Lista de Poemas
A MENINA QUE SUBJULGOU UM HOMEM
... cuidado
com aqueles que parecem ser
por demais sublimes
e inocentes,
pois eles
também podem ser
por demais negros
e dementes!
Thor Menkent
... não há diferença
alguma em intrigas feitas nas favelas
e nos palácios residenciais;
não há diferença alguma
nas luzes ou nas sombras que se acendem
ou se apagam aos céus ou aos abismos
figurados;
não há diferença alguma
nas porras que se derramam nos corpos
e nas merdas que excrementam nas privadas
de um lugar mais baixo ou do alto
dos montes onde se achem
supremados;
não há diferença alguma
de idade, de responsabilidade ou de sublimidade
quando a boa ou a má fé parte da íntima
capacidade de cada abnormal:
filosoficamente,
eu diria que, exceto os templos de coração
realmente puro, no branco ou no preto,
no terno ou no rasgo, nos céus
ou nos chãos,
nos motéis
ou atrás das moitas, nos paraísos
ou nos infernos que
se constroem,
todos partem
de um mesmo ponto absolutamente igual,
mudando-se apenas a capacidade de determinação,
de dissimulação e de persuasão
de cada um!
188
OS VELHOS MENESTRÉIS
Pobres
de nós velhos,
que pensamos dominar o mundo
e regozijamos vastos conhecimentos
da vida, e do mundo,
e da mentes, e dos corpos,
e até abusamos da vantagem de ser velhos
para angariarmos vantagens,
enquanto falamos
de amor, de paz e promovemos
guerras por aí.
Tudo isso
só porque perdemos a capacidade
e nos alegrarmos com figurinhas
compradas no boteco
da esquina,
para montar
aquele álbum que cheirávamos
como se fosse o melhor
perfume que
existia;
ou porque perdemos
a capacidade de nos transformar
naqueles heróis aos quais assistíamos
quando crianças,
ou de tremer
diante daqueles
pares de pernas que desfilavam
à nossa frente,
ou quando passávamos
anel por entre as mãos das mocinhas
e lhe poupávamos de queimadas
bruscas no paredão,
só porque ainda tínhamos
algo de tão puro e sonhador que nem
os anjos mais promíscuos
já sonharam ter.
de nós velhos,
que pensamos dominar o mundo
e regozijamos vastos conhecimentos
da vida, e do mundo,
e da mentes, e dos corpos,
e até abusamos da vantagem de ser velhos
para angariarmos vantagens,
enquanto falamos
de amor, de paz e promovemos
guerras por aí.
Tudo isso
só porque perdemos a capacidade
e nos alegrarmos com figurinhas
compradas no boteco
da esquina,
para montar
aquele álbum que cheirávamos
como se fosse o melhor
perfume que
existia;
ou porque perdemos
a capacidade de nos transformar
naqueles heróis aos quais assistíamos
quando crianças,
ou de tremer
diante daqueles
pares de pernas que desfilavam
à nossa frente,
ou quando passávamos
anel por entre as mãos das mocinhas
e lhe poupávamos de queimadas
bruscas no paredão,
só porque ainda tínhamos
algo de tão puro e sonhador que nem
os anjos mais promíscuos
já sonharam ter.
155
NUNCA SE ESTÁ SALVO
... existem
nos profundos lados
de nossas próprias
noites,
algo que
talvez nunca tenhas
percebido:
auroras surreais,
desejos menestrais,
e ilusões sem iguais;
mas quando
se acorda aos próprios fundos
é sempre tarde
demais.
nos profundos lados
de nossas próprias
noites,
algo que
talvez nunca tenhas
percebido:
auroras surreais,
desejos menestrais,
e ilusões sem iguais;
mas quando
se acorda aos próprios fundos
é sempre tarde
demais.
162
AS CINZAS DOS ANOS
Precisas,
talvez nem tanto como eu,
mas precisas também
de um canto
onde possas falar das estrelas
e da eternidade
mesmo que
elas não existam, mesmo que
não haja nada;
precisas,
como eu, tentar subver a razão
e fugir das lógicas dos lábios
e dos traços,
mesmo que
isso rasgue os ventos,
os versos e tudo que te houver
sagrado;
precisas,
como eu, que estou ao fim
da jornada, de um lugar
onde possas te
descansar
e te sentires
simplesmente amada.
talvez nem tanto como eu,
mas precisas também
de um canto
onde possas falar das estrelas
e da eternidade
mesmo que
elas não existam, mesmo que
não haja nada;
precisas,
como eu, tentar subver a razão
e fugir das lógicas dos lábios
e dos traços,
mesmo que
isso rasgue os ventos,
os versos e tudo que te houver
sagrado;
precisas,
como eu, que estou ao fim
da jornada, de um lugar
onde possas te
descansar
e te sentires
simplesmente amada.
179
NUNCA SE ESTÁ SALVO
... existem
nos profundos lados
de nossas próprias
noites,
algo que
talvez nunca tenhas
percebido:
auroras surreais,
desejos menestrais,
e ilusões sem iguais;
mas quando
se acorda aos próprios fundos
é sempre tarde
demais.
nos profundos lados
de nossas próprias
noites,
algo que
talvez nunca tenhas
percebido:
auroras surreais,
desejos menestrais,
e ilusões sem iguais;
mas quando
se acorda aos próprios fundos
é sempre tarde
demais.
197
O VERBO AMAR
Dizer que ama alguém
só para fodê-la ou para mantê-la
sob as rédeas da egolatria
possessiva
é um dos mais
bárbaros e imperdoáveis
crimes que já vi
minha vida;
é como disparar
em dois alvos com um tiro só,
atingindo a falsa crença
do interlocutor
e a profunda sombra
do próprio cerne.
só para fodê-la ou para mantê-la
sob as rédeas da egolatria
possessiva
é um dos mais
bárbaros e imperdoáveis
crimes que já vi
minha vida;
é como disparar
em dois alvos com um tiro só,
atingindo a falsa crença
do interlocutor
e a profunda sombra
do próprio cerne.
135
ESSA VIRGINDADE NÃO FOI TIRADA!
... beijou,
amou
e deu, deu muito,
mesmo assim,
morreu virgem por nunca ter
sido decifrada;
tarefa essa
que suplicava a um tal cão
do diabo,
que por lhe
perceber inavegável sem fatal
afogamento,
não conseguiu
evitar que partisse, pelas sujas águas
daquela maldita pinguela,
levada!
126
NA MÃO!
Somente quem já não ficou
a ver navios ou de pau duro em má situação,
quando aquela pomba que dizia
nos amar voou vociferando
suas indignações,
ou quem já passou
pelas sinuosas trilhas das estações
sem os rígidos frios hiemais
e as fluorescentes foices
estivais,
poderia realmente falar,
com direitos adquirido às horas mortas,
das angustiantes e dolorosas
quedas de meus voos
sem asas,
dos estranhos marulhos
de minhas enturvadas águas
e das desarmoniosas cegueiras
de minhas fluorescências
fragmentadas.
a ver navios ou de pau duro em má situação,
quando aquela pomba que dizia
nos amar voou vociferando
suas indignações,
ou quem já passou
pelas sinuosas trilhas das estações
sem os rígidos frios hiemais
e as fluorescentes foices
estivais,
poderia realmente falar,
com direitos adquirido às horas mortas,
das angustiantes e dolorosas
quedas de meus voos
sem asas,
dos estranhos marulhos
de minhas enturvadas águas
e das desarmoniosas cegueiras
de minhas fluorescências
fragmentadas.
194
EINSTEIN, DEUS, COMO TU PENSAVAS, NÃO É MATEMÁTICO!
... desde o surgimento da abnomalia,
não há mais relatividade percebível sem o sapiens,
e este foi, provavelmente,
o maior erro de Albert Einstein,
por não incorporar
parte da filosofia, da quântica e da incerteza
em sua teoria da relatividade;
ao Cosmo desprovido
de nossas retinas, como as coisas não se sabem
coisas ou como nada que seja descritível
ou analisável pelo ser,
não há nem o tempo,
nem o espaço, nem sequer o ponto que sirva
de referencial para qualquer coisa,
predominando-se assim
o eterno caos.
A relatividade
veio a ser instalada exatamente com a visão
racional, metafísica, filosófica, onírica, espiritual
ou dementemente sapiens
e está condenada
sobre alicerces sapiens que, para o Cosmo virgem,
simplesmente não existem!
não há mais relatividade percebível sem o sapiens,
e este foi, provavelmente,
o maior erro de Albert Einstein,
por não incorporar
parte da filosofia, da quântica e da incerteza
em sua teoria da relatividade;
ao Cosmo desprovido
de nossas retinas, como as coisas não se sabem
coisas ou como nada que seja descritível
ou analisável pelo ser,
não há nem o tempo,
nem o espaço, nem sequer o ponto que sirva
de referencial para qualquer coisa,
predominando-se assim
o eterno caos.
A relatividade
veio a ser instalada exatamente com a visão
racional, metafísica, filosófica, onírica, espiritual
ou dementemente sapiens
e está condenada
sobre alicerces sapiens que, para o Cosmo virgem,
simplesmente não existem!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*