Lista de Poemas

Folhas secas

Insisto na tecla desbotada,

Deslizo a deriva - Nem perdido nemdestinado.

Não importa onde estão as divisas

O que ficou pra trás já percorri,

Nem a luz da ilusão permitirá repetir.

Ao meu grito segue-se o insano silêncio,

Saliento, me sento, me ausento.

Mesmo de alma limpa falta a paz,

Enterro-me já em ossos e pelos.

Minha carne não é pra vermes

Se não tenho nobreza, tenho orgulho,

Sou superficial, mas também mergulho.

A eles ofereço minha indiferença

Que degustem - fartem-se iludidos –

De vocês eu ganharei - nada mais sei –

Cutucam-me as folhas secas

Envoltas à raiz que tropecei.

349

Futuro

Futuro é o presente que ainda não foi iluminado.


359

Distância é só um pontode partida.

245

Afoito

Afoito

comia letrinhas

como se fossem biscoitos

Bisco

itos

os

s.

413

Ponto Forte

Ao unir os seus pontos fracos formou um grande ponto.Seria este seu ponto forte?

261

Imaginação

Estrela sem constelação

Brilho dando norte

Luz marcante de neon

Pendurada sem suporte.

Muito além do humano alcance

Mitológica inspiração divina

Feito páginas de romance

Ou frescor jovial de menina.

Luz que não é lua

Com nada se parece

No céu da alma flutua

Com a força de uma prece.

Destemida enfrenta tudo

Deixa rastros de decorações

Trás gritos de voz dos mudos

Fértil ao extremo é nossa imaginação
299

Baderna

Sou uma pessoa bastante reservada, mas mesmoassim não amo a solidão dos mortos, antes a baderna espúrias dos vivos
352

Caneta

Deixas no papel estampas do meu pensamento,

Acaba-se dignamente em matemática e versos.

Tens alma viva em sentenças proferidas e registradas.

Na força extrema ainda dá fé,

E ao morrer num poema,

A tinta trêmula busca a reticência...

Esforço final pra dizer que

O show sempre vai ter sequência.

333

Mudar

O que sou nunca deixarei deser, mudar eu até mudo, mas só se for pra crescer.

276

Perfeição

A perfeição pode estar nosorriso,

na mudança que sofremos

na mesmice de não mudar.

Pode estar no risco vazio degiz na calçada,

no grito ecoando no nada,

no vazio da alma nãolavada.

levada pela estrada vazia,

da ânsia ou da agonia.

Talvez nunca seráencontrada

Pois é sinônimo de utopia.

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Moacir Luís Araldi é gaúcho, residente em Passo Fundo- RS. Tem participações em várias antologias poéticas nacionais.
Autor do livro Cabernet - 2013, Interlúdios - 2014, Horizontes -2019 e Charnecas floridas - 2021. Premiado no concurso Literário Cidade de Passo Fundo em 2017 e 2019 na categoria poesia. Publica em vários sites literários nacionais.
Membro correspondente da ACL- Academia Carazinhense de Letras.
Membro fundador da Academia de literatura música e artes (ALMA)