Paulo Sérgio Rosseto nasceu em Guaraçai, SP, na manhã de 11 de Abril de 1960. Filho de Paulo e Celestina. Seus irmãos são Fátima Aparecida e Delermo de Jesus. Em 1966 seu primeiro poema (MEU CACHORRINHO) foi publicado no Jornal da Cidade (Folha de Guaraçai), destaque de um concurso de escritores mirins promovido pela escola local que frequentava.
A familia Rosseto muda-se para Selvíria/MS em 1968 e em 1970 mudam-se para a Cidade de Três Lagoas, também no MS. Entre 1974 e 1981 estudou nos colégios internos Salesianos de Araçatuba/SP, Campo Grande/MS, São Carlos/SP e Alto Araguaia/MT. Ainda em 1981 retorna para Três Lagoas. Casou com Soraya em 1984, com a qual tem dois filhos (Thais e Yuri).
Reside na Cidade de Porto Seguro/Bahia desde 1988.
Em Três Lagoas estampava seus poemas no Jornal do Povo, tendo publicado em 1982 o Livro O SOL DA DOR DA TERRA; em 1984 O Livro MEMORINHA - POEMAS INFANTIS e em 1985 o Livro ATO DE POEMA E UMA CANÇÃO e 1986 AMOROSIDADE.
LIVROS RECENTES:
CRÔNICAS ABERTAS - Poemas - 2018
DOCES DOSES de POESIA - Aldravias - 2018
VERSOS de VIDRO e AREIA - 2019
POEMAS QUE VOCÊ FEZ PRA MIM - 2019
LÁ PELAS TANTAS DA VIDA - 2019
FAZENDA HAICAIS - 2020
ABELHINHA PEQUETELLA - 2020
POETA ENTRE COLUNAS - 2020
POEMAS QUE VOCÊ FEZ PRA MIM - Vol.2 - 2020
NAS ASAS DAS HORAS - 2020
BULBOS diVERSOS - 2021
SONETOS ESQUISITOS PARA NINAR MOSQUITOS - 2021
BORDEJAR - 2021
PLENO ESTADO DE POESIA - Poemas Reunidos Até Aqui - 2021
Membro da ALB - Academia de Letras do Brasil - Cadeira 18 - Seccional Porto Seguro/Ba.
Membro da ALSPV - Academia de Letras Sociedade dos Poetas Virtuais - Cadeira 38.
Lista de Poemas
SINAIS
Achei algumas fotos descoloridas
Em nada diferentes de agora
Os mesmos pensamentos
As mesmas ideias
Os mesmos conceitos
De quando tudo era distante daqui
Apenas o papel meio envelhecido
E as formas de outrora perdidas
Deram sinais em não resistir
Creio ter sido
As sutilezas da vida
Em nada diferentes de agora
Os mesmos pensamentos
As mesmas ideias
Os mesmos conceitos
De quando tudo era distante daqui
Apenas o papel meio envelhecido
E as formas de outrora perdidas
Deram sinais em não resistir
Creio ter sido
As sutilezas da vida
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INSPIRAÇÃO
Hoje saí procurando vocábulos
Que personificassem um poema
Verbos que devessem movimentos
A sujeitos e adjetivos diversos
Substantivos
Vasculhei longos espaços
E não achei palavras
Eu não sei onde estavam guardados
Mas apareceram derivados
Quando segui os teus passos
Que personificassem um poema
Verbos que devessem movimentos
A sujeitos e adjetivos diversos
Substantivos
Vasculhei longos espaços
E não achei palavras
Eu não sei onde estavam guardados
Mas apareceram derivados
Quando segui os teus passos
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ACENOS
Gosto dos sinais das tuas mãos
Chamando para junto do mar
Quando nas entrelinhas arranham a lua
Fazendo desenhos displicentes no ar
Quando na madrugada tateiam o breu
Como fosse o sol no íntimo do céu
Quando tingem teus lábios de batom
Ou te aspergem perfume pela nuca
Quando serpenteiam em teus cabelos
E desfiam os fios por entre as unhas
Quando te vestem o corpo
Na intenção de estar desnuda
Eu contorno teus dedos e punhos
Como desenhasse na folha a loucura
Com a ponta do lápis inexistente
Mas o que mais gosto em tuas mãos
É que mesmo cheias de segredos
Viajam abertas expressando ternura
Gosto dos gestos das tuas mãos
Ainda que seja por um aceno apenas
Chamando para junto do mar
Quando nas entrelinhas arranham a lua
Fazendo desenhos displicentes no ar
Quando na madrugada tateiam o breu
Como fosse o sol no íntimo do céu
Quando tingem teus lábios de batom
Ou te aspergem perfume pela nuca
Quando serpenteiam em teus cabelos
E desfiam os fios por entre as unhas
Quando te vestem o corpo
Na intenção de estar desnuda
Eu contorno teus dedos e punhos
Como desenhasse na folha a loucura
Com a ponta do lápis inexistente
Mas o que mais gosto em tuas mãos
É que mesmo cheias de segredos
Viajam abertas expressando ternura
Gosto dos gestos das tuas mãos
Ainda que seja por um aceno apenas
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URBE
Quanto maior a cidade mais gente ao relento
Mais forte a dor o sofrimento
Mais intensa a solidão danoso o tormento
Mais triste a sina grave o lamento
Maior o descaso o desalento
Mais se gasta sem ter maior o endividamento
Mais profundo o corte mais sangramento
Maior a teimosia menor o argumento
Quanto mais rica a nação maior desigualdade
Mais alta a ambição frágil a moralidade
Mais violenta a guerra dolosa a humanidade
Mais escura a ignorância difícil ter caridade
Maior a opressão menor liberdade
Mais falso o sorriso menos verdade
Maior o preconceito menor igualdade
Infecundo o diálogo menor razoabilidade
Convivemos nesta fervura em transição
De insolúveis dualidades
Cada um a seu modo e jeito
Somente o amor transcende realidades
Mas onde há coração?
Em qual ritmo bate em seu peito?
Mais forte a dor o sofrimento
Mais intensa a solidão danoso o tormento
Mais triste a sina grave o lamento
Maior o descaso o desalento
Mais se gasta sem ter maior o endividamento
Mais profundo o corte mais sangramento
Maior a teimosia menor o argumento
Quanto mais rica a nação maior desigualdade
Mais alta a ambição frágil a moralidade
Mais violenta a guerra dolosa a humanidade
Mais escura a ignorância difícil ter caridade
Maior a opressão menor liberdade
Mais falso o sorriso menos verdade
Maior o preconceito menor igualdade
Infecundo o diálogo menor razoabilidade
Convivemos nesta fervura em transição
De insolúveis dualidades
Cada um a seu modo e jeito
Somente o amor transcende realidades
Mas onde há coração?
Em qual ritmo bate em seu peito?
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QUALQUER DIA
Eu viajava nos bancos verdes ímpares, com o nariz colado aos vidros das janelas dos vagões marrons da classe dois da NOB. Via o capim deitar-se na curva íngreme da linha, com o vento das rodas de ferro zoando alto no entremeio da cancela. Eram madrugadas frias e tardes ensolaradas, viagens por onde os sonhos seguiam ou vinham nas bagagens arranjadas. Sempre aguardava por alguém chegando de longe. Sonhava com quem a me esperar na plataforma dos trens que partiam e arremessavam apressados. No compasso dos trilhos no aço o coração se debatia, embalado pelo ritmo da serpente da locomotiva, e na ansiedade a espera se esvanecia. Eram histórias que se entrelaçavam. Em cada estação um encontro imprevisto, onde destinos certamente se cruzariam. Na plataforma, olhares se encontravam em meio ao calor que escapava da máquina, e o tempo suspendia, os segundos paravam. Nos bancos verdes ímpares, eu me perdia nas paisagens que se desdobravam pelas janelas, e na magia que o caminho era capaz de trazer. Via campos vastos e cidades que dormiam, rios serpenteando entre o mato nas matas, e na viagem eu por inteiro corria. Às vezes o sol se punha o céu tingia, e a cantiga do apito ecoava como súplicas que a natureza da gente ouvia. No vai e vem dos trens histórias se escreviam. Eu era apenas um passageiro a contemplar a dança das estações, os destinos que seguiam. Na imensidão dos trilhos eu me encontrava viajando não apenas pelos cerrados, mas no tempo, nas lembranças onde a recordação me embalava. E hoje mesmo distante desse ensejo vivido guardo com carinho cada momento cada instante sentado nos bancos verdes ímpares que me conduziam. Em minhas memórias as viagens são eternas, e a poesia dos trens da NOB continuam a ecoar na alma de viajante que sempre será verdadeira.
Um último trem virá me apanhar, qualquer dia.
Um último trem virá me apanhar, qualquer dia.
128
PROIBIDO
Proíbe-se o amor
Mas o que faria um ser sem amar
Seria um envelope vazio
Um livro sem folhas e escritas
Uma tela sem qualquer rabisco
Espelho que não soubesse refletir
Ou refletisse porem tardio
Eu mesmo amo até as minhas falhas
Porque é nos desacertos inoportunos
Onde a emoção farfalha
Que renovo e reencontro a crença
Entremeio aos enganos
De que o amor sempre há de ser
Soberano
Ah faça-me o favor
Não se proíba de amar meu amor
Mas o que faria um ser sem amar
Seria um envelope vazio
Um livro sem folhas e escritas
Uma tela sem qualquer rabisco
Espelho que não soubesse refletir
Ou refletisse porem tardio
Eu mesmo amo até as minhas falhas
Porque é nos desacertos inoportunos
Onde a emoção farfalha
Que renovo e reencontro a crença
Entremeio aos enganos
De que o amor sempre há de ser
Soberano
Ah faça-me o favor
Não se proíba de amar meu amor
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A FLÂMULA
Diante da baderna
O vento se deu ao direito
De enrolar a bandeira ao mastro
Foi a sutil maneira
Que encontrou para tomar no peito
As dores da pátria
Após a tempestade
Que devassou o planalto
Foi soltando o pano devagar
Desgastes à parte
Tudo a seu tempo foi se revelando
Foi voltando ao lugar
E a flâmula silenciosa
Baila de novo solta
A nos olhar
O vento se deu ao direito
De enrolar a bandeira ao mastro
Foi a sutil maneira
Que encontrou para tomar no peito
As dores da pátria
Após a tempestade
Que devassou o planalto
Foi soltando o pano devagar
Desgastes à parte
Tudo a seu tempo foi se revelando
Foi voltando ao lugar
E a flâmula silenciosa
Baila de novo solta
A nos olhar
92
OS RISOS DA CHUVA
Pela melodia das gotas dançando lá fora
Pelo coração que anseia possibilidades
Mesmo não estando tua alma tão serena
Faz da manhã chuvosa
Mais amena encantada e plena
Vê as gotas translúcidas enfeitando as flores
Cada pingo que cai se mistura e rola
Reflete a libido da pouca luz que aflora
Sobre os ombros da ternura se encontram
Transfiguram preguiçosamente a aurora
Nossos rios escorrem como risos da chuva
As águas despencam se misturam em bolhas
Compõe em sintonia a própria trilha sonora
Sei que estás sedenta e recoberta
Ainda deitada a essa hora
Não te ocupes com a palidez das cores
As nuvens já se fazem ralas
A manhã gelada esvai
Vem
O sol desponta agora
Pelo coração que anseia possibilidades
Mesmo não estando tua alma tão serena
Faz da manhã chuvosa
Mais amena encantada e plena
Vê as gotas translúcidas enfeitando as flores
Cada pingo que cai se mistura e rola
Reflete a libido da pouca luz que aflora
Sobre os ombros da ternura se encontram
Transfiguram preguiçosamente a aurora
Nossos rios escorrem como risos da chuva
As águas despencam se misturam em bolhas
Compõe em sintonia a própria trilha sonora
Sei que estás sedenta e recoberta
Ainda deitada a essa hora
Não te ocupes com a palidez das cores
As nuvens já se fazem ralas
A manhã gelada esvai
Vem
O sol desponta agora
129
LAGOAS
Eu sou esse rio que está
De braços abertos a esperar
Tantas águas que hão de vir
Às minhas águas
Se misturar
Águas límpidas
Águas boas
Vivas águas que hão de vir
Às minhas águas se misturar
Doutros rios e riachos
Córregos fontes nascedouros
E principalmente das lagoas
Destas lagoas felizes
Repletas das íris e matizes
Da natureza farta que as ilumina
Eu quero que as três lagoas
Docemente mesclem suas belezas meninas
Enquanto eu rio a me completar
De braços abertos a esperar
Tantas águas que hão de vir
Às minhas águas
Se misturar
Águas límpidas
Águas boas
Vivas águas que hão de vir
Às minhas águas se misturar
Doutros rios e riachos
Córregos fontes nascedouros
E principalmente das lagoas
Destas lagoas felizes
Repletas das íris e matizes
Da natureza farta que as ilumina
Eu quero que as três lagoas
Docemente mesclem suas belezas meninas
Enquanto eu rio a me completar
91
ADIVINHADOR
Soube que o poeta é um adivinhador do invisível
Revela um mundo que talvez nem há
Apalavra os suspiros os cheiros e as cores do ar
Desvenda mistérios que o olhar não alcança
Preconiza em versos
Fomenta a essência
Dizem que desvenda as facetas
Desafia o tempo que sempre tenta impactar
Solta as amarras díspares e os véus
E nos convida a enxergar além dos olhos seus
Mas o poeta retrata somente o que acontece
Por vezes apenas junta ingredientes
Faz as massas
Amassa-as
A poesia sim com precisa elegância as assa
E o coração se alimenta da saga
Que permanece
Todo o resto passa
Revela um mundo que talvez nem há
Apalavra os suspiros os cheiros e as cores do ar
Desvenda mistérios que o olhar não alcança
Preconiza em versos
Fomenta a essência
Dizem que desvenda as facetas
Desafia o tempo que sempre tenta impactar
Solta as amarras díspares e os véus
E nos convida a enxergar além dos olhos seus
Mas o poeta retrata somente o que acontece
Por vezes apenas junta ingredientes
Faz as massas
Amassa-as
A poesia sim com precisa elegância as assa
E o coração se alimenta da saga
Que permanece
Todo o resto passa
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Comentários (2)
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Meus sinceros parabéns sr. Poeta Sergio Rosseto... teus textos são de tanto amor conquistado e perdidos ... que nos faz imaginar um universo sendo criado a todo dia em que o sol aparece no colo de uma nova mulher. Felis ano vovo.
Rodrigo Marques
quantas verdades com perfeição!