Falsa ilusão em que mergulhei, Terei eu a humildade dos mestres, Para reequacionar o sentido da vida, Há tão pouco tempo julgado desvendado, E novamente e sempre posto em causa, Na sua essência tangente mais viral.
Falsa modéstia que me encheu a alma, Orgulhosamente só julguei perscrutar, O silêncio da transumância cósmica, Que me sufocou de presunção alienada, Não me serviu de nada a luz epifania, Que um dia julguei ter em mim incidido.
Falsa ausência de arrogância que esconjuro, A maldição da indiferença absorta que instaurei, A noção do ridículo que me absorve de comoção, As inenarráveis teias dos pesadelos que me assaltam, As noites mágicas transcendentes que idealizei, Para morrerem na infinidade das probabilidades.
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“ Poesia Eterna Parte II”
Registado em www.safecreative.org sob o nº 1311039031514
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
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“ Poesia Eterna Parte II”
O Homem tem que reflectir sobre si próprio, é certo, senão tornamo-nos em indigentes mentais insanos, perspectiva que tanto receio e medo nos provocam e se calhar até nem por isso... Cair na loucura despudorada afogada em melancolia pode muito bem ser o meu destino e a minha salvação.
“ Amor Eterno - Antologia Poética”
Dedico este livro por inteiro à minha querida poetisa Larissa Rocha, minha imensa e inacabável fonte de inspiração, Obrigado mil vezes pois ele é mais Teu que Meu…
O que de melhor se pode levar nesta fugaz existência, É simplesmente partilhar. Partilhar uma paisagem imponente e apaziguadora, Partilhar músicas em sonhos sem fim, Partilhar nostálgicas mágoas profundas, Partilhar apaixonadas caricias inocentes, Partilhar a calma do mar tranquilo, Partilhar o sossego da flor a desabrochar, Partilhar a serenidade da tua mão quente, Partilhar a angústia das partidas, Partilhar as nossas palavras sentidas, Partilhar os olhares enternecidos, Partilhar sentimentos esquecidos, Partilhar a tua dor sofrida.
Lx, 18-2-2013
513
Imaculada Espera
Tu que não esperaste por mim, Perscrutei-te por todo o lado, Não foi há tanto tempo assim, E Eu agora para aqui prostrado.
Querias ir a todas as festas, Já não te lembras então, Espreitava-te nas frestas, Mas logo disseste que não.
E eu aqui descanso ao frio, Longe do teu calor imaculado, Por te ter levado a sério, Sofro silencioso o meu fado.
Vinhas comigo ter, Ainda estremunhada, Adoravas o meu Ser, De Alma magoada.
Foste na brisa do mar, Fugida longe de mim, Nada te tinha a dar, Soçobrei por fim.
A noite hoje sorriu-me, A tua lembrança retornou, No regaço adormecias-me, O meu coração enlutou.
Lx, 30-1-2013
572
Natal Desencantado II
O tempo de natal é-me triste na realidade, de tão pesaroso que me aparenta ser, no meu âmago infértil. Sou homem de dias simples em catadupa, uns atrás de outros, iguais de tão inócuos e banais que os faço parecer. Atingi o supra-sumo da indigência social, consegui o feito inédito de começar a ter sérias incertezas na minha conduta niilista comportamental, será porventura demasiado segregada socialmente. Não sei porque insisto ainda em enviar as boas festas a alguém, deve ser com certeza apenas masoquismo bacoco da minha parte. Às vezes penso o que diabo se cruzou nos céus, por terdes um dia ousado atravessar o meu caminho, talvez nenhuma razão em especial, apenas um acaso aleatório mínimo no caos existencial vigorante. Mesmo assim o que seria de vós descobertos sem a minha áurea negra, nos dias de hoje? Mais felizes e realizados seriam sem certezas, ausentes sim da dúvida. Desculpem-me o atrapalho que vos dei e infringi, com o meu perpétuo bocejo. Abençoados sejais, os que abandonaram este barco fantasma em que navego. Pois entre a vida e a morte, eles escolheram arriscar viver. Opções duma vida tal e qual o vibrar quântico, numa teoria das cordas antropomorfizada universal. A vida estará bem-feita, tanto para quem a consiga viver plenamente ou não, o primeiro tira partido do saber viver intrinsecamente, o segundo cai num enfastiamento crescente ao longo da vida tal, que a morte é a única salvação e bênção possível e desejada. Alguém escreveu um dia: "O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade." Infelizmente pela minha parte, isso não se verifica, pois no meu caso só consegui juntá-los todos numa matrioska sensorial, em que todos encaixam uns nos outros, indissociáveis, num grande bocejo de enfado espiritual e agastamentos fúteis de tão irrelevantes. Quem insistiu em me acompanhar, relevará para a eternidade a infinidade do entendimento exacerbado, apreendido neste nosso cruzar de sonhos estéreis, que tentam apaziguar a sede insaciável de respostas inescrutáveis. O natal acabou por agora, finalmente deixou-me a dormitar à noitinha, no meu imenso sono pesaroso em que nasci.
Sabe porque perguntei? Porque achei o preço muito bom. Não sobrecarrega o leitor. Sinceramente acho que o smeus livros estao um pouco caros. Como faz para fazer esse preço? Os preços dos meus não foram decididos por mim. Foi pela editor. Desculpe perguntar.
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