Sereno
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.
E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
Evito ao natural manusear
Vou lendo de lá pra cá,
Prefiro não saber se acabei
Ou se estou apenas a começar.
Só o fim dos sonhos me faria parar,
Mas tenho estoque para uma vida
E se necessário vou fabricar.
Eu não paro...
Eu não paro de sonhar.
Desculpem minha falta de memória
Repito os velhos versos
Como a canção antiga
Que cantei na infância.
Desculpem minhas frágeis lembranças,
Vividas desde dos tempos de crianças
Que não querem se apagar.
Desculpem - me
Nem vi a vida passar.
Posso espalhar poesias pelo mundo
Viajar por onde for,
Mas levo comigo meu mundinho
- Lembrando com grande amor-
Meu Pinheiro Marcado
No interior de Carazinho.
A algazarra cessou.
Apenas uma lâmpada, ao fundo,
De resto e de alma tudo sombreou.
Um menino sonhando corria sozinho
Perdido, desconecto do caminho.
De dia viu voarem passarinhos,
Mas pernoitou sem sequer ter um ninho.
Sem travesseiro,
Querendo a noite passar ligeiro
Como se fosse dela apenas um passageiro.
Sonhos reais
Horrores,
Temores...
Tremores.
Um timbre de galo .... Distante,
O dia entrante
Angústia alarmante.
Desejou plantar a poesia
Na ilusão de colher o café da manhã,
No orfanato da agonia.
Desacreditou no amor
Angustiado calou.
Sem mundo
Humano imundo.
Matou as aventuras,
Matou as canções,
Sepultou ilusões.
- Que vida meu Deus...
Que vida!
Sou poema que desconhece distância
Já que o virtual aproxima,
Sou verso longínquo de relevância
Comungando a mesma rima.
Na arte nada limita,
Sem fronteira demarcada,
A cultura se unifica
Para ser admirada.
Poeta virtual eu sou
Não me ausento da escrita
Este gênero me conquistou
Poesia é a minha favorita.
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