neia1965

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Pássaros


Esse ser tão pequeno que nas
cores de suas penas se apresenta
tão colorido e no galho mais alto
da arvore se faz ouvido.
Ser tão gentil que
através do seu cantar em
sonoras notas nos faz
admirar.

Ser desprotegido aos homens, porém
tão enriquecidos pela vista do alto, que
com suas asas se faz liberto e aos céus
se entregam num salto.
Sobrevoam terras, cidades, rios e mares
numa visão privilegiada
até onde suas asas levarem.

Ser que busca na natureza recursos
para seu ninho construir, e entre folhas
e galhos seus filhotes vestir.
Nos causa admiração em sua riqueza,  
através de suas cores nossos olhos encantam
no seu cantar nossos ouvidos  cativam.

Ser tão tranquilo e sereno que sobrevoa
nossas cabeças, nossos olhos alegram
nossos ouvidos consagram e nos ensinam
que mesmo tão franzinos, são tão destemidos
fortes e resolvidos.
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Poemas

24

Música

No fundo um ritmo; 
rápido ou lento?; o que
inspira o momento.

Palavras que se agrupam 
em forma de versos e poesias;
que em suas rimas, falam de 
tristezas ou alegrias.

Essa união de ritmo, versos e
poesias; elevam corpos, mentes
e corações à uma viagem frenética
de emoções.

Identificação nas palavras cantadas;
no ritmo compassado; com os olhos
fechados; somos levados para longe;
ou apenas ao centro do nosso
próprio eixo.

Multidões movidas; ou na solidão 
ouvidas; músicas; união, reflexão, 
oração, uma viagem na emoção;
revelada através da canção.
352

Silêncio do poeta

Não se deixe abater,
não se deixe esmurecer;
faça por merecer o poeta,
que dentro de si se fez nascer.

Nas angústias e tristezas; 
se fez calar; como pode deixar 
sua mente controlar,
o que melhor faz pra encantar.

Acorde o poeta adormecido;
busque dentro de si o poeta destemido;
devolva aos nossos corações o poder infinito; 
da poesia e dos versos por ora contidos.

Essas rimas inocentes,são apenas um pedido,
de alguém que te vê perdido; na decepção
de um coração sofrido; porém pulsando;
buscando na vida um sentido.

Meu poeta esquecido;
nos tire dessa agonia;
nos devolva a alegria;
de apreciar sua lindas poesias.
327

Verdades

Verdades; palavra que diz; pare de sonhar;
para a realidade tem que voltar.
Verdades que nos fazem ter que acordar;
para aquilo que não queremos enfrentar.

Deixar se levar, deixar se enganar, fingir acreditar;
 apenas para a felicidade tentar. Quão cruel  ter
que a verdade ouvir e ver; quando a única coisa
que importa; é ser feliz e viver.

As mentiras que nos impulsionam a sonhar;
do nada, acabam fraccionadas pelas 
verdades; que chegam pra nos derrubar e 
por tanto nossos sonhos desgraçar.

Verdades; constatação do real; com certeza
mortal, para quem sonha com o especial.
Qual o sentido da verdade; se é na
mentira que encontramos à felicidade...
312

Renúncia ou Escolha

Na renúncia ou na escolha;
do amor ou da paixão; o que
manda é o coração.

A paixão fogosa, ardente, faz o
coração mais caliente.
Paixão atrelada ao prazer, no menor
toque faz arder,no sentir o dedilhar dos 
dedos tocando o corpo; em brasas se 
transforma; e na respiração ansiosa e 
acelerada se conforta.

Escolha da paixão, renúncia do amor, 
que só traz frescor; acalento apaziguador;
ao coração a calmaria, a vida a doce
nostalgia e ao corpo a alegria de dividir
os dias com outro ser encantador.

Escolha, renúncia; amor, paixão;
nada disso importa, pois o coração;
na doce ilusão do amor ou da paixão 
só o que busca é deixar a razão e viver
a emoção.
311

Saudades de outrora

Que saudades de outrora, dos tempos das fazendas,
que no raiar do sol, a janela se abria,
e uma linda flora em sua frente surgia.
Do cheiro do café colhido nos campos
e passado nos coadores de pano.
Do fogão a lenha exalando o cheiro
do bolo, misturando-se ao da abóbora, 
que com o cravo deixava um aroma
doce pela casa afora. 

Saudades das moçinhas, que na manhã fria, levantavam
felizes e coradas, vestidas em tecidos de algodão; 
sonhando com o baile de mais tarde no salão.
Em seus quartos de costuras se fechavam, 
buscando procurar, seus laçarotes e flores;
que a noite as iriam enfeitar.
Passavam o dia contando os segundos no relógio
cuco no canto da sala; esperando ansiosas, o 
encontro com os moçinhos, qua ali estariam
para corteja-las.

A hora tão esperada chegava; e as moçinhas agora
e seus vestidos de renda e seda, com os rostos cheios 
de pó de arroz e a boca com batom cor de carmim,
passavam sua água de cheiro que purificava a casa
com aroma de jasmim.
O sol se escondia, a lua surgia e o baile começava; 
o som dos violinos no fundo do salão encantava

As moçinhas de um lado, os moçinhos do outro;
tão garbosos em seus ternos engomados, com as mãos 
suadas, ansiosos pela valsa com sua amada.
Que saudades de outrora, dos bailes das fazendas,
onde; quando as mãos se tocavam e os olhares
se cruzavam, na mesma batida dos corações
disparados; as moçinhas e os moçinhos já sentiam
que pra sempre juntos ficariam; e naquela dança;
ao amor se renderiam.



336

Minhas loucuras

Das minhas loucuras e sandíces
brotam sentimentos de poder, 
querer, saber, crescer
as minhas doidices tudo pode acontecer.

Uma imensidão de sentimentos 
cheios de desejos que buscam 
sempre além numa velocidade 
feroz, sem medo de nada perder.

Nas minhas loucuras e doidices só consigo
me ater á possibilidades ao desejo incontido
de abraçar o horizonte de buscar na vida 
tudo que ainda não encontrei.

Loucuras, doidices, sandíces
sensações de puro extasê, nem sempre
compreendidos, mas com certeza sentidos
pela alegria de viver.

Alegria da loucura em meio ao racional,
da doidice em meio ao real,
da sandíce em meio ao material,
Resumo do que sou, do que quero e pra onde vou.

Nem sempre foi assim, essa loucura 
doidamente insândecida chegou a mim 
atráves do azul dos seus olhos que me
trouxeram o céu e num encontro feliz,
brindaram aos castanhos da terra dos meus.
336

O tempo

O tempo, as vezes nosso maior aliado,
por outras nosso  carrasco.
O tempo, curador da morte e das decepções
tristemente inútil, diante das saudades e desilusões.

Tempo que nos impulsiona a seguir em frente
sempre mais rápido é o mesmo tempo,
que nos impede de alongar um momento
feliz, único e raro.

O tempo no amor eterno sempre será,
porém livre de sofrimentos e dores nunca estará.
Com certeza, o maior de todos os sentimentos
o amor; único que transcende todos os tempos.

O tempo regente da nossa história, longa ou curta
não importa. No fim graças ao tempo seremos
só memoria.
353

Explosão de sensações

Quer saber;
Não importa o que esta acontecendo,
não quero saber o que esta havendo,
não quero procurar explicações para
o que não se explica, quero 
 apenas viver o que dentro de mim se agita.

O que o passado assombrou, o que a vida
me testou, a insegurança que me rodava,
hoje da lugar ha algo que não se iguala.
Algo de bom dentro de mim se instalou,
uma presença que me libertou, uma cura
que os sofrimentos fez cessar; uma benção
que fez você chegar.

Essa sensação não quero entender, apenas
quero sentir e viver; acreditar que viva estou
e com a sua chegada meu coração de novo
acordou.
Acredite moço, sua vinda trouxe um turbilhão
de sensações, de alegrias e explosões que sem
entendimentos, sobre esses acontecimentos fez
surgir dentro de mim novos sentimentos.
332

Corações aprisionados

Coracões aprisionados pelo que queremos,
aprisionados pelo passado que não vivemos,
aprisionados pelo que tentamos e não conseguimos,
aprisionados pelo arrependimento do que fizemos ou fugimos.

Prisão do coração que se faz doente
que se vê impotente,
diante da vontade de alcançar
o que na vida se acredita necessitar.

Prisão do coração cego pela dor
pelo sofrimento de erros cometidos
ou apenas pela tentativa,
d'aquilo que não foi obtido.

Prisão de um coração solitário
que na procura por um amor
se perde em desencanto
e transforma suas batidas em pranto.

Coração aprisionado, que cansado,
em sua procura por alguém ou algo
se fecha nessa cela fria, escura, enclausurante
sem perceber que está vivo, regado por sangue,
assim alimentado para novas chances.

Corações aprisionados, que não vêem que estão vivos
que precisam se libertar, e se livrar
de tudo que não o faz disparar. 
333

Roda da vida

No nascimento através do choro, o primeiro som,
no sono tão calmo e restaurador um breve sorriso
visto com encanto e amor.
Os primeiros ruídos,  os primeiros risos, 
na ingenuidade da boca vazia apenas emanando alegria.

Os passos curtos, com as pernas ainda bambas;
levando até o jardim da infância.
Da infância cercada de brinquedos e histórinhas
em breve se tornarão aprendizado, alfabetização.
Na passagem da infância pura, à adolescência mais madura,
buscando crescer, aprender; e na curiosidade adulto se fazer.

Quando adulto, buscando sempre mais, um estudo, uma profissão
um grande amor que preencha o coração.
Uma união, um casamento; um filho como continuação,
o cuidado, a preocupação; muita dedicação a esse ser ,
que através de ti se fez nascer.
Nos ensinamentos até então recebidos, agora são repetidos; 
para a formação de uma nova geração.

Os anos passando, e a outros se dedicando; sem perceber,
as rugas chegando. Apenas em frente caminhando.
Nas primeiras dores, no embaçar da visão, na perda da audição,
na dificuldade em mudar os passos cada vez mais curtos e mais lentos, 
uma tentativa de superar o seu próprio tempo.

É nesse instante que se olha no espelho, e percebe que tudo 
que aprendeu e tudo o que viveu, se resume agora ao mesmo
sorriso, com a boca vazia de quando nasceu.
É o mesmo rosto, porem, todo rugoso que em cada linha
 conta uma história, a história de uma vida, que na lembrança ficará,
mas que em breve se findará. 






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victao420

lindo