Sereno
O sereno se consumiu
Em suas margens fez brotam árvores poéticas
Impregnando cheiro de poesia no ar
Que acorda, desperta e aguça, em nós, o poeta.
E o sabor da poesia
É saudável
Palatável
Colorido
Incomparável.
Nem me (a)trevo,
Neste entrevero
De trevo a trevo,
Decisões,
Esquinas
Descidas
Atrevidas
E ao fim
Há (a) vida.
Narcisismo marcante,
Fotos e mais fotos com
roupas curtas
pouco elegantes.
Viajava nas noites,
tinha um amargo regresso,
ela jurava que era amor
ele sabia que era sexo.
Deixas no papel estampas do meu pensamento,
Acaba-se dignamente em matemática e versos.
Tens alma viva em sentenças proferidas e registradas.
Na força extrema ainda dá fé,
E ao morrer num poema,
A tinta trêmula busca a reticência...
Esforço final pra dizer que
O show sempre vai ter sequência.
Não forço a fechadura
Tenho medo...
Falta-me a loucura
Falta-me o hábito.
Gosto da última olhada,
Do barulho da chuva
Na pré-partida.
Continuo pregado
Movimentos não me motivam.
Prevejo uma lagunaenferrujando...
Sem merecer,
Sem glórias pra viver.
Nem um passo
Nem covardia.
Insano...
Medito já sem voz,
Onde encontrarei,
Neste mundo algoz,
Um poema pra morar?
Entre o céu e o coração
Há pedaços aindadesconhecidos.
Romãzeiras espalhadas
Frutos nunca comidos.
Entre o céu e o coração
Há milongas não dançadas
Sombras virgens inexploradas
Velas esquecidas e apagadas.
Entre o céu e o coração
Há crianças injustiçadas
Armas empunhadas a revelia
E almas silenciadas.
Entre o céu e o coração
Há um antro de arrogância,
Mas verte no ponto alto
Uma mina de esperanças.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.