O APAGAMENTO É O RETORNO A CASA
... por meio de tantas poesias e escritos desabafos, fiz arder, em palavreas, a minha alma que outrora te por aqui te amava, e que agora, em meio a essas espetaculares imagens soltas, naufraga!
A SENDA
Vazio estava o lugar que abandonaste o infeliz que só vivia com dor e saudade; então, em um novo tempo de encantos, uma recém-chegada flor o povoou e, lentamente, nele floriu, despetalou-se, amou-me e à esperança minha renovou!
A JORNADA
De manhã, tive de lidar com canarinhos e bem-te-vis que cantavam com extrema soberbia à minha janela. À tarde, as coisas pioraram um pouco: marimbondos, urubus e insetos invadiram o jardim das primícias, onde eu tentava plantar, junto às flores do outono, meus tentilhões eriçados. À noite - houvesse, talvez eu ganhasse algum prêmio entre os mais solitários e angustiosos sapiens -, num banho morno, deixo escorrer-me o barro e, ainda semimolhado à cama prostrado, ajeito o travesseiro, aliso os lençóis, e ela, que me conhece as curvas mais delicadas. os pensamentos mais degredados e os sonhos mais extáticos, e ela, que, dentre todos, é a única que sabe que eu lhe retorno todas as noites, suspira ao zelar-me o sono da madrugada e ao amar-me, silente e sem segredos, o corpo excitado e a alma machucada.
O FIM DO HORIZONTE
Quase anoitecendo, há cinzas ao chão das chamas apagadas no dorso do pássaro moribundo; levanto-me todos os dias, barbeio-me ou não, masturbo-me ou não, sorrio ou não, praguejo ou silencio, caminho pelas avenidas das árvores excelsas dos verbos e pelos jardins das flores vestidas de cetim, nesse mesmo quase anoitecer; às vezes, ainda aparece alguma ave desgarrada querendo decifrar o quebra-cabeças e acender o farol com suas asas oníricas; mas até entendo: é que ela ainda não sentiu as dores do infarto, senão me ofertaria somente o corpo cálido, ao som de Mozart em minha silente e angustiante sina; à qual já não sonho mais.
CHUVAS DE FOGO
Aquelas torrenciais chuvas de fogo, que outrora desaguei em teu jardim fulgente, continuam a cair, silentes, em um canto obscuro d'minha mente; e ninguém mais as vê ou sente, a não ser em alguns versos tortos, que ando a desenhar em ritmo decadente.
PÓS-VOOS E PÓS-FODAS CONFUNDIDAS COM AMORES
... sentimento ___ indefinido, ___ estranho. ___ vazio; uma vontade fraca como se tudo já tivesse morrido: ___ naquele inverno, ___ naquele mar, ___ naqueles pedaços de asas quebradas!
OUTRORA O AMOR
Em uma conversa sobre o amor, ela disse "E se eu lhe confessar que te amo e que serei tua para sempre, acreditarias em mim?"; e imediatamente, sem que percebesse, estava a compor as irremediáveis cores que antecipam a angústia e a dor!
VÉSPERA DE NATAL
Véspera de natal de 2017, já devia ter amanhecido depois de dois longos anos em luta às sombras e depois de tê-la perdido às mesmas sombras após uma ano e pouco; no entanto, não ouvi ainda sequer o canto de algum anjo mais puerilmente sublimizado, o voo de alguma andorinha um pouco mais agraciada nem algum sol, fráfil que seja, n por alguma linda beldade, graciosa e novamente desenhado!
COMPLETAMENTE DECEPCIONADO COMIGO MESMO!
Quarenta e sete,
puta que pariu, que decepção
é ter a convicção
de que sempre estive certo
ao olhar o mundo no reflexo
de mim mesmo!
Sim,
aos quarenta e sete,
que inferno é constatar que,
quanto mais estudei, procurei evoluir
e decifrar o ser,
mais exatamente como
ele, ao puxar o saco de beldades
e de anjos ciriqueiros para lograr êxitos
e êxtases, eu me fui!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*