Lista de Poemas
COMO A BONECA RUSSA EM CASA DE SILÊNCIOS
... os ontens
e o que é do mundo,
tantas portas
e janelas abertas,
ventando para
todo lado;
e eu, o tempo todo,
estava dentro,
ali no escuro
do quarto fechado,
sem que pudesses
perceber
que eu não
queria apalavradas sempiternidades,
mas apenas um sentar
em sincera paz
ao meu lado,
e, se possível,
algumas flores esparramadas
pelo escuro chão
do quarto.
e o que é do mundo,
tantas portas
e janelas abertas,
ventando para
todo lado;
e eu, o tempo todo,
estava dentro,
ali no escuro
do quarto fechado,
sem que pudesses
perceber
que eu não
queria apalavradas sempiternidades,
mas apenas um sentar
em sincera paz
ao meu lado,
e, se possível,
algumas flores esparramadas
pelo escuro chão
do quarto.
204
ANJOS DE SEDA SE DERRETEM NAS SOMBRAS
... às sombras,
escondem-se as coisas e as sensações
mais secretamente quentes
e sem quaisquer
pudores,
lá pombas
não têm cores e anjos não
têm asas:
lá pombas
são apenas pombas que se inflamam
quando os anjos abrem,
escondidamente,
as pernas!
143
EINSTEIN, DEUS, COMO TU PENSAVAS, NÃO É MATEMÁTICO!
... desde o surgimento da abnomalia
não há mais relatividade percebível sem o sapiens,
e este foi, provavelmente,
o maior erro de Albert Einstein,
por não incorporar
parte da filosofia, da quântica e da incerteza
em sua teoria da relatividade;
ao Cosmo desprovido
de nossas retinas, como as coisas não se sabem
coisas ou como nada que seja descritível
ou analisável pelo ser,
não há nem o tempo,
nem o espaço, nem sequer o ponto que sirva
de referencial para qualquer coisa,
predominando-se assim
o eterno caos.
A relatividade
veio a ser instalada exatamente com a visão
racional, metafísica, filosófica, onírica, spiritual
ou dementemente sapiens
e está condenada
spbre alicerces sapiens que, para o Cosmo virgem,
simplesmente não existem!
não há mais relatividade percebível sem o sapiens,
e este foi, provavelmente,
o maior erro de Albert Einstein,
por não incorporar
parte da filosofia, da quântica e da incerteza
em sua teoria da relatividade;
ao Cosmo desprovido
de nossas retinas, como as coisas não se sabem
coisas ou como nada que seja descritível
ou analisável pelo ser,
não há nem o tempo,
nem o espaço, nem sequer o ponto que sirva
de referencial para qualquer coisa,
predominando-se assim
o eterno caos.
A relatividade
veio a ser instalada exatamente com a visão
racional, metafísica, filosófica, onírica, spiritual
ou dementemente sapiens
e está condenada
spbre alicerces sapiens que, para o Cosmo virgem,
simplesmente não existem!
158
O ATAQUE COMO VÃ DEFESA
Por que
atacas tanto meu amor,
exigindo que eu seja
como os filhas da puta
dos anjos,
que moram com deuses
e que têm tudo em seus paraísos
secretos
- provavelmente,
até vastíssimas promiscuidade entre paus
e bocetas de asas sem que sejam
elucubrados ou julgados
em momento algum -,
se sou
um simples humano,
e ainda assim mais que eles,
e mais também que
os demônios,
e que, por isso,
como você, meu amor,
dissimulo mais por natural condição,
mas também amo mais,
amo muito mais,
muito mais,
que esses sublimes
e fantasiosos anjos otários
que inventamos e que ficam
de plantão
a olharem todas as cenas
ora desdenhando, ora se masturbando
em fausto fogo
idílico?
atacas tanto meu amor,
exigindo que eu seja
como os filhas da puta
dos anjos,
que moram com deuses
e que têm tudo em seus paraísos
secretos
- provavelmente,
até vastíssimas promiscuidade entre paus
e bocetas de asas sem que sejam
elucubrados ou julgados
em momento algum -,
se sou
um simples humano,
e ainda assim mais que eles,
e mais também que
os demônios,
e que, por isso,
como você, meu amor,
dissimulo mais por natural condição,
mas também amo mais,
amo muito mais,
muito mais,
que esses sublimes
e fantasiosos anjos otários
que inventamos e que ficam
de plantão
a olharem todas as cenas
ora desdenhando, ora se masturbando
em fausto fogo
idílico?
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COMO A BONECA RUSSA EM CASA DE SILÊNCIOS
... os ontens
e o que é do mundo,
tantas portas
e janelas abertas,
ventando para
todo lado;
e eu, o tempo todo,
estava dentro,
ali no escuro
do quarto fechado,
sem que pudesses
perceber
que eu não
queria apalavradas sempiternidades,
mas apenas um sentar
em sincera paz
ao meu lado,
e, se possível,
algumas flores esparramadas
pelo escuro chão
do quarto.
e o que é do mundo,
tantas portas
e janelas abertas,
ventando para
todo lado;
e eu, o tempo todo,
estava dentro,
ali no escuro
do quarto fechado,
sem que pudesses
perceber
que eu não
queria apalavradas sempiternidades,
mas apenas um sentar
em sincera paz
ao meu lado,
e, se possível,
algumas flores esparramadas
pelo escuro chão
do quarto.
193
EGOCENTRISMO
Sei que corro sério risco
de vereis egocentrismo no que vou dizer
- e nem me nego tal imanência -,
entretanto não mais me permito medos
nesta breve jornada;
muito pelo contrário
habituei-me a transitar entre a solidão,
com meus fantasmas bastardos
e com minhas imanentes sombras,
como há tanto tempo tenho feito:
Raro me é tolerar,
por muito tempo, alguém próximo
sem que o chateie com meus fétidos suores
e meus avessos reflexos;
e quando me perco
a olhar rostos, pernas, peitos, vulvas
e contos de fadas regozijados
por anjos e demônios,
é prenúncio de naufrágio,
não da humaníssima relação em si,
mas do que de melhor se costuma perder
quando também se perde
a cegueira.
Antes seja, portanto,
a inalcançável pureza dos sem-limites
do que os escândalos e as quedas
ao fim dos encharcados
crepúsculos.
de vereis egocentrismo no que vou dizer
- e nem me nego tal imanência -,
entretanto não mais me permito medos
nesta breve jornada;
muito pelo contrário
habituei-me a transitar entre a solidão,
com meus fantasmas bastardos
e com minhas imanentes sombras,
como há tanto tempo tenho feito:
Raro me é tolerar,
por muito tempo, alguém próximo
sem que o chateie com meus fétidos suores
e meus avessos reflexos;
e quando me perco
a olhar rostos, pernas, peitos, vulvas
e contos de fadas regozijados
por anjos e demônios,
é prenúncio de naufrágio,
não da humaníssima relação em si,
mas do que de melhor se costuma perder
quando também se perde
a cegueira.
Antes seja, portanto,
a inalcançável pureza dos sem-limites
do que os escândalos e as quedas
ao fim dos encharcados
crepúsculos.
210
ACEITAR(SE) NA VIDA E NA ARTE
Se alguém quiser ser mais
para inovar - afiada e livremente -
na arte, na musicalidade
___ ou na poesia,
deve aceitar, primeiramente
e por completo, o cântaro da própria
___ abnormidade humana,
e ousar atingir,
em algum momento,
a transitiva e sublime moradia
___das sombras.
Paradoxalmente,
deve descobrir-se, à nefasta natureza
que adultera a todo
___ momento,
como um deus apócrifo,
dissimulado e ousado, capaz de criar
de recriar suas próprias estórias
___ e imensidades,
a fim de que
consiga ultrapassar os arraigados
limites das regozijadas
___ purezas,
lançadas aos mares,
aos ares e aos montes de ouro
pelos vertebrais
___ sapiens.
para inovar - afiada e livremente -
na arte, na musicalidade
___ ou na poesia,
deve aceitar, primeiramente
e por completo, o cântaro da própria
___ abnormidade humana,
e ousar atingir,
em algum momento,
a transitiva e sublime moradia
___das sombras.
Paradoxalmente,
deve descobrir-se, à nefasta natureza
que adultera a todo
___ momento,
como um deus apócrifo,
dissimulado e ousado, capaz de criar
de recriar suas próprias estórias
___ e imensidades,
a fim de que
consiga ultrapassar os arraigados
limites das regozijadas
___ purezas,
lançadas aos mares,
aos ares e aos montes de ouro
pelos vertebrais
___ sapiens.
142
REGOZIJOS E SENCIÊNCIAS
Enquanto vos regozijais
com vossas senciências por aí,
digo que não há nenhuma chance
ou esperança:
as casualidades morreram,
as probabilidades foram aprisionadas
e tudo foi recriado,
inclusive os próprios destinos
porvires;
Sim, enquanto vos rejubilais
de vossas nobilíssimas
e filiais origens, afirmo que não há
absolutamente nenhuma
esperança mais:
agora,
a tudo o homem faz
com uma cegueira tal, que lhes
fizeram refém até aquilo
a que chamam
de Pai.
com vossas senciências por aí,
digo que não há nenhuma chance
ou esperança:
as casualidades morreram,
as probabilidades foram aprisionadas
e tudo foi recriado,
inclusive os próprios destinos
porvires;
Sim, enquanto vos rejubilais
de vossas nobilíssimas
e filiais origens, afirmo que não há
absolutamente nenhuma
esperança mais:
agora,
a tudo o homem faz
com uma cegueira tal, que lhes
fizeram refém até aquilo
a que chamam
de Pai.
192
AS CINZAS DOS ANOS
Precisas,
talvez nem tanto como eu,
mas precisas também
de um canto
onde possas falar das estrelas
e da eternidade
mesmo que
elas não existam, mesmo que
não haja nada;
precisas,
como eu, tentar subver a razão
e fugir das lógicas dos lábios
e dos traços,
mesmo que
isso rasgue os ventos,
os versos e tudo que te houver
sagrado;
precisas,
como eu, que estou ao fim
da jornada, de um lugar
onde possas te
descansar
e te sentires
simplesmente amada.
talvez nem tanto como eu,
mas precisas também
de um canto
onde possas falar das estrelas
e da eternidade
mesmo que
elas não existam, mesmo que
não haja nada;
precisas,
como eu, tentar subver a razão
e fugir das lógicas dos lábios
e dos traços,
mesmo que
isso rasgue os ventos,
os versos e tudo que te houver
sagrado;
precisas,
como eu, que estou ao fim
da jornada, de um lugar
onde possas te
descansar
e te sentires
simplesmente amada.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*