Eu estou perdida Perdida nos sussuros que saem da sua boca indecente Ao meu pé do ouvido Perdida nas palavras doces Mescladas às coisas safadas e quentes Que vem da sua voz envolvente Alternando com beijos suaves E seus gemidos mais ardentes
Eu estou perdida No seu olhar apimentado Delineando as curvas do meu corpo suado Com suas pupilas dilatadas Observando o visual dos nossos movimentos Que a meia luz proporciona Dentro do seu quarto
Eu estou perdida No seu toque apaixonado Que causa umas sensações Beirando o inexplicável Que a minha boca Entreaberta Não conseguiria falar Pois eu também não consigo segurar O que está acumulado
Eu estou perdida Mergulhada no seu prazer Alucinada Pois eu sei que também faço você tremer E você enlouquece Com as minhas unhas arranhando você Não conseguimos conter
Eu estou perdida Sem saber onde eu começo E você termina Pra ser honesta, nem quero saber Quero me perder todo o dia Me entregar intensamente Memorizando tudo o que estou vivendo com você
Deleite-se Deite-me Na sua cama Faça-me perder o caminho Pra eu nunca mais voltar de onde eu vim.
Eu estou perdida Perdida nos sussuros que saem da sua boca indecente Ao meu pé do ouvido Perdida nas palavras doces Mescladas às coisas safadas e quentes Que vem da sua voz envolvente Alternando com beijos suaves E seus gemidos mais ardentes
Eu estou perdida No seu olhar apimentado Delineando as curvas do meu corpo suado Com suas pupilas dilatadas Observando o visual dos nossos movimentos Que a meia luz proporciona Dentro do seu quarto
Eu estou perdida No seu toque apaixonado Que causa umas sensações Beirando o inexplicável Que a minha boca Entreaberta Não conseguiria falar Pois eu também não consigo segurar O que está acumulado
Eu estou perdida Mergulhada no seu prazer Alucinada Pois eu sei que também faço você tremer E você enlouquece Com as minhas unhas arranhando você Não conseguimos conter
Eu estou perdida Sem saber onde eu começo E você termina Pra ser honesta, nem quero saber Quero me perder todo o dia Me entregar intensamente Memorizando tudo o que estou vivendo com você
Deleite-se Deite-me Na sua cama Faça-me perder o caminho Pra eu nunca mais voltar de onde eu vim.
362
Viciada
Ela ficou viciada De natureza solitária Aprendeu a se amar A própria companhia Ela aprendeu a apreciar Agora ela é viciada nela mesma E não quer mais ninguém
Ela se leva pra passear Ver um filme no cinema Ou sentir o cheiro do mar Escolher o próprio prato no jantar Sozinha, ela rouba a cena
Ela tem as noites de sexta pra maratonar Colocar as séries em dia Tem os sábados pra treinar Hidratar o cabelo Pintar as unhas de nude Ou até mesmo de vermelho Ela tem muito tempo pra se aproveitar
Ela tá viciada na própria companhia Não precisa ficar inventando desculpas Ou tendo que provar o tempo todo Que é boa o suficiente Ter que atingir um nível de perfeição Que é humanamente inexistente
Mas ela é perfeitamente imperfeita Mesmo com seus cabelos bagunçados Ou sem batom Ela vive livre E não precisa dar satisfação Ela aprendeu que estar na própria companhia É muito bom
Ela tira dias para se autoconhecer Para se amar mais Para se dar prazer Ela já entendeu Que não precisa de ninguém Para dar a ela O que já tem
Ela é o caminho A resposta para as perguntas Que sempre fez Ela só precisa se amar Pra ficar tudo bem.
RJ: 25/07/2023.
252
Só
Dentro de si Algo que não há Procurando se encontrar Se viu só Como uma nota Dó Sem outras notas para a música compor
Dentro de si Começou a observar Se perdeu Mas tenta se achar Dentro de si deu um nó Difícil de destrinchar
Ela, só Não pensou que chegaria nessa etapa da vida Em eternas despedidas Mas que nunca se vão
Ela é só Só alguém que queria mais Caminhar ao lado de quem quer voar Descobrir algo novo além do cais Mas quis tanto Que tudo virou caos
Do peito torpe ao pensamento tenro Tudo nela agora é vendaval Só, no meio do vento Sem saber pra onde vai Só sabe que dentro de si Mais nada há
Achou que havia se preenchido dela mesma Mas foi sentimento substancial Do seu já conhecido vazio existencial Sensação que já é normal
Dentro de si Ela é só Mas poderia ser pior Ela prefere ver que ainda há sol Num dia que pode ser lindo Se ela se deixar iluminar.
476
Depois Do Amor
Meu peito nu descansa contra o teu Sinto seu coração bater Sensação melhor não há Meu peso sob seu corpo não parece te incomodar
Seus dedos compridos se entrelaçam em meus cabelos Carinho suave que quase adormeço Ouço nossas respirações no silêncio Que há pouco foi irrompido pelo barulho dos nossos sentimentos
Você beija a minha testa Não quer se mexer muito para não me atrapalhar Mas nós já nos mexemos demais Agora repouso em tem peito Ouço o som do pulsar
Faço o teu corpo de cama O teu cheiro é um incenso que me acalanta Quase adormeço Para ter os melhores sonhos Mas para quê? Se eu já sonho acordada diariamente com você
Suas mãos descem até minhas costas Sinto sua proteção Ponho uma das mãos em teu peito Que fiz de travesseiro Me ajeito
Fecho os olhos Você me nina Eu me deixo relaxar Não há roupas mas não sentirei frio Sua pele na minha agora aquece O que ainda agora era arrepio
O beijo quente que me deu calor O toque que gerou ardor Agora me envolve, me acaricia Demonstrando nas suas digitais pelo meu corpo Todo seu apreço Me protegendo de amor.
444
Memórias de Um Poeta Falecido
O que fazem essas pessoas aqui? Por que choram em cima de mim? Que eu me lembre eu era motivo para rir
O que fazem todas essas pessoas aqui? Muitas delas mal me cumprimentavam quando eu passava Fingiam que não me viam Mal me olhavam Então, por que choram agora?
Eu era só mais um Um, chamado de louco Que escrevia para uns poucos Porque nem todos tinham a capacidade para entender
O que essas pessoas fazem aqui? Me olham com pesar Como se assim Pudessem se desculpar Mas não adianta mais nada Agora que a vida acabou Parece que choram mais pelo remorso Do que pela tristeza de alguém que se foi
Eu era só mais um Um simples e reles poeta Que nunca foi considerado ou lido Que agora só está sendo lembrado Porque morreu
Ah, se eu pudesse me levantar daqui! Ou se alguém aqui pudesse me ver agora Eu enxotaria a todos! Diria: "fora daqui, seus tolos!" Nenhum deles nunca fizeram questão de mim em vida... O que fazem aqui, então? Por que ousam chorar no meu caixão?
Gente hipócrita Que só enxerga valor e bondade em alguém Quando esse alguém aqui não mais está.
485
Quero Tu
Quero tu Sem história Sem demora Sentimento nu
Quero tu Tua alma Teu corpo Navegar de norte a sul
Amo tu, preto Amo teu jeito de olhar Amo teu beijo Amo teu cheiro
Quero tu, nego Me pedindo pra ficar Sem hora pra terminar Sem me deixar no sossego
Amo teu cabelo Quero teu zelo Amo deitar no teu peito Acarinhar teu pêlo
Quero tu Dia e noite Bem e mal Sim e agora
Amo tu Tua falta é meu açoite Teu jeito natural Arrepia meu corpo afora
Quero tu Amo tu Sou de tu
Quero tu dizendo "sim" Quero tu pedindo mais Amo tu me amando assim Amo tu dizendo "faz" Quero tu até demais.
496
Amor de Vó
Amor de vó É aquele amor especial É aquele amor em dobro É aquele pedaço de bolo Que você pode pegar Mesmo quente, saindo do forno É o cafuné na hora do choro De um joelho ralado Por um tombo no jardim É segurar na mão quando está com medo É contar aquele segredo Que você não conta nem pra sua mãe É passar o fim de semana correndo no quintal É um cochilo da tarde no sofá Que ela te cobre pra não sentir frio É aquele abraço que se torna abrigo E você sente que está tudo bem Mesmo quando não está É aquele chocolate que ela te dá escondido Depois do jantar É passear, brincar É aprender e ensinar É a vida da sua outra vida Um pedacinho de você em versão menor É mais ou menos isso... Ou mais que isso Difícil definir o amor de uma vó Sem medida, sem tamanho Que ama todos os seus netos Quer ter todos por perto Como se fossem amigos Pra sempre poder celebrar E ainda mais multiplicar O seu amor infinito.
375
Sobremesa
Na minha vida eu já provei Pudins Pavês Tiramisù Petit gateau E até crème brûlée Mas nenhum doce desses Do mais simples Ao dos chefes franceses Se compara Ao gosto doce Do beijo da sua boca Não há nada igual.
184
Tempo
Se tudo nessa vida tem o seu tempo Que haja tempo Que chegue o tempo Da gente se encontrar Da gente se apaixonar E viver o nosso próprio tempo Que demorou a chegar
Se tudo nesse mundo tem o seu tempo Ande logo, tempo! Eu rezo por esse momento Pra gente poder se amar Pra gente dar as mãos e caminhar
Se tudo nesse universo tem o seu tempo Venha logo, tempo! Que sempre haja tempo Que estando ao seu lado O tempo demore bastante a passar
Que um segundo seja um ano Que cada beijo dure para sempre Que seus olhos morem nos meus E tempo, tempo, tempo Como já citou Caetano Vou te fazer um pedido: Não se atrase! E trate de tardar a passar Quando o meu amor se apresentar
Mas o certo é que estaremos juntos Unidos, sendo melhores amigos Assim que nosso momento chegar E eu vou poder dizer que encontrei O que o tempo todo Eu sempre procurei.
234
Itinerante
Sou eterna passageira De um lado para o outro sem parar Pelas curvas da vida Não crio raízes Em nenhum lugar Não crio laços Com quem quer que seja Não crio conexão Com qualquer amor que apareça Eu continuo a viajar Sou itinerante Não paro em lugar algum Mas não se engane Não sou viajante porque quero Por algum motivo Que meu Eu não entende Não consigo me fixar Não consigo escrever as minhas próprias histórias Vou de um lugar a outro Insatisfeita e entediada Sem fogo no coração Caminhando e sangrando Mas não deixo marcas onde passo Tudo se apaga Meu rosto não está mais na mente Daqueles que me viram passar Eu sou itinerante Uma eterna viajante Passeando por todos os caminhos Desejando bem no fundo Arrumar um lugar pra ficar Plantar minha semelhante e vê-la germinar.
Um notável texto de sua autoria Poeta PATY LEITE, bom dia! Li este seu texto “PEIXE FORA D’ÁGUA” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma daquelas pessoas que sabem o que, e do que está falando. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: [email protected] Um abraço fraterno, Marc Burnier