Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal
n. 1949-01-09, S. Pedro de Terena - Alandroal - Evora
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal.
Aposentada da Função Pública.
Edição de livros - “Visita à Aldeia da Terra” (2011)
- Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores.
Colabora em vários grupos de poesia e blogs
- “Olhares Ritmados” (2022)
Participação em Coletâneas:
“Poetizar Monsaraz - Vol I” (2013)
“Poetizar Monsaraz Vol II” (2013)
“Nós Poetas Editamos V” (2014)
“Nós Poetas Editamos VI” (2014)
“Sentir D’um Poeta” (2014)
“Eternamente Poeta” (2014)
“Poesia sem Gavetas Parte III” (2014)
“Conto de Poetas Parte III” (2014)
“Poemário 2015”
“Amor Eterno” (2015)
"Apenas Saudade" (2015)
"Poemário 2016"
" Fusão de Sentires" (2016)
"Poemário 2017" (2016)
"Mais Mulher" (2017)
"Perdidamente II" (2017)
"Sopro de Poesia" (2017)
"Poesia a Cores" (2017)
"Dança das Palavras" (2017)
"Poesia com Recticências (...) (2017)
“Gelo Branco e Natal” (2018)
"Poemário 2018"
"Cascata de Palavras" (2018)
“Perdidamente volume III” (2018)
“Apenas Saudade Volume II” (2018)
“Poem’ Art” (2019)
“Delírios de Verão” (2019)
“Delírios de Outono” (2019)
“Évora Poesia Coletânea (2021) Formato digital - ICÉ
“Verso e Prosa” – Maria Antonieta Matos e outros - Poesia na escola” (2023) autores, Brodowski - São Paulo-Brasil
“Évora Poesia II Volume” (2026) - Formato Digital - ICÉ
Imaginei ser poetisa cá na terra, Aquela que pensa e escreve na perfeição, E toda a gente aplaude e venera, Por levar a cada SER, plena emoção.
Imaginei que os meus versos declamava, E o meu livro circulava de mão em mão, E que toda a humanidade nele se achava, Por profundo sentimento e exaltação.
Imaginei meu livro aberto de par em par, Num estudo intenso sempre a interpretar, A enormidade de cada tema do meu verso.
E neste sonho aéreo, sublime e distante, Algo me desperta de repente, E confronto a insignificância dum sonho cego.
Maria Antonieta Matos 18-02-2019
232
PAREM LOUCOS…
Parem loucos… desvairados, Sem nenhuma complacência, A “jogar” sempre inflamados, Sem pensar nas consequências.
Parem… para pensar um pouco, Dominem os maus pensamentos, Não façam o mundo mais louco, Só feito de horríveis momentos.
Parem… supliquem ajuda, Não entranhem essa loucura, Num instante de crise aguda.
Parem… com tanta tortura, Que ninguém têm culpa de nada, Não façam a vida dura.
Parem… Que mundo é tão belo, Sonhem façam castelos, Amem…! Que o amor tudo cura.
Parem… busquem a luz que mais brilha, Concebam dias de partilha, Tenham momentos de aventura.
Não entrem em desespero, Deem à vida doce tempero, Caminhem na boa ventura.
06-02-2019 Maria Antonieta Matos
213
ALENTEJANA
De repente surge alentejana bela e jubilosa, S’ agiganta e floresce no vítreo olhar, tela famosa, Braçada de louro trigo enfeita o seu regaço, Que ilumina o tempo, os dias dos meus cansaços.
Alentejana que o calor tosta e zurze tua pele como fogo, Que a energia não falta e irradia o dia todo, Que a par dos homens versejas e entoas essa lucidez, E a originalidade fascina o mundo ufano outra vez.
17-02-2017 Maria Antonieta Matos
199
A MÁSCARA – O Maltrato
- Diz mal do trato que te faço, Da sombra, sente ciúme, Prende-me com um curto laço, Trata-me com azedume.
- Diz que me amas, nessa cegueira, Alimenta o teu estigma doentio, Faz-me acreditar que é passageira, E não mudes esse teu mau feitio.
- Zomba de mim, que me aquieto, Repete!... O que faço, nada é prolífico, Que já nasci sem horizontes e, por aqui fico, E estagnarei na água podre, como um dejeto!
- Muda de tom, conforme o plano que te dá jeito, Que eu moribunda e serena tudo aceito, Como uma tola, que eternamente deve respeito!
- Mede a distância que de mim tem, o teu olhar, Esfria o afeto que ainda tenho, para te dar, Que tarde ou nunca, Quando me quiseres, me vás achar!
18-11-2014 Maria Antonieta Matos
232
AH! PINTOR
Ah! Pintor… poema de sulcos, Sempre além a conceber, Essência que só grandes vultos, Assim riscam sem aprender.
Vem da alma tanta beleza Rodopia o lápis certeiro Anseia a mente com destreza Ah! Pintor artista inteiro!
07/01/2016 Maria Antonieta Matos
237
ÁRVORE DE NATAL
Já alindei a minha árvore natal, Ofereci-lhe um toque de magia, Ficou alegre… e, tão especial, Do jeitinho que eu mais queria.
Dei-lhe vida, muita saúde, Serenidade, carinho e amor, Um brilho de festa e virtude, Sorrisos de cascata em flor.
Dei-lhe justiça… e, humanidade, Uma luz brilhante celestial, Esperança, companhia, amizade.
Dei-lhe quanta alma, podia, Uma aspiração jovial, E o respeito de cada dia-a-dia.
05-12-2017 Maria Antonieta Matos
206
Aguadeira do Alentejo
Aguadeira do Alentejo, Tão esbelta assim nasceu, Que o vento atrevido, tua veste sopra, E nesses contornos adormeceu.
Maria Antonieta Matos 31-10-2016
227
ÁRVORE
Na profundidade da terra A semente desabrochou Saindo por uma cratera Ali no chão despontou
Fortalece as suas raízes Desenvolve a sua estrutura Do tronco saem directrizes Enfeitadas de verdura
Nascem flores muito formosas Geram os frutos apetecidos Passam por cores preciosas Á espera de serem colhidos
Sempre à chuva ou ao vento Oferece a sombra quando há sol Cresce buscando alimento Aninha os pássaros ao pôr-do-sol
Solidária noite e dia Vai dormindo sempre de pé Suas folhas, rodopia Dança sem dali arredar o pé
17-08-2013 Maria Antonieta Matos
211
Alentejo é natureza
Alentejo é natureza, Onde se avista o infinito, O mar, o céu, a terra é beleza, E o cante é tão bonito!
Alentejo a sua gente, É contada com humor, Pelo modo de falar, Pela forma de expor!
Alentejo veste-se de branco, De azul e ocre a enfeitar, E o vermelho para alegrar.
Cada estação tem um encanto, No inverno correm rios de pranto, E no verão é sol e mar.
No Outono as folhas dançam, Ao toque da ventania, Ó vento que tanto assobias.
Pões alegre o tapete do teu chão, Com tão harmoniosas cores, São as folhas, mas parecem flores, Ah! Ofereces tanta emoção!
Primavera cobre-se de colorido, De luz e olhares curiosos, Os pássaros cantam divertidos, Alentejo primoroso!
Maria Antonieta Matos 29-01-2017
215
MÃE
Partiste o nosso coração De saudade a cada instante, Deixaste teu lugar vazio Tão calado, tão sombrio, Que o nosso mirar incessante, Cheio de sede de te ver, Turva de tanto nos parecer, Sentir teus passos, teu ar, A caminhar, a viver, Sem cansaço a remexer, E o teu peito tão amante.
Navega aqui tua estória, Teus sorrisos escancarados, Teus amigos enamorados, Desses momentos de glória.
As lembranças que deixaste, A saudade nunca esquece, A cada canto que moraste, Um renascer acontece.
Justiça 10 de Outubro de 2010 às 17:40 Para haver justiça, não se olha a conhecidos! não existem ricos nem pobres! não existem influências! Não há diferenças de cor, de qualidade ou quantidade! Mas sim o individuo! Maria Antonieta Matos
Sobrevivência 13 de Outubro de 2010 às 14:22 Esperança, Confiança, Força, Solidariedade, são lições que se podem tirar com o exemplo dos 33 mineiros, Chilenos subterramos na mina desde Agosto. Há momentos duros na vida... mas, o homem ou mulher quando se aplica, surpreende a sua inteligência, imaginação, criatividade e para quase tudo se encontra uma solução.Impressiona-me os cientistas e engenheiros .., que se aprisionam também de uma forma empenhada e árdua, em prol de estudos a favor da humanidade, como o podemos constatar no resgate dos mineiros! Foram pensados ao milímetro cada passo! Uma operação de sucesso! Maria Antonieta Matos
Esperança - Prisioneiros nas minas do Chile 9 de Outubro de 2010 às 22:44 Não há sensação de esperança de libertação maior, como a que sentimos quando estamos aprisionados! Só de pensar sinto sufoco! Maria Antonieta Matos
Sobrevivência 13 de Outubro de 2010 às 14:22 Esperança, Confiança, Força, Solidariedade, são lições que se podem tirar com o exemplo dos 33 mineiros, Chilenos subterramos na mina desde Agosto. Há momentos duros na vida... mas, o homem ou mulher quando se aplica, surpreende a sua inteligência, imaginação, criatividade e para quase tudo se encontra uma solução.Impressiona-me os cientistas e engenheiros .., que se aprisionam também de uma forma empenhada e árdua, em prol de estudos a favor da humanidade, como o podemos constatar no resgate dos mineiros! Foram pensados ao milímetro cada passo! Uma operação de sucesso! Maria Antonieta Matos
Esperança - Prisioneiros nas minas do Chile 9 de Outubro de 2010 às 22:44 Não há sensação de esperança de libertação maior, como a que sentimos quando estamos aprisionados! Só de pensar sinto sufoco! Maria Antonieta Matos
Saudade 9 de Outubro de 2010 às 22:47 Saudade! Um olhar distante, a aguça o desejo de ver perto!" Maria Antonieta Matos