pepperlegal

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n. 1978 -- --

Comecei a versar como via de protesto contra leis antidrogas, mas pela força poética a singeleza e conexão com o Reino de Deus. O livro "Boemia & Subversão" está a venda: http://www.saraiva.com.br/boemia-subversao-9347493.html. Quem quiser a versão online na faixa me procura!

n. 1978-02-14, São Paulo

Perfil
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Dentro

Dentro

Infimamente

pira leve

a chama da paixão.

Seu doce

colore e corrói

a noção futura

de presente.

Alimento da alma

paz de espírito

líquido-sólido,

vida e morte.

Jaz pó

o que foi,

será mesmo

que não seja

debruçado sob

a mesa farta

e a casa cheia,

do antepasto

ao narguile

garantia só

de olhar estatelado

a sobremesa.

Favela e mansão

e a caminhada

é a mesma,

quarto na penumbra

ou biqueira

à luz da lua.

Já o amor

comporta

sol são nuvens,

terra é gozo,

pêlo e carcaça.

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Biografia
Trago com a poesia as novas do Reino de Deus, conexão psicotrópica e liberdade de expressão.

Poemas

34

O Caminho da Poesia

O Caminho da Poesia

- Não sei, - pronto -, falei! Tipo assim,

pode acreditá, o barato é bom sim...

Escreve nü o que deu na cabeça,

depois pensa se ficou a beça.

Ninguém merece, pela madrugada,

iludir-se por causa de um risco!

No final faz mais sentido um cisco?

Deixa para lá, cola na calada:

se pá despetalá é nós sem filtro -,

morô agito transado broto bacana;

borra-botas na tinta bola filme de rolo

cor do pecado chuchu beleza, botequim -

com sorriso e lá vai fumaça no festim.

517

Esquizocrônica - Estereótipo na selva jungle de pedra

Esquizocrônica - Estereótipo na selva jungle de pedra

Ah o sofrimento, o sentimento, quem se perde nas sensações de não encontrar na vida nenhuma resposta, nenhuma direção. Passar todo essa temporada como se estivesse dormindo o mais profundo dos sonos. esperando o acordar que nunca ia chegarde novo. Ou de olhar estalado jazer de quasi-pensamento eterno na onda jungle -, hippies de concreto dessa vez despertando o mais ligeiro já que aquele torpor todo do estereotipado cristalizou fábrica de ervas nascendo em mentira para curar a falta da melhor das drogas que em verdade um viciado qualquer só ouviu falar mas já fantasiava, chegando à abstinência incontrolável. Nem ainda o mal-estar, mas a fissura mesmo daquele gosto andino danado que, na falta só curaria claro com chá do Santo Daime ou erva de Santa Maria -, ainda do velho hippie.

534

Rastro Esponjoso

Rastro Esponjoso

Osso e ovo podre friccionais

das sobras de dentro a empelotar,

o suor unta de cor a elasticidade

e vira sombra de escuro cósmico.

Como o mar a pupila dilata,

um despetalar desaforado emana

pescoço, encolhe as bases móveis,

não tem como esconder a entranha,

o arco de fogo anuncia o gozo.

Circula no tecido um azeite transformador

de consistência, fermenta a sopa do limo

a papa amarga e o seboso orifício

feminino entorna quando a boca

inunda da cartilagem fonte dos prazeres.

Não se sabe o estado direito,

apenas a coluna atravessada dá quóruns

a paisagem de expansão dos caldos santificados,

na loucura reside seu maior tesouro

fumaça condensada na forma brasa

banhos psicoativos e ferro fundido.

574

Fonte da Ternura

Amor escorre como maná dos céus

pela terra da fissura e da certeza

explode a bolha do infindo

o mais curto entre a boca e a biqueira,

após a destruição a inspiração

liberta o sentimento do peito

e planta a semente da paz

no monte de água límpida,

banha a alma na alegria

da gente, o mais puro néctar

decantado do lodo das gerações.

Aos poucos chega para todos,

o que há é uma amostra

do que virá transbordar,

o tesouro cada ora com um

viaja como árvore sintonizada,

essência de lance maioral

supõe transparente a paixão

muitos apostarem no sonho

que o belo, a verdade e a vida

dos altos do paraíso feitura

vem ser uma coisa só.

556

Lua Senil

Lua Senil

Pedra solta de esclerose

traz o horizonte mais próximo

de si como loucos nus

no fado de encontros eternos.

Como postes de controle

a luz debaixo faz

sombra, encima emaranhado.

552

Galeria Retrô

Ao longe se sente a voz da arte,


o caminho são todo vozes levantadas


feito brasas em contorno de obra.


Tragos e o grande final são


acompanhados de um leve crepitar,


as peles ganham vibração e tocam,


aos sentidos se somam novamente,


cor e cheiro são seu éter.


Seu sangue irriga e traz


a ideia da profundeza da terra.


Antes de sair da unidade


o desapego é a menor energia,


o horizonte uma seleta de auroras


cercada de espelhos convexos,


o reflexo a substância do ser.


O eco são adornos de rocha


locupletando eus-líricos hermafroditas


para honrar os tons superiores,


um dia que fosse por origem.


Fica fácil seguir os tempos


das colunas vis da engrenagem viciando


a partir das lascas que restam.


07/09

575

Antro de Insolação

Antro de Insolação

Dos primórdios entre um explodir e outro

as mucosas vêm fazendo sua parte

no agasalhar e distribuir fumaças.

Faz das rosas leitosas violeta escura

liberta dentro da escuridão fria,

vem do sol enquanto vida na floresta

vai como se não morresse

a fonte de esplendor a suprir o cosmos.

A resposta é incessante arbitrária

conservadora de movimentos ilusórios,

por isso miremo-nos nos voadores

que vêm à terra para polinizar

mas sobretudo por prazer primitivo

amar é abrir espaços protegido.

Amar é desapegar e é seu apego

sofrer é aceitar sem sua dureza

persistir é agradar embora sua fraqueza

encarnar é ser por sua grandeza

apaixonar é libertar o ego casto

sentir é preservar a arte de amar.

Interiorizou-se toda noção familiar

aconchegando o pó doce da pira

fruto do amadurecimento eterno dos caracteres

transcendentais irradiando algo mais

santo a arder nas paredes de solidão,

sem chão esperando descer do céu

quem sabe um pouco de alento,

se o mal não voltou desse tempo

o sabor há de vencer no final.

Queimados, 2014

610

O Pé

O Pé

Faz o pé a mão

o regue cotidiano,

Salvação do Céu da Vida,

afagos com carinho

tão mais belo

quanto herbáceo,

planta que liga

a alma da Terra.

E a Terra te são

por descanso,

a via do refrigério é o pé,

ao ser o primeiro

querido por si

descalço nos verões e invernos

vencendo o primeiro calo,

iluminando a sombra

do frescor que és

e sabe que vai dar pé.

Cuida bem de seu pé,

ilumina nossos corações

que sobra até aos amarelecidos.

O diferente só pira

as feições que não esverdeiam,

à toa ou tanto mais

a um sorriso ou pulo

dá pé pêlos e carne

pra depois dar contornos,

surreal das encravadas.

A dureza da rocha

não chega aos pés

outra coisa senão o próprio.

Resume com a cor dos olhos

a ópera de concerto mental

alinhavando a festa no quintal

esse seu tão desse...

Todo mundo acorda,

mas só o Pé vive dormindo.

Só acorda no samba,

no futebol

ou nas cadeiras rock'n roll.

551

O fundo da caverninha de capiroto

O fundo da caverninha de capiroto

Tudo é o presente

nada é o passado

voa é o futuro

fica é o bate

frente é o lado

trás é o balde

vista é o cachimbo

e o pouco é o material

Terra dos 8000, 2014

552

Garganta do Diabo

Garganta do Diabo

Era tão santo,

aquele lugar em nada

poderia imacula-lo,
sua pele sedosa

enchia de cheiro

a umidade das reentrâncias.

Mancebosidade no ar,

gargalhadas de eco

noves fora
adentro a noite

mas escurece às 10

que é quando

mais brilha.

Um a um são

seu fetiche

durante a roda
tragadas passadas

boca à boca

solando jazz,

amolece o carbonato

calor com pepitas

libertárias estalando

suscitadas da fumaça.

Nunca repete

o que é igual,

bufa ao revés

da ordem divina,
a cinza espirra

e a pelota no fim
estará no seu nariz.


Mesmo uniforme,

mas não joga
a mesma partida.

Vira hardcore

meio de bop

pseudo-harmonioso,

torna contemporâneo.

Ignóbil a besta

desceu às garras

seus pupilos

mansos pelo ardor

de quem um dia

lhes prometeu vida.

Cálcio positividade

o sorriso do capeta
reaquece a chapa

quente sem recalque

o olhar no olhar

deixa a aceitação

tomar o caminho

da sua amizade.

Voa na festa, menino,

cresceu nas fontes

mesmas da periquitada.

Erva de mangueira

promove o toque
da beleza da portela,

inteiro alto e sério

na presença das donzelas.

Sempre rindo
sem ressalvas

foi firme forte

sem desregrar
os tons eternais,

preocupou sempre a Mãe,

foi fino

verdadeiro pertinente

com todo mundo

na vila no interior

de partido inteiro

da rapaziada e a moçada,
dera a Deus liberta,

até aos detentos americanos

em reunião com entes
toda consideração.

Casa do Inferno, 23/08/2014

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