Sereno
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.
E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
Dois sonhos não podem ocupar o mesmo verso simultaneamente, é preciso que sejam paralelos para que a poesia possa dormir serena no poema da vida.
Em algumas horas dispara
Em outras bate lento e pouco.
De coração só os poetas compreendem
Cardiologistas, por mais que estudem,
Das cardiopatias amorosas nada entendem.
Um laço no buquê de rosas
Entrego pra que possas desatar
Puxando certo vira amor
Puxando errado vai enozar.
E o laço quando ata
Ninguém mais desfaz o nó
Morrem as flores sufocadas
E as pétalas viram pó.
Neste caso as demais rosas
Choram meio desesperadas
Do jardineiro elas fogem
Para não morrerem amarradas.
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