neia1965

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Medo

Não tenho medo de viver
não tenho medo da vida
tenho medo de morrer
sem viver tudo que quero.

Não tenho medo da paixão ou da ilusão
que ela propicia,
não tenho medo de me entregar a esse
sentimento que me seduz e me envolve
como o vento.

Não tenho medo de amar sem saber
o que esperar, de me dedicar de corpo e 
alma aquele que do meu coração
se apoderar.

Não tenho medo de me aventurar e me
deixar levar por esses sentimentos, que 
faz de nós  instrumentos, nem sempre de 
alegria mas que com certeza nos contagia.

Não tenho medo da vida, tenho medo
da morte que chega sem avisar e não
nos permite decidir se com ela queremos
partir. 

Não tenho medo da vida, tenho medo
da morte,
os caminhos da vida eu traçarei
mas a morte, ah a morte eu jamais
entenderei.
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Poemas

24

Amor é...

O que é o amor senão um complemento,
que nos traz acalento, e a alegria de um envolvimento.
O amor se faz presente, quando o coração sente;
em seu interior um arrepio ardente uma alegria
transcedente.

O amor não tem medidas, não escolhe, não obriga,
não se destina; apenas se entrega e se enebria.
O amor de verdade, não exige igualdade nem sequer 
reciprocidade; só se entrega com veracidade;
sem buscar em troca lealdade.

O amor se doa, sem nada em troca esperar;
permanece dentro do peito, fazendo o coração disparar.
O amor nem sempre é inteligente, deixa-se levar de 
uma forma independente; e as vezes nem percebe 
que não é correspondente.

O amor é uma energia; que contagia até mesmo o
ser mais ateu; que quando menos espera já
se comprometeu.
Amor é um sentimento por todos vivido; porém indefinido;
sem explicação ou entonação; apenas sentido.


262

Entrelinhas

Nas entrelinhas das palavras 
te encontrei e por você me apaixonei.
nas entrelinhas das palavras
busquei te conhecer e te entender.

Nas entrelinhas tentei dizer
aqui estou para você.
nas entrelinhas você me chamava
e eu decifrava que por mim 
apaixonado estava.

Nas entrelinhas te conheci
e imediatamente me confundi
ao perceber que oque entendi
era por outra, e não por mim. 

Porém, nessas mesmas entrelinhas
logo me animei, quando me deparei
com você tão especial,  essencial, 
e de uma natureza tão angelical.

Nas entrelinhas, muito se falou
com certeza nossa união se afunilou
nosso encontro nas entrelinhas tudo mudou
e uma nova história começou.

Nas entrelinhas , saudades deixou
meu coração vazio se tornou.
nas entrelinhas das palavras
apenas a amizade se firmou.

Porém, nas entrelinhas do agora
quando  sinto que me quer
meu sentimento de novo aflora
mas o medo de não entender as entrelinhas
me apavora.

Nas entrelinhas do agora não sei mais o que pensar,
apenas sinto que contigo quero estar
como amigo ou paixão, sei não.,
sinto medo da decisão.

Entrelinhas que não se fundem 
mas apenas confundem.
Palavras nas entrelinhas, muito dizem
porém, muito pouco definem.


329

Minhas loucuras

Das minhas loucuras e sandíces
brotam sentimentos de poder, 
querer, saber, crescer
as minhas doidices tudo pode acontecer.

Uma imensidão de sentimentos 
cheios de desejos que buscam 
sempre além numa velocidade 
feroz, sem medo de nada perder.

Nas minhas loucuras e doidices só consigo
me ater á possibilidades ao desejo incontido
de abraçar o horizonte de buscar na vida 
tudo que ainda não encontrei.

Loucuras, doidices, sandíces
sensações de puro extasê, nem sempre
compreendidos, mas com certeza sentidos
pela alegria de viver.

Alegria da loucura em meio ao racional,
da doidice em meio ao real,
da sandíce em meio ao material,
Resumo do que sou, do que quero e pra onde vou.

Nem sempre foi assim, essa loucura 
doidamente insândecida chegou a mim 
atráves do azul dos seus olhos que me
trouxeram o céu e num encontro feliz,
brindaram aos castanhos da terra dos meus.
336

Saudades de outrora

Que saudades de outrora, dos tempos das fazendas,
que no raiar do sol, a janela se abria,
e uma linda flora em sua frente surgia.
Do cheiro do café colhido nos campos
e passado nos coadores de pano.
Do fogão a lenha exalando o cheiro
do bolo, misturando-se ao da abóbora, 
que com o cravo deixava um aroma
doce pela casa afora. 

Saudades das moçinhas, que na manhã fria, levantavam
felizes e coradas, vestidas em tecidos de algodão; 
sonhando com o baile de mais tarde no salão.
Em seus quartos de costuras se fechavam, 
buscando procurar, seus laçarotes e flores;
que a noite as iriam enfeitar.
Passavam o dia contando os segundos no relógio
cuco no canto da sala; esperando ansiosas, o 
encontro com os moçinhos, qua ali estariam
para corteja-las.

A hora tão esperada chegava; e as moçinhas agora
e seus vestidos de renda e seda, com os rostos cheios 
de pó de arroz e a boca com batom cor de carmim,
passavam sua água de cheiro que purificava a casa
com aroma de jasmim.
O sol se escondia, a lua surgia e o baile começava; 
o som dos violinos no fundo do salão encantava

As moçinhas de um lado, os moçinhos do outro;
tão garbosos em seus ternos engomados, com as mãos 
suadas, ansiosos pela valsa com sua amada.
Que saudades de outrora, dos bailes das fazendas,
onde; quando as mãos se tocavam e os olhares
se cruzavam, na mesma batida dos corações
disparados; as moçinhas e os moçinhos já sentiam
que pra sempre juntos ficariam; e naquela dança;
ao amor se renderiam.



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victao420

lindo