margaridamaria

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n. 1958 BR BR

Tarde do anoitecer Sempre existirá esperança Quando chegar o anoitecer Tudo é poesia Tudo é passageiro Tudo pode ser eterno De Tudo que tenho Tudo depende do olhar De lágrimas, risos Tudo depende do querer De fantasias De indas e vindas Que se intercalam entre rios Tudo navega conforme o curso Que queremos navegar Margarida Cabral

n. 1958-06-10, Parnamirim

Perfil
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TEMPO VERDE

Vê um tempo verde
Vê um tempo de luz
Acreditar na vida
Ter fé em jesus
Acolhe um amigo
Acolhe um irmão
Acredita em ti
No verde do coração
Dá um suspiro que o verde ressurgiram
Margarida Cabral
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Biografia




Nasci em Natal RN, filha de pai militar e mãe muito prendada nas artes domésticas, onde se destacava  na pintura e costura tinha um dom de nos agasalhar em seu ninho de pétalas de amor. Cresci no bairro de Lagoa Seca, indo a missa na Igreja São João, estudei no Colégio Santa Filomena hoje Maria Estela,João XXIII ,Atheneu e depois UFRN onde fiz o curso de Enfermagem Obstétrica, lecionei em alguns colégios entre eles o Colégio Estadual Anísio Teixeira e posteriormente no Departamento de Enfermagem no Curso Técnico E Auxiliar de Enfermagem.Depois me dediquei a saúde pública onde atuei em algumas unidades de saúde como o Centro de Saúde Candelária e Centro de Saúde Pirangi, atualmente aposentada.

Poemas

26

TEMPO SOLTO

Hoje o meu peito está vazio
Não existem lágrimas...
Só olhar longínquo revendo o passado que tão distante ficou
Sobre muralhas erguidas ao longo do caminho
Parecem proteção que foram criadas com tanto tino
Em vidraças espalhadas nas lembranças
Que tenho receio de quebrar
De figurinos soltos com o passar do tempo
Que tornam-se estátuas inacabadas
Ficaram erguidas em ventos soltos ...
Sendo lapidadas no deserto do vazio coração
Que corre em busca do tempo
Olhando para o firmamento estrelado
Acreditando num eterno amor...


Margarida Cabral
645

REALIDADE

Estou aqui neste desalinho a pensar
Acreditando na existência do ser
Tentando se realizar
No sublinhar do tempo que ancora no mar
Sentindo os pés flutuantes a beira mar
Observando as ondas suas indas e vindas
Até se encontrar
Então firmamos os pés e vamos caminhar
São tantas intercaladas iniciadas outras não concluídas
Sentimos a pancada do vento pra acordar
Fazendo com que as aspirações retornem ao seu lugar
Saindo da inércia
Em busca de movimentos além dos sonhos
Subindo degraus tentamos chegar a realidade
Que se entrelaça com a saudade e retornamos ao nosso limiar...

Margarida Cabral



530

FELICIDADE



Eu queria ser feliz
Eu queria ter um amor
Que fosse fiel sem desamor
Que nascesse na natureza coberto de flor
Preso num laço de fita com muito ardorQue soprasse ao vento de norte a sul de leste a oeste feito um cata-ventoQueria ser uma nuvem que transbordasse chuva ininterruptamenteQue molhasse meu coração com raios de amorQueria ser um deserto com uma única flor
Que pudesse te oferecer um buquê de amorQueria ser o caminho de uma estrada perenePara que pudesse caminhar sempreDesejo ser o sol com teus raios luminososPara te cobrir de luzes ao amanhecer
Ser à noite envolventeAo luar de infinitas estrelas a brilharNum assoalho azul a te mirar
Te cobrir de areia em uma praia deserta
Só o oceano a nos acompanhar
Ser um barco sem velas a derivar
Indo ao encontro das ondas do mar
Como seria feliz se encontrasse um amor... viveria juntinho seja aonde for



Margarida Maria
601

OUSADIA

Você é você
Quanta incerteza em cada olhar
De caminhos partidos
Que se perderam nos desencontros
De avenidas ou ruelas
Que ficaram em tempos sóbrios
De firmes afetos atenuados pelo tempo
Quanta desilusão não inserida no contexto da paixão
Que se perderam com o tempo no mar da desilusão
Que se expuseram ao relento de solidão
Sem agregar algemas de compaixão
Continuando no firme propósito do bem querer
Sem jamais dizer não ao medo do fazer
Criando espaços ilusórios que vagam no caminhar
De credos antigos e novos que sopram ao vento da imaginação
Reencontrando o equilíbrio de esperanças que ecoaram ao relento
Buscando exalar o tédio que ora impera sem se agregar no seu pensar
Retórica longínquas que tentamos eclodir
Do casuísmo que se enlaçam que nos impede de seguir


Margarida Cabral









662

TUDO

Tarde do anoitecer
Sempre existirá esperança
Quando chegar o anoitecer
Tudo é poesia
Tudo é passageiro
Tudo pode ser eterno
De tudo que tenho
Tudo depende do olhar
De lágrimas, risos
Tudo depende do querer
De fantasias
De indas e vindas
Que se intercalam entre rios
Tudo navega conforme o curso
Que queremos navegar

Margarida Cabral
541

OLHOS


Olhos que já tive

Tão acanhados sem vibração

Olhos que tenho com entusiasmo

Que refletem em meu rosto com tanto fervor

Sem senti medo de exibi-lo

Olhos que me guiam incendeiam o meu ser

Transbordam alegria sem temer

Sentir o belo renascendo a cada dia

Uma transformação sem ilusão

De carisma e viver

Vendo os meus olhos exuberantes neste meu caminhar

De luz, reflexão sem excitar

Trazendo o novo e o belo para nos acompanhar

Diante das incertezas que a vida nos dá

Sem obstruir o tempo

Continuo a imaginar
Margarida Cabral
552

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