Márcia Costa

Márcia Costa

n. 1973 BR BR

n. 1973-10-24, Maricá - RJ

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FLERTE!

Como rio que não se detém,
Frente á obstáculos...
Tua essência transbordou-me,
O pequeno frasco.
Lúbrico perfume que o ar embriagou.
Entre sorrisos, olhares copulavam.
Almas líricas deleitavam-se,
Num beijo que aquecia o corpo,
E o coração disparava desenfreado.
Paixão, Desejo sem palavras.
Ao redor, passos dormente.
Um mundo inerte... Faces de estátua.

Márcia Costa
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Poemas

33

Perdoe-me, amor!

Tenho andado tão loba,
Que minha voz é uivo lascivo.
Receio lapidar versos vadios,
Ver palavras se perdendo em meu nevoeiro,
Enquanto tento convencer a saudade,
A abandonar o meu peito.

Perdoe amor por não te escrever,
Falta-me concatenação...
Tenho me embriagado com lembranças,
Em minha odisseia a gente se ama.
Sonhar é o que tenho feito.

Márcia Costa
453

DURMO COMIGO!

Durmo comigo...
Pensando em contigo ficar.
Reviro-me... Abraço o travesseiro.
Desperto da lembrança teu cheiro
Tua voz é minha canção de ninar.
Sonhos de amor em preto e branco,
Minh' alma busca a luz do teu olhar.
Minha boca beija tua face contente.
Corpo ardente na cama sem par.
Durmo comigo... Tão carente.
Em sonhos adentro pra te amar.

Márcia Costa
460

PALAVRAS!

Apenas palavras dançando, indecentes e nuas.
Cheias de vida, de uma emoção que é só minha.
Estimulando-me a mente,
Afagando-me o ego com pureza e malícia.
No íntimo uma tolerância permissiva,
Um prazer quase imoral ao grifarem-se em minhas linhas.

Márcia Costa
469

SAUDADE!


A saudade faz com que tenha ilusões.
E a mente cria a fantasia de que se estender a mão,
Tua face posso tocar á regalia.
A realidade escapou de mim,
Prefiro dormir e sonhar...
É mais fácil escapar do que encarar,
O que ainda não posso vencer.
Se hoje mato um leão, amanhã ele torna á viver.
Todos os dias são iguais.
A saudade é rotineira, faz ronda em minhas esquinas.
Sou tédio, nostalgia...
Nuvem cinza que a todo instante se precipita.

Márcia Costa
471

Beijo!

Quisera o beijo...
Aquele que toca o céu com a ponta da língua
E passeia e brinca de falar com outra língua o dialeto do prazer.

Quisera você...
Com este olhar de rio, dizendo "mergulhe em mim!"

Márcia Costa
543

ANSEIO!

A pele precisa respirar o cheiro de outra pele.
Que seja sem nome, apenas um porto, um cais para atracar a nau da solidão.
Depois o destino é singrar pela madrugada, com o sabor do sexo no paladar do corpo.

Márcia Costa
543

VEJO-TE!

Vejo-te por um facho de luz de sentimentos tantos...
Palavras ditas nas estrofes, nas linhas... Tua face,
Tua áurea vestida de amor...
Nascendo e se pondo como se fosse um sol dentro de mim,
E nem sabes que estou aqui do outro lado das palavras,
Que saem de ti feito brisa mansa afagando o meu existir.

Márcia Costa
585

Sonhando!

Se fosse folha me lançaria ao vento,
E voaria pelo mundo sem receios.
Mas, não sou folha, nem brisa, nem vento...
Se acaso tiver asas é na imaginação nos pensamentos.

Márcia Costa
591

SILHUETA!

A folha de papel em branco não me diz nada,
Então... Esculpo um corpo com palavras.
Afago a masculinidade perfeita em versalhadas,
Tiro das lembranças fartas, um verso lúdico.
Faço teu riso dos versos sem juízo...
Sem pudor, o cio do amor...
Preenchendo as folhas em branco das noites de ardor.

Márcia Costa
529

MARÉ!

Ouço tua voz...
E é como o vento que passa,
Sussurrando... Sussurrando...
Trazendo-me palavras,
Dizendo em seu soprar tantos segredos.
Temo lançar-me neste mistério,
Que farfalha tantos versos,
E marca minha alma com teu beijo.
Há na onda que vem, na onda que vai,
Onde se agarrar?
É neste mar de espumas de emoções,
Sem pastoreio que receio naufragar.
Um olhar procurou o outro...
Sabedores do que iriam encontram.
Agora é deixar a vida passar...
Ou aprender a nadar em encapelado mar de anseios.

Márcia Costa

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