Lista de Poemas
Quarta-feira de cinza!
Sopra a brisa fria no ardoroso sorriso,
Usurpando da face a alegria - patente.
O dia cinza é a lente das vistas,
No suspirar da felicidade eloqüente.
Corre tempo! Vire a página.
Que o ano vindouro escreva novas falas.
Perdurando um enredo de cores
Extirpando perpetuamente as lágrimas.
Ah, alma cabrocha!
Perdoe a soturna cor da fantasia,
Os pés perderam o ritmo do samba,
O coração já não bate no compasso da bateria.
Que caiam do céu confete, serpentina...
Chuva de ilusão em minha avenida
O sonho acabou, tornaram-se cinzas.
Oh, poesia!
Restou-me a ressaca da alegria,
Enxugue o pranto desta colombina,
Na derradeira despedida.
Em meu peito o carnaval não termina.
Márcia Costa
Usurpando da face a alegria - patente.
O dia cinza é a lente das vistas,
No suspirar da felicidade eloqüente.
Corre tempo! Vire a página.
Que o ano vindouro escreva novas falas.
Perdurando um enredo de cores
Extirpando perpetuamente as lágrimas.
Ah, alma cabrocha!
Perdoe a soturna cor da fantasia,
Os pés perderam o ritmo do samba,
O coração já não bate no compasso da bateria.
Que caiam do céu confete, serpentina...
Chuva de ilusão em minha avenida
O sonho acabou, tornaram-se cinzas.
Oh, poesia!
Restou-me a ressaca da alegria,
Enxugue o pranto desta colombina,
Na derradeira despedida.
Em meu peito o carnaval não termina.
Márcia Costa
450
Perdoe-me, amor!
Tenho andado tão loba,
Que minha voz é uivo lascivo.
Receio lapidar versos vadios,
Ver palavras se perdendo em meu nevoeiro,
Enquanto tento convencer a saudade,
A abandonar o meu peito.
Perdoe amor por não te escrever,
Falta-me concatenação...
Tenho me embriagado com lembranças,
Em minha odisseia a gente se ama.
Sonhar é o que tenho feito.
Márcia Costa
Que minha voz é uivo lascivo.
Receio lapidar versos vadios,
Ver palavras se perdendo em meu nevoeiro,
Enquanto tento convencer a saudade,
A abandonar o meu peito.
Perdoe amor por não te escrever,
Falta-me concatenação...
Tenho me embriagado com lembranças,
Em minha odisseia a gente se ama.
Sonhar é o que tenho feito.
Márcia Costa
440
Meu Oasis!
Meu Oasis!
Grande é a sede do tudo que é teu.
Lúbrico é o anseio que não dormita.
Febre de amor que não tem cura.
Palavras correndo pelo corpo.
Onde estais nesta procura,
Quando brigo com os lençóis?
Graças aos céus que da solidão não ouço a voz.
Sonho como se tivesse asas de anjos sobre as pálpebras,
Enquanto lembranças sussurram teu nome com doçura,
E as noites crescem e deságua em auroras.
Márcia Costa
Grande é a sede do tudo que é teu.
Lúbrico é o anseio que não dormita.
Febre de amor que não tem cura.
Palavras correndo pelo corpo.
Onde estais nesta procura,
Quando brigo com os lençóis?
Graças aos céus que da solidão não ouço a voz.
Sonho como se tivesse asas de anjos sobre as pálpebras,
Enquanto lembranças sussurram teu nome com doçura,
E as noites crescem e deságua em auroras.
Márcia Costa
424
ANJO!
Num silêncio puro contemplo as asas quebradas d' um anjo,
Colhendo-lhe o anseio de voar.
Se o céu estivesse aberto o sonho não seria errante.
Dizem que por lá o tempo não existe.
A pressa só é ofício dos que têm tempo finito,
E vivem a sonhar com o impossível.
Tropel de sentimentos é laço,
Que os faz verter palavras.
Fulgor e fogo, clarão que cega.
Paixão, anseio de embriagar-se,
Desposar os corpos cálidos,
No soar da longa entrega.
Márcia Costa
482
Beijo!
Quisera o beijo...
Aquele que toca o céu com a ponta da língua
E passeia e brinca de falar com outra língua o dialeto do prazer.
Quisera você...
Com este olhar de rio, dizendo "mergulhe em mim!"
Márcia Costa
Aquele que toca o céu com a ponta da língua
E passeia e brinca de falar com outra língua o dialeto do prazer.
Quisera você...
Com este olhar de rio, dizendo "mergulhe em mim!"
Márcia Costa
521
ANSEIO!
A pele precisa respirar o cheiro de outra pele.
Que seja sem nome, apenas um porto, um cais para atracar a nau da solidão.
Depois o destino é singrar pela madrugada, com o sabor do sexo no paladar do corpo.
Márcia Costa
Que seja sem nome, apenas um porto, um cais para atracar a nau da solidão.
Depois o destino é singrar pela madrugada, com o sabor do sexo no paladar do corpo.
Márcia Costa
535
VEJO-TE!
Vejo-te por um facho de luz de sentimentos tantos...
Palavras ditas nas estrofes, nas linhas... Tua face,
Tua áurea vestida de amor...
Nascendo e se pondo como se fosse um sol dentro de mim,
E nem sabes que estou aqui do outro lado das palavras,
Que saem de ti feito brisa mansa afagando o meu existir.
Márcia Costa
Palavras ditas nas estrofes, nas linhas... Tua face,
Tua áurea vestida de amor...
Nascendo e se pondo como se fosse um sol dentro de mim,
E nem sabes que estou aqui do outro lado das palavras,
Que saem de ti feito brisa mansa afagando o meu existir.
Márcia Costa
576
Sonhando!
Se fosse folha me lançaria ao vento,
E voaria pelo mundo sem receios.
Mas, não sou folha, nem brisa, nem vento...
Se acaso tiver asas é na imaginação nos pensamentos.
Márcia Costa
E voaria pelo mundo sem receios.
Mas, não sou folha, nem brisa, nem vento...
Se acaso tiver asas é na imaginação nos pensamentos.
Márcia Costa
569
SILHUETA!
A folha de papel em branco não me diz nada,
Então... Esculpo um corpo com palavras.
Afago a masculinidade perfeita em versalhadas,
Tiro das lembranças fartas, um verso lúdico.
Faço teu riso dos versos sem juízo...
Sem pudor, o cio do amor...
Preenchendo as folhas em branco das noites de ardor.
Márcia Costa
Então... Esculpo um corpo com palavras.
Afago a masculinidade perfeita em versalhadas,
Tiro das lembranças fartas, um verso lúdico.
Faço teu riso dos versos sem juízo...
Sem pudor, o cio do amor...
Preenchendo as folhas em branco das noites de ardor.
Márcia Costa
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