Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Eu acreditava que o ser humano fosse capaz de algo mais que desconstruir
e que violar ocasionalidades, com seus faustos fios de luz;
quando migrei ao deserto, conheci a nobreza dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos, e dos vermes concretos.
Eu pensava que era sublime o cultivo de magníficos jardins oníricos, em furtivas e vãs esperanças;
depois que conheci , nos campos agrilhoados de imagens, os esplendores dos amores, as inevitabilidades das quedase as violências dos abismos,
fechei os portões e as janelas com um muro escuro que impede as entradas dos condores, das flores e dos excelsos menestréis.
E eu, que já contemplei as mais secretas trilhas do estranho desalinho andando descalço por ruas de sonhos, de cacos e de destroços
da abstrata di (simetria) sapiens, a admirar as luzes dançantes de suas superfícies;
abandonei a abstrata e trevosa realidade abnormal, que colorem a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar a solidão de um morto
junto a meus novos amigos, longe das obesidades mórbidas, das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos, e das insânias incontidas de nossos sencientes e espúrios egos.
161
YOU USED TO CALL YOURSELF NOBODY
Não se me lembram mais tuas fluorescências neons,
tão regozijadas entre pregadores puristas, arcanjos e lendas azuis;
não se me ouvem mais os sombrios trotares de teus cascos,
nem os incontidos gemidos de tuas concupiscências, às pernas e boca abertas,
juntos a menestréis, tentilhões e sapiensados vermes de paus duros.
Agora, o silêncio é diferente daquele em que, outrora, postava os olhos em tuas sombras;
agora, é-me fácil desdenhar duas frágeis e insanas asas,
e até de me enternecer de tuas recorrentes incursões às merdas.
114
TUDO NELA ERA DIFERENTE
141
SENTA AQUI
Eu te amo,
eu te adoro,
eu gosto muito de ti,
eu quero teu bem,
eu te desejo,
eu me teso muito contigo,
eu te quero sempre do meu lado,
eu vou ficar contigo eternamente,
eu estou completamente apaixonado
por você.
Ah, pelo amor de Deus!
Que estou fazendo se todos falham
em definir o amor ou dissimulam
o modo como dizem
senti-lo,
conquanto
deveria te apenas te pedir
para, neste momento, o único que
é eterno, tu fiques comigo?
203
TU NUNCA VAIS SABER SÓ PELO OLHAR, SÓ PELAS PALAVRAS OU SÓ PELA HASTE ENRIGECIDA
Vem cá, borboleta flutuante que a tudo pensa saber,
aquele que muito diz do amar costuma saber bem mesmo é trepar,
pois é para levar para a cama e para foder que o verbo volátil é tão eficaz;
agora, se queres mesmo saber se alguém te ama de verdade, sugiro aprenderes a ouvir, dele, o silêncio que fala!
239
NUNCA MAIS O REENCONTRO
Ele corria, corria, corria e gritava que a amava muito,
ela também corria, corria, corria e gritava que o amava muito;
todo o mundo poético, todos os anjos dos paraísos e todos os demônios dos avernos
ouviram, e não duvidaram em nenhum momento de que se amavam;
um, porém, profetizadamente triste, disse:
"A morte a ama e a morte a chama de modo que eles não terão tempo de se encontrarem!"
184
SILÊNCIO
168
ANDEI TANTO SOBRE ELE, QUE SE TORNOU MEU AMIGO
... o fio da navalha diz que se tem de conhecer o inverno para bem saber a sensação do verão,
que se tem de andar às sombras para se sentir o valor de algum, mesmo que frágil, luz,
que se tem de trair, para sentir tanto o desejo que sente o traidor,
que também tem de ser traído para sentir a dor, que sente o companheiro corneado,
que é preciso conhecer a tristeza profunda, a mágoa sem cura e a dor imunda para vomitar a um niilista que ele não conhece
(sendo que ele já provou), o fio da navalha sapiens!
120
VIDA
A vida é vossa, e as escolhas que nela se fazeis ___ também;
não convém, pois, que a deixeis assim tão perdida em submissão aos próprios ___ egos sorrateiros.
E sabeis ___ muito bem do que falo:
há luzes e sombras em todos os caminhos, estejais atento, pois, porque a vós é que ___ compete
não só decidir por onde irdes, como de que forma vos postares sobre ___ os palcos,
com vossas palavras, ilusões e ideais variáveis ou com alguma sublimidade que façam surgir de vossas forças ___ interiores.
187
A VERDADE QUE NÃO GOSTAM DE ASSUMIR
... cheiro de teu perfume, cheiro de tua pele, cheiro de teus seios, cheriro de tua xota,
desejo, paixão, loucura, a ponto de eu ter um torcicolo por virar despistadamente para contemplar tuas pernas e tua bunda:
dirão que sou o cão, que sou tarado, etecetrera, mas eu digo que ninguém se veste bem, sensual e se maqueia à toa
e que ninguém olha o outro por essa coisa boba que dizer ser conteúdo interno,
mas sim porque anseiam e desejam beleza, carne, peitos, bundas, xotas, suor, gozadas arretadas e só!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*