Lista de Poemas

Garganta do Diabo

Garganta do Diabo

Era tão santo,

aquele lugar em nada

poderia imacula-lo,
sua pele sedosa

enchia de cheiro

a umidade das reentrâncias.

Mancebosidade no ar,

gargalhadas de eco

noves fora
adentro a noite

mas escurece às 10

que é quando

mais brilha.

Um a um são

seu fetiche

durante a roda
tragadas passadas

boca à boca

solando jazz,

amolece o carbonato

calor com pepitas

libertárias estalando

suscitadas da fumaça.

Nunca repete

o que é igual,

bufa ao revés

da ordem divina,
a cinza espirra

e a pelota no fim
estará no seu nariz.


Mesmo uniforme,

mas não joga
a mesma partida.

Vira hardcore

meio de bop

pseudo-harmonioso,

torna contemporâneo.

Ignóbil a besta

desceu às garras

seus pupilos

mansos pelo ardor

de quem um dia

lhes prometeu vida.

Cálcio positividade

o sorriso do capeta
reaquece a chapa

quente sem recalque

o olhar no olhar

deixa a aceitação

tomar o caminho

da sua amizade.

Voa na festa, menino,

cresceu nas fontes

mesmas da periquitada.

Erva de mangueira

promove o toque
da beleza da portela,

inteiro alto e sério

na presença das donzelas.

Sempre rindo
sem ressalvas

foi firme forte

sem desregrar
os tons eternais,

preocupou sempre a Mãe,

foi fino

verdadeiro pertinente

com todo mundo

na vila no interior

de partido inteiro

da rapaziada e a moçada,
dera a Deus liberta,

até aos detentos americanos

em reunião com entes
toda consideração.

Casa do Inferno, 23/08/2014

678

Galeria Retrô

Ao longe sente-se a voz da arte,
o caminho são todo vozes levantadas
feito brasas em contorno de obra.
Tragos e o grande final são
acompanhados de um leve crepitar,
as peles ganham vibração e tocam,
aos sentidos se somam novamente,
cor e cheiro são seu éter.
Seu sangue irriga e traz
uma ideia da profundeza da terra.
Antes de sair da unidade
o desapego é a menor energia,
o horizonte uma seleta de auroras
cercada de espelhos convexos,
o reflexo a substância do ser.
O eco são adornos de rocha
locupletando eus-líricos hermafroditas
para honrar os tons superiores,
um dia que fosse por origem.
Fica fácil seguir os tempos
das colunas vis da engrenagem viciando
a partir das lascas que restam.
07/09
107

Ode aos Bons Tempos

- aos Guaragni, Willer, Salvay e Abrahão
Liberta que será também
onde a lembrança
a idade materializa
conquistada no agora
ao domínio dos ares.
A cultura semeada
pelos grandes poetas
da Libertação
[Jesus, Chico, Maísa, Amy, D'Arc]
do ego social o sensitivo
regenerando a resistência
expurgando era ante era
seja mansa
ou de quem se perdeu
quando o leitor se perde
entre a ética e uma moral
nas incompreensões holísticas de Pessoa.
Sacramento com Ciência
Rock e dança tribal
[Brian Jones, Mojo Risin, Hendrix, Janis]
(o Cientista) contra quem não há
provas contrárias
[Leary, McKenna, Alpert, Sacha, Castaneda]
Se perder e viver de plenitude,
perder-se, perder-se e perder-se.
Verdade e auto-experimentação
na Ordem da Unidade,
pensar que agora é
na estrada beata de Sal
sempre algum lugar
poesia todo tempo
seja por motivo ou outros
surreal outrem.
A Geração mesma se encontra
do Espírito mesmo que se perde
sobre a fronte poética declamada
à fumaça boêmia vara a madrugada
toda uma prosa sobre a metafísica
do pensamento
tantos e tantas do dia a dia.
Chuck Pimentinha-Belchior, 21 do 05 do 17
114

Da descriminalização de drogas

Nunca "caiu a casa",
em verdade éramos apenas
nós comemorando com gosto,
apenas nós.
217

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments

Trago com a poesia as novas do Reino de Deus, conexão psicotrópica e liberdade de expressão.