Nascido no Brasil, na cidade de Apucarana, estado do Paraná, em 07 de outubro de 1957.
Pai: Node de Barros Mãe: Gilda Montilha de Barros
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Taubaté - UNITAU
Graduado em Biologia - Bacharelado pela Universidade de Taubaté - UNITAU
Especialização em Gerontologia pela Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP - São José dos Campos - SP
Mestre pelo Programa de Pósgraduação Interdisciplinar em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais da Universidade de Taubaté - SP. Área de Concentração: Contextos, Práticas Sociais e Desenvolvimento Humano.
Tese de Mestrado: ASPECTOS DA CULTURA ORGANIZACIONAL E DO ENVELHECIMENTO EM SERVIDORES PÚBLICOS DE UM INSTITUTO DE PESQUISAS
Grato aos artistas poetas e pintores, senhores das letras e das tintas, guardiões das muitas formas de expressão dos sentimentos de todos que não passam pela vida indiferentes, a vivem plenamente, celebrando-a e a sofrendo em todos seus amores e perdas.
Grato por darem voz àqueles que alimentam saudades de pessoas e situações sonhadas que nunca puderam ser, mas, tal e qual brasa inflamada pela brisa inocente as sofrerão enquanto a lucidez deixar.
Grato por traduzirem a dor que dói gostosa, fruto de um único momento de um olhar que ficou, nunca mais visto, guardado no coração de quem a sofre sem querer perdê-la.
Grato por suas solidões transformadoras onde encontram o ânimo das criações imortalizadas pela força de sublimes e delicados beijos não revelados e flores não entregues às belas e belos que ficaram no tempo.
Grato por versarem que todas as formas de amor valeram, valem e valerão a pena, pois vivem em almas não pequenas.
Grato por contemplarem pessoas que nunca se viram ou se verão e se amam e continuarão se amando em todas as vezes que mirarem os céus e suas guardiãs, as estrelas, depositárias de todas suas confissões.
Grato aos poetas que nunca pegaram em armas para transformarem almas e mentes.
Grato aos poetas, senhores das letras e das tintas, sobreviventes imprescindíveis aos tempos de fanatismos, perseguições, violências, intolerâncias e pseudoverdades absolutas, estão e serão guardados eternamente.
Grato ao artista, pacificador e humano maior, Jesus Cristo, que plantou a ideia imortal da necessidade do amor universal entre a família humana, sem distinção de credos ou raças.
"Temos saudades do que não existiu, e dói bastante". (Carlos Drummond de Andrade)
"Não existe nada mais artístico do que amar verdadeiramente as pessoas". (Vincent van Gogh)
"Não há você sem mim. Eu não existo sem você". (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
"Eu protegi o teu nome por amor, em um codinome beija-flor, não responda nunca meu amor para qualquer um na rua beija flor" (Cazuza).
"Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal". (Michelangelo)
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jesus Cristo).
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Valores humanos num planeta em transformação...
Acompanhamos com perplexidade a tensão envolvendo a Coréia do Norte e Estados Unidos, num flerte impensável ante eventual conflito nuclear de resultados inimagináveis para a humanidade.
Já há grande sofrimento com as guerras em curso na Síria e tantas outras regiões do planeta, hoje, oficialmente, ocorrem cerca de 50 delas.
Além dessas guerras oficiais há outras tantas, como as que vemos resultado do narcotráfico nas grandes capitais do Brasil, notadamente Rio de Janeiro e São Paulo.
Fome, seca, frio, inundações, corrupção, homicídios e suicídios, frutos do descaso de autoridades e cidadãos do mundo desconectados de sua responsabilidade social, moral e espiritual para com educação, saúde, infraestrutura e saneamento básico planeta afora.
Os voluntários em ações pelo mundo levam alento e esperança aos que sofrem direta e indiretamente as consequências da insanidade do homem, mostrando o extremo apego ao ter de parcela proporcionalmente pequena de pessoas, especialmente aquelas que detém as riquezas monetárias.
Essas riquezas estão nas mãos de cerca de 3% da população mundial.
Há uma onda de amor, também em curso, fazendo frente ao que há de ruim nesse momento nos mostrando, esperança ativa é um antídoto extremamente eficaz e imprescindível nesses tempos.
Abracemos as causas que propõe o despertar humano para a inadiável ressignificação de valores extremamente materiais e egoístas que teimamos em cultivar, onde estivermos, coloquemos em prática o ensinamento universal aceito por todas as crenças, credos e doutrinas, o amor fraterno e solidário.
Nossas preces diárias fortalecem os que estão caídos.
Paz, amor, ternura e serenidade sempre.
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Gilda's...
Hoje conversei com a minha mãe querida, com a certeza de que ela está bem, sem sofrimentos e em paz.
Já decorridos 42 anos de sua passagem para um plano melhor que este nosso, ainda tão rude e grosseiro, onde muitos ainda sofrem com a falta do mínimo para sua sobrevivência, passando fome, frio e sede diariamente.
Gilda era seu nome, lhe caía tão bem, pois que ela era uma mulher que se esmerava de maneira plena nos cuidados para com a família, acolhendo outros mais que podia e não podia e se não tinha nada a lhes oferecer materialmente, entregava-lhes o sorriso contido e nas mãos gentis, com cuidado e sem alarde, a doação da maior energia do mundo, a do amor.
Não há como não voltar no tempo que se faz tão vivo e sentir novamente suas mãos deslizando pela minha face e com suavidade desalinhando meus cabelos em momento de absoluta paz, eu sempre queria mais um pouquinho.
À minha mãe querida e a todas as mães deste mundo, ainda entre nós ou que já partiram, as de sangue e as do coração, criaturas abençoadas pelo seu desprendimento e desapego, um beijo nos seus corações.
As histórias de amor de mãe e filho não tem fim, simplesmente se misturam às energias que nos conectam ao que ainda não conseguimos dimensionar e compreender...
Até breve minha mãe querida, obrigado por continuar olhando por nós.
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Rendições por amor...
Escolha as rendições que em sua vida se fazem mais do que necessárias, que estão ao seu alcance, aquelas em que você não sofre, não faz sofrer e fazem dos dias que te restam tempos mais leves e felizes, como o amar incondicionalmente, sem pedir nada em troca.
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Jeito e cara nova...
Angulando com visão precária e mãos grossas,
desenhadas nas asperezas dos seus dias,
apanha estimado cinzel e começa,
do nada,
naquele pedaço de pedra bruta,
assim como outros tantos,
guardados e empilhados há tempos,
a dar forma a uma escolha antiga,
conhece bem as sutilezas do tocar em bruto,
a rudez é apenas dum primeiro olhar,
o golpe inicial quebra o silêncio,
mas ele mantém,
em absoluta quietude,
a mesma determinação,
realimentar a cada novo dia,
a esperança,
mas e sempre,
com jeito e cara nova.
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Sem exigências...
sem exigências ou ilusões,
apenas o possível,
mesmo que no todo irrealizável,
melhor assim,
ter alguém ao lado,
essência plena,
aquietando,
há que esperar,
a pressa não faz o coração mais leve...
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Noite lá fora...
Ser ou ter que parecer forte é difícil,
um pouco de cansaço parece culpa,
ouça, só por ora,
apenas por hoje,
me dá um tempo,
culpa? não,
apenas limite,
por favor, me entenda,
eu preciso parar agora,
só por um instante
deixa-me respirar,
cair no sono,
renovar-me,
quando eu desejar um colo,
ou somente um momento,
sem culpa,
nos falamos ou apenas,
silêncio...
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Porções de vida e afetos...
Logo pela manhã ela ajeita sua pequena filha, agasalhando-a bem para enfrentar o frio de um inverno mais rigoroso que o de outros anos. Sai pelo bairro dirigindo seu velho fusca, no interior há muitas sacolas com um pouco do que tem, fruto de suas economias e do garimpo em casa de amigos que já a conhecem de há muito e sabem de seus hábitos e que ela faz questão de não divulgar. A primeira parada é em uma casa simples, onde mora um casal de amigos de velha data, Dona Maria e o companheiro, Chico, ambos já velhinhos, ele bem conhecido na região. Ali, quando ainda haviam campinhos de futebol, goiabeiras, pessegueiros e muitas amoreiras, "Seo Chico" ensinava a molecada a não fazer arapucas que pegavam rolinhas, sanhaços, canarinhos e pardais, estilingue ele trocava por bolinhas de gude e piões de madeira. A segunda visita é em outra casinha que fica nos fundos de um antigo mercadinho, agora fechado, ali moram uma senhora com quatro filhos pequenos, de sete, nove, onze e doze anos, enviuvou jovem e tragicamente quando seu marido sofreu acidente ao fazer bicos de ajudante de pedreiro. A terceira pausa do dia é num abrigo com uma dezena de velhinhos esquecidos por suas famílias, mantido por instituição não religiosa e que vive de doações da comunidade. A última parada do dia é numa praça onde alguns moradores de rua a recebem demonstrando conhecê-la e fazem festa com sua chegada. Ainda arranja mais uns minutinhos para rever o mais novo morador da rua, um recém-nascido, filho de uma jovem adolescente que mal sabe trocar fraldas e dar banho na criança, a situação está tensa pela não aceitação dos pais com quem ainda mora, o pai desse pequeno não é bem visto no lugar por suas amizades pouco confiáveis e algumas passagens pela polícia por prática de pequenos furtos e desinteligências com desafetos dali e acolá. Finalmente, ao chegar em casa, conversa com a filha enquanto prepara o jantar, logo o marido e o filho chegarão do trabalho e com muita fome de seu saboroso arroz e feijão. Mais valiosas que os donativos que entregou são as ricas porções de afeto, carinho e atenção que delicadamente lhes deixou.
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Tudo passa...
Vivemos dias de turbulência em nosso querido Brasil. Estamos ansiosos e apressados para que essa tormenta chegue ao fim. Podemos evitar que nossos pensamentos coloquem mais tensão nesse ambiente alimentando um círculo vicioso de mais mágoa e ódio. Óbvio que não somos insensíveis ou indiferentes e temos o livre arbítrio para fazermos o que bem entendermos, temos nossas opiniões e convicções. Mas, de que adiantará lançarmos mais pressão negativa no que está a ponto de se resolver? No tempo certo, de um jeito ou de outro, seremos chamados a exercer o voto novamente, ratificando o processo democrático em nosso país, com todas suas imperfeições e a necessidade permanente de aperfeiçoamentos. Fato, nada cai do céu, toda conquista é resultado de trabalho, convicção, comprometimento e perseverança. Esse tempo de tensão passará, alimentemos a possibilidade real de que o seja sem soluções traumáticas que tragam sequelas de difícil superação. As pessoas que estão a dar causa a esse turbilhão também e certamente passarão. O que ficará para seguirmos em frente será uma maravilhosa oportunidade de fazermos diferente para os pequenos que estão chegando com novas ideias de ser e como fazer. Tudo passará, que seja este novo período de paz e sem nossa contribuição imediatista para um efeito manada de tristes resultados. Toda crise é uma oportunidade de evolução, o novo ciclo a se iniciar pode e será virtuoso, estamos no limiar de novos tempos que trarão outras formas de dificuldades a serem superadas. Estamos nesse plano para nos melhorarmos e vencermos nossas tendências que, em passado recente, nos igualavam aos seres brutos, esse tempo já passou.
Calma, tudo passará. Deus ilumine nossas escolhas. Fraterno abraço a todos. Paz, amor, ternura e serenidade.
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Mensagem a Drummond e Tancredo Neves...
Senhores Carlos Drummond de Andrade e Tancredo Neves, desculpem-me a formalidade, mas o respeito que meus pais me ensinaram assim o exige, espero que estejam bem desde quando nos deixaram, em agosto de 1987 e em abril de 1985 respectivamente.
Creio que os senhores, onde estiverem, vez ou outra, recebam algumas informações e atualizações da situação do nosso Brasil e da sua terrinha em particular, Tancredo de São João del-Rei e Drummond de Itabira, da nossa querida Minas Gerais.
Não só os Itabiranos e São-Joanenses não os esquecem, na verdade, nós, os brasileiros de todos os cantos, sentimos muito suas ausências, embora nos tenham deixado vasto material sobre valores, costumes e boas práticas de civismo, estamos cá com graves problemas nessas áreas.
Senhor Drummond, ainda estudamos seus escritos para deles extrairmos suas ideias e ensinamentos sobre o amor, a tolerância, paciência, angústia e arrependimentos depreendidos de seus versos de toda uma vida.
Ah! Senhor Drummond, sua habilidade com as palavras nos coloca diante de caminhos e obstáculos de difícil ou fácil transposição, depende do leitor, do dia da leitura ou das tantas releituras, as pedras da vida lá estão e nunca no mesmo lugar, permitindo belas equações de amor e superação.
Já o Senhor, Seo Tancredo, em um de seus discursos, propondo mais conciliação, nos ensinou que, "A Pátria é escolha, feita na razão e na liberdade. Não basta a circunstância do nascimento para criar esta profunda ligação entre o indivíduo e sua comunidade".
Senhores Drummond e Tancredo, nosso Brasil anda estranho demais, continuamos sendo um país do futuro em vários aspectos, especialmente na saúde e educação, pilares de uma nação que almeja desenvolvimento e dignidade para todos.
O gigante continental da América do Sul está carente de líderes políticos com visões de estadistas e empresários que visem mais que apenas o lucro do capital e assumam sua responsabilidade social.
Vivemos um período de grande insatisfação com divisões no seio do povo que extrapolam o bom senso e não residem apenas na divergência de opiniões, muitos, sem rumo e com pouca massa crítica, se deixam levar por meios de comunicação que manipulam a informação dependendo dos interesses próprios e das ocasiões.
Necessitamos de líderes que nos mostrem caminhos em meio às pedras e que persistam na boa trilha da valorização da Pátria enquanto espaço para a dignidade humana que está além e muito além das letras mortas dos estatutos dos partidos políticos.
Drummond e Tancredo, permitam-me agora como irmãos que sempre fomos e seremos, estamos a precisar de paz e serenidade para desanuviar o ambiente pesado que paira sobre nós.
As energias densas estão a ofuscar a razão que nos jogam na sanha das paixões sem freio, claro, temos sim nossa parcela de responsabilidade pelo que nos ocorre, mas pedimos, de onde estiverem, juntem forças com outros brasileiros, renomados ou não, mas de grande valor moral, ético e cristão, e nos cubram de amor e pacificação.
É em nosso Brasil, vocacionado para a espiritualidade e humanidade, onde convivem credos diversos, trazidos pelos escravos africanos, católicos, evangélicos, espíritas, budistas, muçulmanos, islamitas, xintoístas, cristãos e ateus, que todos se juntam em oração.
Mãos dadas, como uma família que somos, clamamos ao Deus de todos, bençãos para que os homens sejam fraternos e acordem da indiferença, do orgulho, da vaidade e da soberba que lhes cega ante todas as misérias.
Estamos de passagem neste plano onde a ilusão do ter e do poder estão mascarando um triste despertar.
Luz, paz, amor, ternura e serenidade.
Fraterno abraço.
Paulo Afonso Barros Maio de 2017
No Meio do Caminho
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.
Trecho do discurso de Tancredo Neves preparado para a posse na Presidência da República, em março de 1985.
"Senhores Membros do Congresso Nacional, recebo da soberania do povo, de que sois portadores, a chefia do Estado e o governo do País. Esta solenidade encerra singular mistério de liturgia cívica. A Nação inteira se reúne, pelo instituto da representação, em sua vontade e em sua esperança, para investir um homem da responsabilidade de a conduzir, na lei e na dignidade.
De cada um dos homens que constituem a comunidade nacional transfere-se, ao coração e ao espírito do escolhido, um homem como os outros, parcela essencial de ser, na devoção aos valores comuns e na inquebrantável decisão de os preservar para sempre.
Ao assumir esta enorme responsabilidade, o homem público se entrega a destino maior do que todas as suas aspirações, e que ele não poderá cumprir senão como permanente submissão ao povo.
Quando falamos em povo não pensamos em uma entidade abstrata, que possa ser eventualmente conduzida em trilhas de equívoco, pelo fanatismo ou pela demagogia. Pensamos no povo como soma de razões e virtudes, que sempre prevalecem, para impor lucidez à história, restaurando o que se deve restaurar, abandonando o que se deve abandonar e construindo o que se deve construir (...).