Lista de Poemas
É DIFÍCIL CONVIVER COM ANJOS!
é difícil ser um cão
niilista
e voar junto
com os secretos desesos
e as internas tormentas sapiens
dos anjos;
sobretudo
quando teimam em acender
as lamparidas de suas bocas
e cloacas
para elucubrarem
e falarem das feridas e das cicatrizes
dos habitantes dessa
terra!
112
ESPERANDO PELO SONO DA PEDRA!
Falta-me um amor como
aquele que já tive,
falta-me uma loucura
como aquela que já conheci,
falta-me uma luz
que decifre um pouco de minhas sombras,
como ela jé fez um dia,
faltam-me os suores
e os rgasmos que com, com ela, tive
em corpo e alma:
falta-me tudo,
menos a esperança de que me alivie
de toda angústia e de toda dor,
a morte que me espera!
140
TRÁGICO DESTINO!
... ainda ecoa aos ventos
a fúnebre canção de quando te partiste
à morte, meu amor:
depois de um longo
tempo de chuvoso e abrasador
a amor,
a noite que ficou
é trágica. fria e contém apenas
a solidão e uma inestinguível
dor!
a fúnebre canção de quando te partiste
à morte, meu amor:
depois de um longo
tempo de chuvoso e abrasador
a amor,
a noite que ficou
é trágica. fria e contém apenas
a solidão e uma inestinguível
dor!
160
CORTINAS FECHADAS!
Não vos apegais
mais a mim, não me queirais
por amante ou simples
companhia,
eu conheço
os limites do amor e da vida,
e eu conheço os segredos das quedas
e das mortes,
portanto despedi-vos
porque estou pronto: vou para junto dela,
em minha última e eterna
morada!
157
AMADA!
... se dizes amar
e partes ao sossego e à paz
havidos ao chão,
ou se te refugias
aos egos e às hastes
dos tentilhões;
nada mais fazes
que evidenciar tua intrínseca
e covarde condição.
e partes ao sossego e à paz
havidos ao chão,
ou se te refugias
aos egos e às hastes
dos tentilhões;
nada mais fazes
que evidenciar tua intrínseca
e covarde condição.
185
O PREÇO DA NOITE!
Por que me deixaste
sozinho na fria madrugada
escura,
acaso te esqueceste
de nossos voos e de nosso amor,
seguras e te silencias
quanto àquele incontrolável desejos
que sentíamos e dividíamos
como dois sóis
acesos,
ou simplesmente
te cansaste de andar comigo
nas escuridões desérticas de minhas
noites?
sozinho na fria madrugada
escura,
acaso te esqueceste
de nossos voos e de nosso amor,
seguras e te silencias
quanto àquele incontrolável desejos
que sentíamos e dividíamos
como dois sóis
acesos,
ou simplesmente
te cansaste de andar comigo
nas escuridões desérticas de minhas
noites?
144
ESPELHO EMBAÇADO!
Reflita melhor,
perscruta os ares, os jardins
e os mares,
visita os menestréis engravatados,
os heliantos excitados
os tentilhões encantados,
e vive com eles
novos sonhos e estórias
lendárias;
porque, se realmente
nos amássemos como nos dizemos,
querida,
não precisaríamos
de mais nenhum receio ou dúvida,
nem das ominosas chuvas
verborrágicas.
perscruta os ares, os jardins
e os mares,
visita os menestréis engravatados,
os heliantos excitados
os tentilhões encantados,
e vive com eles
novos sonhos e estórias
lendárias;
porque, se realmente
nos amássemos como nos dizemos,
querida,
não precisaríamos
de mais nenhum receio ou dúvida,
nem das ominosas chuvas
verborrágicas.
175
TODAS AS ASAS ESTÃO CONDENADAS!
Somos líquidos,
correndo no meio de uma vastidão
marítima:
no meio das coisas,
há anjos de máscaras brancas
e beldades que se
insinuam,
enquanto o tempo,
tenso, passa constantemente
deixando tudo cego
e morto,
sem mais nenhum
rastro ou lembrança das passadas
demências!
140
TALVEZ O VENENO TENHA SIDO DEMASIADO!
Às vezes,
ferve meu sangue ainda
em convulsa raiva,
aguça meu coração
e se me apodera uma grande vontade
de fugir, sem deixar rastros
ou fumaça,
imponho-me
o silêncio, para não confundir
os anjos que ainda sonham neste mundo
sem graça:
mas, daquela
víbora indecifrável e indescritiva,
o que mais se firmou em mim
foi mesmo uma saudade
tal
que me deixou
mais parecido com algo qualquer
que, todos os dias, já amanhece
morto!
ferve meu sangue ainda
em convulsa raiva,
aguça meu coração
e se me apodera uma grande vontade
de fugir, sem deixar rastros
ou fumaça,
imponho-me
o silêncio, para não confundir
os anjos que ainda sonham neste mundo
sem graça:
mas, daquela
víbora indecifrável e indescritiva,
o que mais se firmou em mim
foi mesmo uma saudade
tal
que me deixou
mais parecido com algo qualquer
que, todos os dias, já amanhece
morto!
142
INSÕNIA MALDITA!
Sobre meu deserto
há uma algazarra de anjos
celestiais,
sobre meu telhado,
já envelhecido e trincado,
há libidinosidade e dramas de pardais
e de corujas esfolados:
sob minha sombra
tomba a lua pálida, levando consigo
todos os meus sonho e todas as minhas ilusões
mais puerís nunca concretizadas!
há uma algazarra de anjos
celestiais,
sobre meu telhado,
já envelhecido e trincado,
há libidinosidade e dramas de pardais
e de corujas esfolados:
sob minha sombra
tomba a lua pálida, levando consigo
todos os meus sonho e todas as minhas ilusões
mais puerís nunca concretizadas!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*