Amor é...
O que é o amor senão um complemento,
que nos traz acalento, e a alegria de um envolvimento.
O amor se faz presente, quando o coração sente;
em seu interior um arrepio ardente uma alegria
transcedente.
O amor não tem medidas, não escolhe, não obriga,
não se destina; apenas se entrega e se enebria.
O amor de verdade, não exige igualdade nem sequer
reciprocidade; só se entrega com veracidade;
sem buscar em troca lealdade.
O amor se doa, sem nada em troca esperar;
permanece dentro do peito, fazendo o coração disparar.
O amor nem sempre é inteligente, deixa-se levar de
uma forma independente; e as vezes nem percebe
que não é correspondente.
O amor é uma energia; que contagia até mesmo o
ser mais ateu; que quando menos espera já
se comprometeu.
Amor é um sentimento por todos vivido; porém indefinido;
sem explicação ou entonação; apenas sentido.
Entrelinhas
Nas entrelinhas das palavras
te encontrei e por você me apaixonei.
nas entrelinhas das palavras
busquei te conhecer e te entender.
Nas entrelinhas tentei dizer
aqui estou para você.
nas entrelinhas você me chamava
e eu decifrava que por mim
apaixonado estava.
Nas entrelinhas te conheci
e imediatamente me confundi
ao perceber que oque entendi
era por outra, e não por mim.
Porém, nessas mesmas entrelinhas
logo me animei, quando me deparei
com você tão especial, essencial,
e de uma natureza tão angelical.
Nas entrelinhas, muito se falou
com certeza nossa união se afunilou
nosso encontro nas entrelinhas tudo mudou
e uma nova história começou.
Nas entrelinhas , saudades deixou
meu coração vazio se tornou.
nas entrelinhas das palavras
apenas a amizade se firmou.
Porém, nas entrelinhas do agora
quando sinto que me quer
meu sentimento de novo aflora
mas o medo de não entender as entrelinhas
me apavora.
Nas entrelinhas do agora não sei mais o que pensar,
apenas sinto que contigo quero estar
como amigo ou paixão, sei não.,
sinto medo da decisão.
Entrelinhas que não se fundem
mas apenas confundem.
Palavras nas entrelinhas, muito dizem
porém, muito pouco definem.
Roda da vida
No nascimento através do choro, o primeiro som,
no sono tão calmo e restaurador um breve sorriso
visto com encanto e amor.
Os primeiros ruídos, os primeiros risos,
na ingenuidade da boca vazia apenas emanando alegria.
Os passos curtos, com as pernas ainda bambas;
levando até o jardim da infância.
Da infância cercada de brinquedos e histórinhas
em breve se tornarão aprendizado, alfabetização.
Na passagem da infância pura, à adolescência mais madura,
buscando crescer, aprender; e na curiosidade adulto se fazer.
Quando adulto, buscando sempre mais, um estudo, uma profissão
um grande amor que preencha o coração.
Uma união, um casamento; um filho como continuação,
o cuidado, a preocupação; muita dedicação a esse ser ,
que através de ti se fez nascer.
Nos ensinamentos até então recebidos, agora são repetidos;
para a formação de uma nova geração.
Os anos passando, e a outros se dedicando; sem perceber,
as rugas chegando. Apenas em frente caminhando.
Nas primeiras dores, no embaçar da visão, na perda da audição,
na dificuldade em mudar os passos cada vez mais curtos e mais lentos,
uma tentativa de superar o seu próprio tempo.
É nesse instante que se olha no espelho, e percebe que tudo
que aprendeu e tudo o que viveu, se resume agora ao mesmo
sorriso, com a boca vazia de quando nasceu.
É o mesmo rosto, porem, todo rugoso que em cada linha
conta uma história, a história de uma vida, que na lembrança ficará,
mas que em breve se findará.
Corações aprisionados
Coracões aprisionados pelo que queremos,
aprisionados pelo passado que não vivemos,
aprisionados pelo que tentamos e não conseguimos,
aprisionados pelo arrependimento do que fizemos ou fugimos.
Prisão do coração que se faz doente
que se vê impotente,
diante da vontade de alcançar
o que na vida se acredita necessitar.
Prisão do coração cego pela dor
pelo sofrimento de erros cometidos
ou apenas pela tentativa,
d'aquilo que não foi obtido.
Prisão de um coração solitário
que na procura por um amor
se perde em desencanto
e transforma suas batidas em pranto.
Coração aprisionado, que cansado,
em sua procura por alguém ou algo
se fecha nessa cela fria, escura, enclausurante
sem perceber que está vivo, regado por sangue,
assim alimentado para novas chances.
Corações aprisionados, que não vêem que estão vivos
que precisam se libertar, e se livrar
de tudo que não o faz disparar.