neia1965

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Medo

Não tenho medo de viver
não tenho medo da vida
tenho medo de morrer
sem viver tudo que quero.

Não tenho medo da paixão ou da ilusão
que ela propicia,
não tenho medo de me entregar a esse
sentimento que me seduz e me envolve
como o vento.

Não tenho medo de amar sem saber
o que esperar, de me dedicar de corpo e 
alma aquele que do meu coração
se apoderar.

Não tenho medo de me aventurar e me
deixar levar por esses sentimentos, que 
faz de nós  instrumentos, nem sempre de 
alegria mas que com certeza nos contagia.

Não tenho medo da vida, tenho medo
da morte que chega sem avisar e não
nos permite decidir se com ela queremos
partir. 

Não tenho medo da vida, tenho medo
da morte,
os caminhos da vida eu traçarei
mas a morte, ah a morte eu jamais
entenderei.
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Poemas

24

Corações aprisionados

Coracões aprisionados pelo que queremos,
aprisionados pelo passado que não vivemos,
aprisionados pelo que tentamos e não conseguimos,
aprisionados pelo arrependimento do que fizemos ou fugimos.

Prisão do coração que se faz doente
que se vê impotente,
diante da vontade de alcançar
o que na vida se acredita necessitar.

Prisão do coração cego pela dor
pelo sofrimento de erros cometidos
ou apenas pela tentativa,
d'aquilo que não foi obtido.

Prisão de um coração solitário
que na procura por um amor
se perde em desencanto
e transforma suas batidas em pranto.

Coração aprisionado, que cansado,
em sua procura por alguém ou algo
se fecha nessa cela fria, escura, enclausurante
sem perceber que está vivo, regado por sangue,
assim alimentado para novas chances.

Corações aprisionados, que não vêem que estão vivos
que precisam se libertar, e se livrar
de tudo que não o faz disparar. 
335

Música

No fundo um ritmo; 
rápido ou lento?; o que
inspira o momento.

Palavras que se agrupam 
em forma de versos e poesias;
que em suas rimas, falam de 
tristezas ou alegrias.

Essa união de ritmo, versos e
poesias; elevam corpos, mentes
e corações à uma viagem frenética
de emoções.

Identificação nas palavras cantadas;
no ritmo compassado; com os olhos
fechados; somos levados para longe;
ou apenas ao centro do nosso
próprio eixo.

Multidões movidas; ou na solidão 
ouvidas; músicas; união, reflexão, 
oração, uma viagem na emoção;
revelada através da canção.
354

Minhas loucuras

Das minhas loucuras e sandíces
brotam sentimentos de poder, 
querer, saber, crescer
as minhas doidices tudo pode acontecer.

Uma imensidão de sentimentos 
cheios de desejos que buscam 
sempre além numa velocidade 
feroz, sem medo de nada perder.

Nas minhas loucuras e doidices só consigo
me ater á possibilidades ao desejo incontido
de abraçar o horizonte de buscar na vida 
tudo que ainda não encontrei.

Loucuras, doidices, sandíces
sensações de puro extasê, nem sempre
compreendidos, mas com certeza sentidos
pela alegria de viver.

Alegria da loucura em meio ao racional,
da doidice em meio ao real,
da sandíce em meio ao material,
Resumo do que sou, do que quero e pra onde vou.

Nem sempre foi assim, essa loucura 
doidamente insândecida chegou a mim 
atráves do azul dos seus olhos que me
trouxeram o céu e num encontro feliz,
brindaram aos castanhos da terra dos meus.
337

Silêncio mortal;

Esse silêncio profundo e arrebatador,
nessa espera infinita e sombria,
sem saber do que ou porque;
talvez por ti  vai saber.

Essa consumição a cada dia,
causando uma dor instigante,
agoniante num crescimento
absurdamente degradante.

Essa falta insana e doentia,
que vem esmagar o peito, 
em uma sofreguidão desvairada,
faz- se tornar mais e mais enraizada.

Essa sua ausência faz arder meu coração
em tristeza; esse seu silêncio cala minha voz 
e meus pensamentos em um luto de
tortura e lamento.

Até quando suportarei essa agonia tão sofrida,
até quando estarei de ti afastada sem a sua voz
ouvir ou dos seus pensamentos partilhar;
Até quando me pergunto
quando e se irá voltar.



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victao420

lindo