro e como compra-los.