Sereno
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.
E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
Todos meus sonhos
Vivem outros sonhos.
Todos meus gostos
Tem outros gostos.
Aquilo que choro
Sorri para vida.
Tudo que eu ganho
Perde o valor.
Meu tropeço
Quebra uma flor.
Tudo o que existo
Não resiste.
Desisto-me.
O vento que nos permeia
Balança as águas
Ondula as areias.
Desafiante entra pelas janelas
Sacode as cortinas
Bate nas telhas.
Apaga-me a voz
Grita-me zunindo levemente
Esvoaça grisalho a cabeleira.
Vá ser feliz,
Por favor, vá-se embora
Vai ventar lá fora.
Presente vira passado,
Dúvida vira certeza,
Sonho é realizado.
Todo dia
Uma flor nasce
O sol brilha
Alguém sorri.
Todo dia
Diga bom dia
Se contagie
Pela alegria.
Todos os dias...
Seguiram os dois na nau desgovernada;
Um por querer tudo
O outro por não querer nada.
No caminho nada se ajeitou,
Um não sabe por que foi
O outro não sabe por que voltou.
Nenhum deles entendeu,
Olharam-se nos olhos no adeus,
Para finalizar um no outro um beijo deu.
Cidade de sonhos
De invernos gelados.
Gramado da luz natalina
Dos belos meninos e meninas
Do chocolate
E da neblina.
Gramado
Dos lagos
Dos cinemas
Dos vales e museus...
Gramado
Dos apaixonados
Da felicidade
Da gastronomia
E da hospitalidade.
Para o poeta a vida melhora
Com um toque de poesia,
Se não estiver ao alcance na hora,
Criará ele, em sua fantasia.
O mar, mistério a explorar,
Acaricia ondas que cabelos não têm,
Como o corpo nu a encantar
Afogando desejos no suave vai e vem.
Bronze em reflexo solar
Na profundidade de tudo há sonhos,
É mágico nestas águas nadar
Bálsamo salgado onde me recomponho.
Este mar de esperança e fé
Onde o fim é impossível ver sequer
Balança na alma
Um corpo lindo de mulher
Em suaves devaneios autorais
transformei meu sujeito em composto
misturei consoantes e vogais
só para descrever a beleza do teu rosto.
Tenho em mim cada gosto
Que quiçá, provarei nos lábios teus
A meiguice dócil do teu rosto
Trazendo saudade antes do adeus.
Desejarei poetar teus olhos brilhantes,
As covinhas das tuas bochechas ocas,
Descrever tua beleza cintilante,
Preso no fascínio da tua boca.
Numa poesia meio mágica e inconsequente,
Tirarei dos versos a rima reprimida
Colocarei no mesmo verso inocente
Em ordem invertida, eu, você e a vida.
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