Lista de Poemas

Descansa leve

A porta está fechada
Não haverá
Monstros na madrugada.
Repousa sem medo
A morte não virá e,
Se ela vier, não temas
Morrer é da vida,
A alma em subida
Cantará melodias de ninar.
Nada é mais certo,
Se for a hora,
Em poucos segundos
Dorme-se para não mais acordar.
275

Versos melódicos

O poeta lírico
Busca nos sonhos,
As verdades,
Ou mentiras críveis.
Na ânsia de libertar-se
Põe os suspiros na boca da alma
Os olhos perdem-se no tempo
E o coração bate compassando
Rimando versos melódicos.
311

Mistura

Na mente surge suave
A imagem da poesia
Estampada na escrita
Que vai surgir.
Mistura homogênea
Entremeio de rimas
Em metáforas buscadas
Na suposta inspiração.

296

Sabido

A frente
Um muro
Um abismo...
O Futuro.

Hoje sou feito de versos
E amanhã?

Água descontrolada
Inodoras
Gelo derretendo
Lama escorrendo
Ficção?

É sabido
Nada sei,
Mas ainda sonho.
371

Paz, harmonia e paixão

Ternura incontida
Querendo abraçar
Sem nenhum alvo
Sem nenhuma razão.

Deleitável é a vida
Tamanha é a gratidão
Transborda a alma
Ritmo melódico
Paz, harmonia e paixão.
311

Atitude gentil

Gentileza na convivência
É sempre um gesto bonito
O coração grifa em negrito
E perdura a vida inteira
Entre os seus favoritos.
O melhor é que não tem custo
Mesmo tendo grande valor
É tão simples ser gentil
Atitude generosa
De bondade, gratidão e amor.
246

Tinto Cabernet

Vinho pra mim é verbo:
"Vinhar"
E sua conjugação
É perfeita e regular.
Nos meus tempos verbais
Nem preciso dizer
Muito mais-que-perfeito
É degustar um tinto Cabernet.
212

Feliz

Tarefa danada de peculiar
Escolher o nome para um bichano
Não inspira nada este miar. Miar?
Não. Daria pra manga muito pano
Passaria as sete vidas a reclamar.

Não quero deixa-lo sem batismo,
Quem não tem nome se some
Chama-lo apenas gato
é como ser chamado só de homem.

Escutando seu tranquilo ronronar
Dou-lhe a esperada diretriz
Percebo que está a me escutar
Olhos fechados, aconchegado... FELIZ.
262

Lástima

O rio a me percorrer
Léguas de águas enlameadas
Ansiada!
Perdido na cabeça
A crença despenca.
É lenda
É lenta
É alma.
Os olhos lastimados
Olham o sul.
220

Velho ditado

... antes o sol

com o mar

acompanhando.
186

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Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)