Mestre em Letras, Professora de Língua Portuguesa, apaixonada por poesia. Escrevo para fugir de onde estou e de quem sou. Escrevo para conhecer várias mulheres que habitam em mim. Escrevo porque encontrei na poesia, minha identidade, meu desejo, minha realização. A poesia é a minha liberdade!
Lista de Poemas
O que posso oferecer-te eu?
Se não possuo o amor ingênuo das moças
Não tenho a juventude que desfrutas
Guardo a partida de viagens que não fizeste
O calor das noites que não viveste.
Eu que já experimentei da vida, os dessabores
Já provei a desventura de amargos amores
O que posso oferecer-te eu?
Além de noites febris de risos largos.
Afoguei-me na tua ternura
Eu, subitamente enlouquecida por ti
Posso oferecer-te o agora.
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Desperta!
Levo a tristeza de quem espera
A desesperança de quem confia
O olhar de submissão
No meio da jornada, a pedra drummondiana
Fez em mim transformação
Trago a liberdade de quem faz
A esperança de quem luta
A independência de quem decide
No meio da jornada, a pedra drummondiana
Lembrou-me que sou mulher
Viva o Sagrado Feminino!
A desesperança de quem confia
O olhar de submissão
No meio da jornada, a pedra drummondiana
Fez em mim transformação
Trago a liberdade de quem faz
A esperança de quem luta
A independência de quem decide
No meio da jornada, a pedra drummondiana
Lembrou-me que sou mulher
Viva o Sagrado Feminino!
1 385
Pesadelo
Pesadelo
O corpo em chama, despertaOlhar, gesto, dança
Movimento de maré...balança
Delírios, sorrisos, liberta.
A (in)consciência te deseja
amor, calor, êxtase
Ao tocar-te, alucinação
Sussurros, beijos, tesão.
Se em sonho tu vens como chuva
Na minha loucura, em pesadelo tu voltas.
P.S. Eu só queria 2 minutos no seu corpo pra fazer você esquecer todas as mulheres que já teve.
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Somente eu
Duvidei do teu calor
Retirei os livros
Carreguei meus sonhos
Tive frio
Sofri as leituras
Sonhei só
Por tudo que passei
A vida me deu
A coragem de ser singular.
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A vida
No final da história restou um ponto.
Negar a inexistência e retirada
Habitar no limbo do esquecimento
Negavar o fim
Há um começo no meio da cena
Que navega o fim
Um ponto
Um túmulo
a vida.
Negar a inexistência e retirada
Habitar no limbo do esquecimento
Negavar o fim
Há um começo no meio da cena
Que navega o fim
Um ponto
Um túmulo
a vida.
1 443
COLHEITA
Colheita
Posto a alegria que arrancastePresto a recolher-me
Não de retirar-me.
Colher-me novamente e sempre
Apanhar o amor
Plantado
Regado
Arrancado
Roubado
E florescido
Recolher-me
Merecido.
Mônica Leite
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Desalento
Não sou poeta de grandes textos
não sou de extensas andanças
escrevo por não ter outro jeito
de ninar minhas lembranças
Prefiro falar do outro
ser poeta drummondiano
mas como ocultar meu rosto
se também sou humano?
Proponho-me a não falar de sentimento
mas, então o que seria de mim?
saboto-me, é minha natureza
É meu desalento.
Autoria: Mônica Leite
Disponível em: www.escritas.org/pt/n/monica-leite
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desapego
DEixar ir o que não traz felicidade
SAber mesmo sozinho, ser feliz
PErdoar e seguir em frente
GOstar da própria companhia e cantarolar .
SAber mesmo sozinho, ser feliz
PErdoar e seguir em frente
GOstar da própria companhia e cantarolar .
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Solidão
Uma saudade fez nascer
Do que não sonhei,
Das expectativas que criei
Dias ensolarados que fantasiei
Você
Um sonho que não adormeceu
O amor que nunca foi meu
Sentimento pífio e inescrupuloso
Restando o mísero
Eu
Silencioso e fugaz
Acreditar no amor
Aceitar que serei capaz
De vencer essa dor de não sermos
Nós
Do que não sonhei,
Das expectativas que criei
Dias ensolarados que fantasiei
Você
Um sonho que não adormeceu
O amor que nunca foi meu
Sentimento pífio e inescrupuloso
Restando o mísero
Eu
Silencioso e fugaz
Acreditar no amor
Aceitar que serei capaz
De vencer essa dor de não sermos
Nós
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Unknown
Jesus sempre foi o Filho de Deus? https://www.respondi.com.br/2018/07/jesus-sempre-foi-o-filho-de-deus.html