UM POEMA DO PASSADO
Sinto o olhar que silentemente me olha: ele também olha a lua, as estrelas e (dos outros) as sublimes e fantásticas loucuras; ele me olha, matando-me a cada vez que atravessa (refletindo-me) ilusórias avenidas e ruas.
É PRECISO VOLTAR A ARDER(SE)!
... para se abrirem novos caminhos, para se pavimentarem novos sonhos e novos céus, para voltar a acreditar que um grande amor seja possível (para foder, não, para foder é fácil, basta ficar ao nível do chão e liberar a erstrutura dos sentidos), é primeiro preciso curar-se das profundas feridas que não se cicatrizam!
DEVIA HAVER UMA HORA DE SER FELIZ
De que vale
um amor, familiar ou de uma beldade,
se,
quando mais precisamos,
nos piores momentos de nossas vidas,
ele nos abraças os vazios
com chuva de fogo
e com pesadíssimas pedras
frias?
QUERES CAIR? SÊ UM AMANTE CIBERNÉTICO!
Ao computador, às vezes pensamos poder ter a sublimidade dos deuses, o poder dos heróis e para amar, acender as estrelas para iluminarem nossas noites de bem quereres, de companhia mútua e de sexo vadio: é, no paradoxo do que, inconscientemente nos achamos, que mais nos demonstramos abnormais humanos!
INAFIANÇÁVEL
é preciso evitar as lâminas luminosas das palavras, é preciso buscar a sincera fluidez das águas, é preciso ser responsável e mestre, com escolhas e consequências, de nossa própria alma, é preciso tentar ser com os demais daseins como o sol é com as demais estrelas; é preciso, enfim, acender-se e voar com as próprias asas que imaginamos ter, sem que firamos, com pecados e raivas, as demais faustas asas!
ASSUSTADORAMENTE ABRASADOR!
... teu olhar é uma lâmina de sol, a cortar desertos, mares e paraísos onde brincas, danças e transas sob céus azuis, madrugadas escuras e luares crepusculares; teu olhar está entre o riso e o pranto dos que te olham e entre o frio e o quentume daqueles que de amam; sim, teu olhar vai além das curvas, além dos rios, além das camas, teu olhar é, de sol, uma lamina!
COLEÇÃO DE DESTROÇOS
... quanto mais alto o galho, mais dura e dolorosa é a queda: por esta estrada em que andamos, à beira do erro, sempre andamos; em amores, desejos, desterros e enterros, sempre quanto mais pensar acertar estamos!
TUDO PARADO: PARADO E MORTO!
... tento fechar todos os espaços e todas as frinchas ___ das janelas, na esperança de conseguir, enfim, descansar na escuridão ___ fria; mas nem as sombras vazias trazem-me algum alento ___ possível, da dor que sinto por aquela já apagada e única luz que em minha ___ casa esteve um dia!
ECOS QUE NÃO CESSAM
... o vento ainda geme, e as luzes ainda piscam e festejam, mas ___ é lá for a; o deserto que me queima é constante, ___ é cotidiano, lugar onde não chove senão angútia, dor e sangue em poemas ___ de mim; e não há vento ou brisa que nele me alivia ___ um pouco e nenhuma minima altura que eu alcance para minimizer meu ___ sufocos; este é o lugar em que me sucumbro, e não vêem? isso é o que sobrou para ___ e de mim!
INEXORÁVEIS HERANÇAS
Quando partimos,
deixamos sempre dois espaços
de lembranças para trás, nas mentes
e nos corações
daqueles
que outrora nos acompanharam
e disseram nos amar?
Um branco
e um demasiado negro!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*