Lista de Poemas
SUAVE MELANCOLIA!
Os dias alinhavam recordações,
Com mãos de quimera.
Mãos que tocam o ar,
Como se estivessem a esculpir,
Um corpo feito de nuvens.
Sensação insípida no paladar d' alma.
Resvala no intimo o anseio da presença.
Sentir a fragrância do hálito.
O intraduzível sabor da pele.
Ah, flecha da saudade,
Que o coração transpassa!
Não dilacere a pungente alma.
Os olhos são desertos, não possuem mais lágrimas.
A muito anoiteceu o olhar para as auroras,
Desprovidas de amor.
Restaram os ventos da arte,
Soprando versos nos ouvidos,
Enquanto brinco de voar,
Deixando este vento me levar,
Assim não morro... Vivo!
Márcia Costa
Com mãos de quimera.
Mãos que tocam o ar,
Como se estivessem a esculpir,
Um corpo feito de nuvens.
Sensação insípida no paladar d' alma.
Resvala no intimo o anseio da presença.
Sentir a fragrância do hálito.
O intraduzível sabor da pele.
Ah, flecha da saudade,
Que o coração transpassa!
Não dilacere a pungente alma.
Os olhos são desertos, não possuem mais lágrimas.
A muito anoiteceu o olhar para as auroras,
Desprovidas de amor.
Restaram os ventos da arte,
Soprando versos nos ouvidos,
Enquanto brinco de voar,
Deixando este vento me levar,
Assim não morro... Vivo!
Márcia Costa
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MARÉ!
Ouço tua voz...
E é como o vento que passa,
Sussurrando... Sussurrando...
Trazendo-me palavras,
Dizendo em seu soprar tantos segredos.
Temo lançar-me neste mistério,
Que farfalha tantos versos,
E marca minha alma com teu beijo.
Há na onda que vem, na onda que vai,
Onde se agarrar?
É neste mar de espumas de emoções,
Sem pastoreio que receio naufragar.
Um olhar procurou o outro...
Sabedores do que iriam encontram.
Agora é deixar a vida passar...
Ou aprender a nadar em encapelado mar de anseios.
Márcia Costa
E é como o vento que passa,
Sussurrando... Sussurrando...
Trazendo-me palavras,
Dizendo em seu soprar tantos segredos.
Temo lançar-me neste mistério,
Que farfalha tantos versos,
E marca minha alma com teu beijo.
Há na onda que vem, na onda que vai,
Onde se agarrar?
É neste mar de espumas de emoções,
Sem pastoreio que receio naufragar.
Um olhar procurou o outro...
Sabedores do que iriam encontram.
Agora é deixar a vida passar...
Ou aprender a nadar em encapelado mar de anseios.
Márcia Costa
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Coração!
Coração, lança para o alto a ansiedade,
Liberte-se do peso.
Se não fosse um orgão preso ao peito,
Voaria pelos céus sem mais receios?
Ah, relicário de segredos!
Tua pulsação é tão vital.
Quanto senti o amor, pulsa forte, ligeiro.
Cantando sonhos aos versos seresteiros,
Doando-se por inteiro...
Como o sol ao ver o mar.
Márcia Costa
Liberte-se do peso.
Se não fosse um orgão preso ao peito,
Voaria pelos céus sem mais receios?
Ah, relicário de segredos!
Tua pulsação é tão vital.
Quanto senti o amor, pulsa forte, ligeiro.
Cantando sonhos aos versos seresteiros,
Doando-se por inteiro...
Como o sol ao ver o mar.
Márcia Costa
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