Manito O Nato

Manito O Nato

n. 0000-04-06, Rio de Janeiro

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Deixei meu coração enfim morar na lua

Deixei meu coração enfim morar na lua.

Vi seu olhar, no céu sem fim planar, errante.

Vi-me espelhada a sorte eterna em brilho instante

Que na imensidão revela a essência Tua

Senti toda demência que na ciência atua

- Buscando pela essência Teu pairar constante

Sobre a mãe esfera - em atitude infante,

Pois tendo a Ti adiante segue improba e crua.

Vi do meu coração um longo olhar rendido,

Radiante e embebecido no esplendor da casa

Da Tua paz e da Tua luz, sem ter, sem dor, sem ruído.

Ouvi meu coração por fim bradar da lua:

“Dá-me fazer senhor, da imperfeição uma asa

e envolto em tua Paz voar feliz na rua”.
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Biografia

Regue tuas lágrimas a paixão perdida, mas que não venha a aguada de uma nova primavera encontrar-te a semente do amor putrefeita por tão longo pranto.
Mereces muito mais tu a tua liberdade, do que teus fracassos a coroa dos teus lamentos!
Manito O Nato
 

Poemas

1

Solidão de mim

Retirante de mim
Alem de mim vou buscar
Turba bendita
Estrépito ludo rodeia meu penar.
Rumor, areia e mar...
Acolá farnéis à vista
Fragor e risos.
Ruído desolador,
Epidérmico ardor.
É agora insolação o matinal alvor
Ardência benfazeja!
Açoita esse mandrião.
Desperta seu letárgico grito,
Beta multicor em aquário bretão.
Glacial solidão!
Minh'alma orvalhou esse chão
Com a razão apregoando o fim
No regado torrão dessa ruína
Germinou o homem
Da solidão de mim!
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