Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Nobres e tremeluzentes puristas a maldizerem a putas e putos carnívoros, com seus ominosos estares destas às camas, aos chãos ___ e às genitálias;
putas e putos carnívoros que, por grana, escorrem silentemente as porras dos nobres ___ puristas,
que lhes frequentam, às escondidas, as mesmas camas, os mesmos chãos e as mesmas ___ genitálias.
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VIDA
A vida é vossa, e as escolhas que nela se fazeis ___ também;
não convém, pois, que a deixeis assim tão perdida em submissão aos próprios ___ egos sorrateiros.
E sabeis ___ muito bem do que falo:
há luzes e sombras em todos os caminhos, estejais atento, pois, porque a vós é que ___ compete
não só decidir por onde irdes, como de que forma vos postares sobre ___ os palcos,
com vossas palavras, ilusões e ideais variáveis ou com alguma sublimidade que façam surgir de vossas forças ___ interiores.
187
I, AS YOU, ALSO I AM NOBODY!
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PENUMBRAS DO INCONSCIENTE
Eu acreditava que o ser humano fosse capaz de algo mais que desconstruir
e que violar ocasionalidades, com seus faustos fios de luz;
quando migrei ao deserto, conheci a nobreza dos insetos, das serpentes , dos aracnídeos, e dos vermes concretos.
Eu pensava que era sublime o cultivo de magníficos jardins oníricos, em furtivas e vãs esperanças;
depois que conheci , nos campos agrilhoados de imagens, os esplendores dos amores, as inevitabilidades das quedase as violências dos abismos,
fechei os portões e as janelas com um muro escuro que impede as entradas dos condores, das flores e dos excelsos menestréis.
E eu, que já contemplei as mais secretas trilhas do estranho desalinho andando descalço por ruas de sonhos, de cacos e de destroços
da abstrata di (simetria) sapiens, a admirar as luzes dançantes de suas superfícies;
abandonei a abstrata e trevosa realidade abnormal, que colorem a seus aprazeres e anseios, e fui transpirar a solidão de um morto
junto a meus novos amigos, longe das obesidades mórbidas, das concupiscências cálidas, dos regozijos tolos, e das insânias incontidas de nossos sencientes e espúrios egos.
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O AMOR DOS MORTAIS
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YOU USED TO CALL YOURSELF NOBODY
Não se me lembram mais tuas fluorescências neons,
tão regozijadas entre pregadores puristas, arcanjos e lendas azuis;
não se me ouvem mais os sombrios trotares de teus cascos,
nem os incontidos gemidos de tuas concupiscências, às pernas e boca abertas,
juntos a menestréis, tentilhões e sapiensados vermes de paus duros.
Agora, o silêncio é diferente daquele em que, outrora, postava os olhos em tuas sombras;
agora, é-me fácil desdenhar duas frágeis e insanas asas,
e até de me enternecer de tuas recorrentes incursões às merdas.
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*