Lista de Poemas

Caridade

Não faça por caridade; faça por solidariedade.
268

Solidariedade 1

Solidariedade não é favor; é um gesto de amor!
299

Momento

O momento pede atitude. Seja solidário.
234

Semente

Seja a boa semente: faça o bem para a nossa gente.
246

Mundo novo

A gente acreditava que o mundo não acabaria.
No início de 2020 percebemos o engano.
Bem-vindos ao novo mundo!
286

A noite passada eu sonhei

Nestes dias em que a chuva umedece a rua e o céu escurece, observo a vida na minha cidade.
As luzes até ascendem brincando de anoitecer. 
Com a chuva intensa sinto medo de temporais, enchentes, tragédias naturais...
Na juventude em dias de chuva a gente se divertia pisando descalços nos atoladores das ruas.
Era lindo acompanhar a emoção das crianças pisando no barro pela primeira vez. 

Anoitece.
Agora há o espetáculo das luzes dos veículos refletindo nos pingos d’água.
É agradável adormecer ouvindo o ruído das goteiras, ou acalentando algum sonho no conforto da cama.
É gostosa a sensação de acordar durante a madrugada com frio e reforçamos as cobertas.

A noite passada eu sonhei.
No meu sonho todos compreendiam que os homens sobrevivem a tudo exceto a solidão das noites chuvosas.
A humanidade se abraçava num gesto de ternura jamais visto. A felicidade invadia cada coração e todos riam alegremente.
Ao amanhecer a realidade era outra, mas sonhar, ainda que seja utópico, é um exercício que acalma a alma das suas angústias.
301

Pai

Formado pela vida
De tudo você sabia
Eu te admirava, mas
Na minha timidez não dizia.
Eu um menino
Tímido, quieto, aflito.
Por hábito deitavas cedo
Rezava alguns segundos
Solitário na viuvez
Nem do escuro tinhas medo
Ao redor do fogo eu via
A noite adormecer.
Eu era feliz meu pai,
Senão na plenitude
Se um vazio havia
Buscava em tuas virtudes
Forças para viver.
Nada é eterno
Vai verão, vem inverno
Coisas que a gente sabe
Mas tristeza às vezes cabe
Nas saudades que te trazem.
Nos vazios das minhas lidas
Nas madrugadas de ausências
E como ver a querência
Abandonada e sem vida.
Quem dera Deus meu
Te ver abrindo a porteira
Descendo pela estrada
Para matear nas madrugas
Fazendo chiar a chaleira
Na casa outra vez alegre.
Na inocência do menino
Pai e filho sorrindo
Num mundo de felicidades.
(dia dos pais 2018 - Confraria literária)
304

Sorrir

Para ser feliz é preciso fechar os olhos
E fascinar-se com o que se vê.
Encantar-se com os lábios
E desejar o beijo.
Saber que a beleza aproxima
E o amor perpetua.
Sorrir ao ouvir você dizer meu nome
E sentir o mesmo ao pensar no seu.
Entender o que é saudade
E saber que nunca a sentirá.
357

Olfato

Janelas sacodem
Vento, nuvens densas,
Raios e trovões.

O medo da tempestade
Preenchendo-me sem dó.
Primeiros pingos
E a infância brinca na memória.

Em meu olfato
Beiras de rios
Gramado descalço
Frutas selvagens
Molhadas no mato.

Anos descritos em
Minhas rugas e
Em meu olhar flash de lembranças.
Deito-me
A vida não costuma demorar.
366

Teu jeito

Não foi por acaso
É que eu queria cantar
Me inspirar
Ancorado em tua sombra
Sem te citar.

Embalar o amor
Em letras de ternura
Gravando com doçura
Teu jeito de amar.
355

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Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)