Paula Regina Scoz Domingos Damázio

Paula Regina Scoz Domingos Damázio

n. 1990 BR BR

n. 1990-04-04

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Desalento da noite ou da morte da noite pela virgem

Minha noite escura, por que me procuras?
Quer o alento de meu calor?
Quer o profundo do meu suspirar?
A mancha do meu cobertor?

Noite fria, por que me crias?
Não vias pois minha máscara de ferro
Meus olhos em fogo devasso
A angústia do desejo aprisionado

Noite tola, por quem me toma?
Acaso a ti o palor é graça?
Oh noite! Meus lábios são taças
De transbordante anseio

Pobre tola não vejas a mim
A musa do teu passado morto
Pois sou filha do mundo torto
Carnal e carmim
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Poemas

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FloresBelas

"Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços...
São teus braços dentro dos meus braços,
Via Láctea fechando o Infinito."

Versos de Orgulho
Florbela

Lindo sonho de flores cândidas eternas
Vasos elevados em alturas aéreas
Rosas escarlates, magnólias belas
Perfeito o murmúrio do teu sabor

Enlevada em som de harmonia
Canta o obscuro da tua agonia,
Nas bordas delicada jaz a solidão...
São flores perdidas cândidas eternas
em flores que se vão.
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Ondulada

Em ser nem alegre e nem triste
transformo o pouco de meu em lava
Sofro as pulhadas de lanças em riste
abandonada nas ondas bravas

Em ser nem alegre e nem triste
brinco de ser o deus do universo
Crio anjos e demônios se não existe
cavo fundo a dor sobre versos

Em ser alegre no sol de setembro
beijo as flores do caminho escuro
Apago meus passos e não me lembro
das dores murchas do destino duro

Em ser triste nas noites ermas
clamo alto pelo canto das sereias
Corro a qualquer abismo que me queira
choro lágrimas de espanto por minhas veias

Em ser o meio do nada
sem ponta fim dimensão
Sou feito pluma alada
bailando acima de Nãos
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Prisão de Fogo

Ah! Sol, brilha em teu rosto
Amor em sabores de luz...

Reflexo de minhas sombras amargas
Não te vejo mais, só, sob a noite,
Tumultuando a sonolência do alento
Das distensões do meu ser cruento
Que rasgou as vestes puras
Por rastro imundo e caveiras nuas.

Ah! Sol, brilha em teu rosto
Na doce tarde embalada de pássaros...

Mas o ruído perpetua em meus ouvidos
No sombrio obscuro do abismo em mim,
Brincam as pupilas do meu rosto vazio
Eu bruxa ferida pela espada branca
Perambulo solitária e ilusória
Cantando no vaso quebrado a minha glória.

Ah! Sol, cantas e minha mão não te alcança
Sou pétalas caída no lodo infértil
Sou ramo destroncado da árvore sagrada
Sou crua e sou eu e somente nada
Sou por passos no caminho apagada
Pela poeira dos ventos soprada.

Oh Sol revolve minhas cinzas!
Faça acordar do pó do exílio maldito
Em vermelho de fogo
O amor que em mim é chama fria
Que se cala em meus lábios um segundo
antes do grito,...
Pois és tu, o carrasco alado de meus dias...
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Destino Amor Desamor, o amor maior

Minha doce ampulheta eterna
Como te quero como és!
De alto a baixo
No teu mais minúsculo

Minha clara manhã ensolarada
Como reluz cores lúcidas!
Investe em meus olhos
Esclarece e cura as dores

Meu querido amigo
Como se completa o meu e o teu!
Do grão de areia ao infinito céu
A canção maior de uma vida inteira!

Tu, meu tão amado Amor - Amor fati querido,
Eu...
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