Oleína L.

Oleína L.

n. 2001 BR BR

Bem, eu escrevia poemas jogados nos meus cadernos até que alguém os achou... E agora estou aqui

n. 2001-11-28, Manaus

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Liberdade

Eu só queria ser livre sabe?
Livre para pensar
Livre para falar
Livre para sentir
Livre para se relacionar

É bobo eu dizer isso?
Sim, é bobo
Somente para aqueles
Que desconhecem a liberdade

A liberdade não é apenas um ato
A liberdade não é apenas o estar
Para conhecer a liberdade de fato
Acho que primeiro você precisa mesmo
É reconhecer o seu “lugar”

Não falarei de hipocrisia
Nem de como seria essa utopia
Afinal como eu poderia dizer sobre essas coisas
Para aqueles que não tem a própria “filosofia”

Somos os animais do nosso dia a dia
Que não sabem do introspectivo mais importante,
Que fazem o necessário para viver
E que com isso, num passo de ironia,
Esquecem o que é o “ser”

Não somos livres em nenhum de nossos ciclos
Não somos livres nem mesmo no nosso individualismo

Afinal isso tudo é mesmo nosso? Não mais de outro alguém?
Como pode afirmar algo, sem ser remetente de algo além?

Nós somos a própria prisão de cada dia
Presos no agir
Presos no dizer
Presos no sentir, e por fim
Presos no saber

Por fim eu disse?
Desculpe, esqueci de dizer
Que no encosto disso tudo
Está “a gente”
Presos no nosso próprio ser

O que é liberdade?
É ser livre pra se prender
É estar preso na ideia de viver
É ser livre para poder entender
É estar preso nesse pensamento tolo
De ter um conceito de liberdade só para você
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Poemas

23

Meu lugar

Onde será meu Lugar?
Ao que eu posso complementar?

Não consigo afirmar nada
Além de que eu não pertenço de fato

Com isso eu te pergunto:

Eu poderia brandir minha espada?
Sem nada para defender no ato!

O que eu tenho para oferecer?
Sendo que nem eu entendo meu ser…

Como ainda estou aqui?
Um alguém que evita o agir

Mesmo ainda que todos me apontam
Eu exito, inconformado e sem prosseguir
No amargo das palavras que me atormentam...
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Movimento

Mover… O que eu devo mover?
Eu mesmo? Isso é algum dever?
Eu pergunto isso dessa maneira
Pois quero mostrar o tamanho dessa palhaçada

Meu estado de ser não é constante
Porém digo o importante:
Meu espírito é permanente
Eu sou eu, inadiável e ignorante

Esse “eu” é algo precioso
Contrastando do Belo ao Horroroso
É algo que preciso ter orgulho
Pois sou eu que me mantém nesse mundo

Contudo também tenho respeito
Por aquilo que é diferente
Por esses opostos que movem o mundo para frente
E eu digo no plural, pois não é “eu” e nem “ele”
Estou dizendo que o todo é inerente

Responsabilidade… O que é isso?
É algo que não ponho compromisso
Mas quando necessário, é claro
Eu assumo o risco!
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Outra conversa

Como viver com essa dor
Essa dor que não consigo demonstrar
Essa dor que ninguém vai sequer notar
O que fazer sozinho com essa dor…

Espere, aonde está indo?

Eu sei, eu já falei disso
De novo, uma repetição sem compromisso
Sim estou me desculpando
Desculpe por me desculpar acerca disso

Não, não… Está tudo bem

Como vai você? Sozinha também com sua dor
Essa dor que eu pude presenciar
Essa dor que você pôde contornar
O que você fez, além de a ignorar?

Espera, fui um pouco grosseiro?

Na realidade essa foi a verdade
Exposta a você, que a mascarou no “seguir em frente”
Afinal é somente isso o que fazemos
Claro, é por isso que a gente mente

Não… Não está nada bem

Afinal vivendo nessa dor eu percebo
Que não tenho ninguém a quem contar
Se não para aqueles que mentem sem falhar
Que continuam seguindo a vida no mesmo…

Mesmo é o que eu digo!
Sem nada a mudar...
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