Lista de Poemas
A HORA DO ESPANTO!
Hora de içar as âncoras
e de recolher as asas,
é tempo de se começar
a construer nova jornada
ao nada:
não há mais tempo
a se perder no amor, nem nas batalhas
nem nos naufrágios:
sim, não há mais
tempo para coisa alguma:
em breve essa nau
será conduzida ao nada!
e de recolher as asas,
é tempo de se começar
a construer nova jornada
ao nada:
não há mais tempo
a se perder no amor, nem nas batalhas
nem nos naufrágios:
sim, não há mais
tempo para coisa alguma:
em breve essa nau
será conduzida ao nada!
259
PRECIPÍCIO!
Do fundo deste precipício
que em mim resiste,
ainda me lembro
de nosso glorioso amor
que foi inexoravelmente
vencido pelo espresso e poderoso
desejo
sob golpes
de chuvas de fogo, de traições
e de golpes fatais às desatinadas
almas,
que nos levaram
à eternal e horrorosa
morte!
que em mim resiste,
ainda me lembro
de nosso glorioso amor
que foi inexoravelmente
vencido pelo espresso e poderoso
desejo
sob golpes
de chuvas de fogo, de traições
e de golpes fatais às desatinadas
almas,
que nos levaram
à eternal e horrorosa
morte!
153
QUANDO A LUZ SE APAGA!
A janela ainda está aberta,
mas por ela já não consigo mais
contemplar infinitos, como eu e ela
fazíamos tempos atrás:
eu, a janela,
a casa vazia e nada mais;
sim, ela se foi e fiquei assim nesta
louca solidão total:
there are rumors of the cold wind
that there in the mountains still make huts
to be their nests
of love!
mas por ela já não consigo mais
contemplar infinitos, como eu e ela
fazíamos tempos atrás:
eu, a janela,
a casa vazia e nada mais;
sim, ela se foi e fiquei assim nesta
louca solidão total:
there are rumors of the cold wind
that there in the mountains still make huts
to be their nests
of love!
116
ESCONDERIJOS!
O melhor lugar
para se esconder não são as sombras,
mas sim o sob o sol
ou a luz,
que, ao refletirem
as esplêndidas máscaras usadas,
reluzem-nas com grande
esplendor,
omitindo, subtilmente,
as verdadeiras faces e intenções
das dissimuladas atuações
aos palcos da vida.
para se esconder não são as sombras,
mas sim o sob o sol
ou a luz,
que, ao refletirem
as esplêndidas máscaras usadas,
reluzem-nas com grande
esplendor,
omitindo, subtilmente,
as verdadeiras faces e intenções
das dissimuladas atuações
aos palcos da vida.
175
OS FILHOS DE DEUS!
Dizei-me padres, pastores
e demais apóstolos da Palavra,
vós que dizeis seguir aos ensinamentos
de vosso deus,
e que tanto vos rejubilais
de serem dele filhos à imagem e semelhança,
pregando sublimes ensinamentos
e angelicais posturas por aí;
qual seria a desnecessidade do mal,
se isso implicaria, por inexorável consequência
a morte de tudo contra o qual lutais
com vossos discursos voláteis,
como também do próprio
deus que fabricais como lixão
para vos aliviarem de vossas espúrias
e imanentes chagas?
e demais apóstolos da Palavra,
vós que dizeis seguir aos ensinamentos
de vosso deus,
e que tanto vos rejubilais
de serem dele filhos à imagem e semelhança,
pregando sublimes ensinamentos
e angelicais posturas por aí;
qual seria a desnecessidade do mal,
se isso implicaria, por inexorável consequência
a morte de tudo contra o qual lutais
com vossos discursos voláteis,
como também do próprio
deus que fabricais como lixão
para vos aliviarem de vossas espúrias
e imanentes chagas?
163
ELA DORME, E EU NÃO ME SINTO BEM!
Eu me transformei
na própria noite,
num fracassado
pescador de ilusões perdidas,
sem seu mar,
num deserto de miragens
secas,
num triste arremedo
de poeta
que por aqui
vaga, já morto!
na própria noite,
num fracassado
pescador de ilusões perdidas,
sem seu mar,
num deserto de miragens
secas,
num triste arremedo
de poeta
que por aqui
vaga, já morto!
100
SEVEROS JUGOS
Já fui elucubrado,
julgado e condenado de modo prolixo
tantas vezes que perdi
a conta,
e em todas
houve algum tipo de reação,
mesmo que silente, de meu indecifrável,
escudeados e senciente
ego.
Mas quando fui elucubrado,
julgado e condenado por mim mesmo,
diante de um fiel
espelho,
senti-me um nada
cósmico, um menos que pedra ao chão,
um menos que poeira
ao deserto;
em cruciante dor
de me perceber a abnormal condição
para cometer vastas
violações
e para promover
o suicídio das coisas, das casualidades
e até das demais sencíências
- alheios -,
com minhas clarezas
abstratas, espúrias e ilusórias
(re) inaugurações.
julgado e condenado de modo prolixo
tantas vezes que perdi
a conta,
e em todas
houve algum tipo de reação,
mesmo que silente, de meu indecifrável,
escudeados e senciente
ego.
Mas quando fui elucubrado,
julgado e condenado por mim mesmo,
diante de um fiel
espelho,
senti-me um nada
cósmico, um menos que pedra ao chão,
um menos que poeira
ao deserto;
em cruciante dor
de me perceber a abnormal condição
para cometer vastas
violações
e para promover
o suicídio das coisas, das casualidades
e até das demais sencíências
- alheios -,
com minhas clarezas
abstratas, espúrias e ilusórias
(re) inaugurações.
132
O FIM!
Agora que tudo realmente
terminou,
não nos culpemos
um ao outro por nada mais;
porque, independentemente
do que nos fizemos,
cada um é inalienavelmente
responsável
somente pelo que de si
permitiu sair
em luzes, sombras
ou chuvas verborrágicas;
e isto já basta, com sobras,
para nossas mortes
de asas.
terminou,
não nos culpemos
um ao outro por nada mais;
porque, independentemente
do que nos fizemos,
cada um é inalienavelmente
responsável
somente pelo que de si
permitiu sair
em luzes, sombras
ou chuvas verborrágicas;
e isto já basta, com sobras,
para nossas mortes
de asas.
119
O CANTO DO ROUXINOL!
Tu nunca estarás pronta
para ouvir o canto de um verdadeiro
rouxinol às outonais
manhãs,
sem lhe calinizar
os fulcros, as asas e as garras
com tuas sublimes fluorescências
neon!
para ouvir o canto de um verdadeiro
rouxinol às outonais
manhãs,
sem lhe calinizar
os fulcros, as asas e as garras
com tuas sublimes fluorescências
neon!
140
TRISTE FIM DE UM SONHO IMPOSSÍVEL!
Tu querias tudo certo,
como se eu fosse um anjo
e não um homem,
tu querias
todos os pontos nos is,
em mim a nobreza de um rei
e a sublimidade de um anjo;
tu querias,
e tu te tornaste escrava
do que tanto querias, transformando-me
em um mito que nunca fui:
assim foi que
morremos lentamente, com o veneno
que nos enfraquecia
aos poucos!
como se eu fosse um anjo
e não um homem,
tu querias
todos os pontos nos is,
em mim a nobreza de um rei
e a sublimidade de um anjo;
tu querias,
e tu te tornaste escrava
do que tanto querias, transformando-me
em um mito que nunca fui:
assim foi que
morremos lentamente, com o veneno
que nos enfraquecia
aos poucos!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*