matheuscardoso

matheuscardoso

Perfil
222 Visualizações

Rosa morta

Masca
Rasga
Corta
Rosa
Morta
Que é
O amor

Pulsa corante
Vermelho vibrante
Avante
Os barcos de sangue
Pelos tabernáculos
Do meu coração.
Tão vasto, tão inútil
Amor sempre sempre fútil

Água mole
Pedra dura
Tanto bate e
Não te fura
Bate tanto o trovador
Em versos e cantigas de amor
Que nada dura

Fura o barco afunda
O barco pega o arco e
Flecha a árvore em que
Os namoradinhos de infância
Talharam seus nomes - tadinhos -

A luz no fim do túnel
Era um trem mesmo,
Com seu vagão soterrando
A poesia do meu coração

Engole e cospe a alma
E perde a calma e bate palma
Pros amantes que nunca foram amantes

E martiriza os poetas
Com seus cabelos escorridos
E com sua obsessão pela lua
(Ah! Mal eles sabem como é
A maldição de conseguir conversar
Com meu coração)

A rosa morta
Que é o amor
Masca
Rasga
E corta.
Ler poema completo

Poemas

2

Rosa morta

Masca
Rasga
Corta
Rosa
Morta
Que é
O amor

Pulsa corante
Vermelho vibrante
Avante
Os barcos de sangue
Pelos tabernáculos
Do meu coração.
Tão vasto, tão inútil
Amor sempre sempre fútil

Água mole
Pedra dura
Tanto bate e
Não te fura
Bate tanto o trovador
Em versos e cantigas de amor
Que nada dura

Fura o barco afunda
O barco pega o arco e
Flecha a árvore em que
Os namoradinhos de infância
Talharam seus nomes - tadinhos -

A luz no fim do túnel
Era um trem mesmo,
Com seu vagão soterrando
A poesia do meu coração

Engole e cospe a alma
E perde a calma e bate palma
Pros amantes que nunca foram amantes

E martiriza os poetas
Com seus cabelos escorridos
E com sua obsessão pela lua
(Ah! Mal eles sabem como é
A maldição de conseguir conversar
Com meu coração)

A rosa morta
Que é o amor
Masca
Rasga
E corta.
116

Outono

Um dia estarei debaixo da terra
abraçado com meus sonhos
enterrado sem amores
e com um ou dois dentes
que me bastam

nada falam,
mas muito já disseram.
as frases desconexas
e os suspiros de genialidade
que tive - os poucos -
tornar-se-ão fotografias

os bêbados do centro
da cidade continuarão
nos bares, fumando e
contando histórias

os boêmios da zona sul
continuarão cantando suas
músicas e declamando seus
poemas em frente ao mar,
que continuará sempre azul

e eu, sob a fria terra,
estarei de castigo eterno,
sendo devorado por vermes
dos quais eu tenho nojo,
sem poder fazer nada.
82

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.