Lista de Poemas

SERÁS MINHA E EU TEU TOTALMENTE POR UMA TARDE!

... não ficarão vestígios,
prometo,

serás a segunda
flor de minha vida em uma cama
e eu já te olhava com estes cabelos cacheados,
jeito de menina, toda linda,
toda cheia de desejos
escondidos,

e eu decidi
que, se permitisses, eu iria tea mar
improvisadamente abrançando-te, fitando-te
os olhos, beijanto-se a boca, chupando-te
e flamejantemente te possuindo,

e então
beberei de teu suor, de cada gota
que sair de teus poros, de teus orgasmos
e de toda a tua chama de jovem
insaciável,

e, ao saciar-te
e saciar-me a toda sede em nossas nuas
fontes, sendo pelo momento eu todo teu
e tu toda minha,

eu apagarei,
para te proteger, o entardecer
ao qual te amarei de modo que nem
os mais astutos anjos possam
farejar!
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O MENINO-CÃO

... era uma vez em Bom Despacho, as ruas não eram calçadas, e os passeios não eram todos cimentados, o esgoto corria livre pelas calçadas, com seus marimbondos pretos pousados. Fedia. Fedia muito, mas mesmo assim, de pés ao chão, jogávamos bola no meio da rua e, por vezes, as pegávamos no meio das bostas das beiradas. Nada digno sequer de uma classe média de 5.000 anos passados.

Era, pois, preciso criar cabanas e esconderijos nos vagos matos, por onde pudéssemos virar heróis com uma tampa de óleo de 18 litros, um pedaço de pau feito espada e um bodoque com uma sacola de mamonas a serem atiradas.

Não tinha esse negócio de TV, Playstation, nada. O que havia eram crianças, com a mente empenhada nas brincadeiras alvissaradas. Troca-trocas que nem se penetravam, queimadas, passar-anel, pique-em-lata, rouba-bandeiras, paredão, e um escabal de brincadeiras. Do paredão, as meninas eram poupadas, porque eu caprichava na força e na mirada.

Vez em quando se via um e outro reclamar de dor de barriga e cagar cobras pelo cu nos terreiros desmurados. Mas a gente entendia, que as lombrigas em nossos estômagos se fartavam.

Às vezes, escapulíamos escondidos e invadíamos o campo da praça de esportes. Claro é que não gostavam e colocaram um monstro para nos vigiar. Cascudos, esfregões e pontapés rodaram-nos.

Nas escolas, éramos motivo de piada, com nossa piolhada, quichutes desgastados e uniformes rasgados e a agulha costurados.

Eu não comi uma menina nessa época. Só dava para os boizinhos a desgraçada. Mas me lembro de como eu a pegava sozinho com minha mãozinha atolada em meu pau já acordado.

A passarinhos a gente por prazer matava. Sobretudo pardais, mas também canários, sabiás, bem-te-vis, pássaros-pretos, tesoureiros, beija-flores e o que demais surgisse nas matagais caçadas.

As professoras? Eram uma piada! Na quinta-série deviam ter se tornado nossas alunas da vida na dura estrada. Era tão engraçado o que elas tentavam ensinar que mais atenção em seus peitos e bundas prestávamos.
Bem, eu me tornei um mestrezinho da cambada, ardiloso, maquinador, traiçoeiro, um anjo disfarçado que escondia nos bolsos pedras e contos de fadas, para usar conforme a situação adequada. Sobreviver e com a mente sempre alerta era a jogada.

Um dia, uma mulher me levou para casa dela. E não sei por quê, sentiu por mim algo que eu só sabia em sonho. Sentou-se. Abriu as pernas. E socou o dedo na xana do lado da calcinha. De olho em mim, gemeu e, depois, me deu um pouco de café com leite e bolacha. Só depois fui saber que aquele belo anjo havia era gozado na minha cara.

Mas não deixei por menos, depois disso ela esteve em minhas punhetas de vezes uma porrada.

Um livro inteiro poderia ser escrito, mas estou deveras da vida cansado.
E assim, já em pequeno, em cão me tornava. E hoje sou o que chamam de cão niilista ou cão do diabo, mas garanto que sei tudo sobre o que está dentro e fora das margens.

Luto contra os anjos, porque sempre são os que mais extrapolam tais margens e luto pelos humildes que, mesmo em pequenas alegrias ou vitórias, pelos soberbos do mundo são massacrados!
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TORNEI-ME O QUE PREVIRA: UM ESTÚPIDO ADULTO SAPIENS!

... em criança
diziam que eu era um menino
esperto e de coração
bom

e que eu sabia
comandar os ventos, os mares
e as estrelas com minha imaginações
vastas;

bom,
menino eu fui, mas nunca vi o mar
sequer uma vex, nunca dominei
nenhum vento,por mais
brando que seja

e nunca colhi
nenhuma estrels em qualquer fundamento,
mas, como sempre é grande o erro
dos sapiens que nos veem,

eu me tornei
um grnde mestre emcolecionr
sobras, vazios e abismos!
122

ELE AINDA ME ODEIA OU JA SE CONFORMOU COM O ERRO COMETIDO?

..."não aguento mais,
quero fugir, quero te matar em mim,
sou casada e meu marido disse que posso
ficar com qualquer pessoa,
menos com você,

porque te amo
tanto que chovo constantemente,
sinto-me mal e alado as pessoas amadas
próximas a mim.

Só Deus. Eu estou enlouquecento,
Eu tenho que te matar em mim,
mesmo que eu transe com cada homem
deste planeta!"


Choro quando
me lembro destas palavras, teu próprio marido
te desejando lixos erm verz de um louco,
mas verdadeiro amor;

de qualquer modo
eu sempre disse que o amor era algo
extremamente raro e que a maioria
do que dizer ser amor não passa
de ilusõces e de piadas.

E tu tentaste fugir
por dez longos anos de nosso inverno,
andando por mares, céus e picas para esquecer
nosso grandes amor como teu marido
lhe pedira;

não obstante,
nos útimos dias de tua vida,
eu chorava mesmo antes de ler aquele email
com apenas uma palavra

cujo significado
sabemos,mas que neste poema será
segredo:

Thor Menkent.

E então do choro
fez-se uma dor tão grande e um pranto
tão angustiante e profundo que té hoje,
está alagada toda a minha
planície,

onde restaram
apenas destroços, vazios
e nadas!
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TOMANDO UM CAFÉ À PORTA DE UM BOTEQUIM

An ram!

Bom, desculpem-me. Deixa eu falar sério um pouco.

É verdade que os ventos, as chuvas e as tempestades são velhos companheiros meus. Digamos que me alivia um pouco quando, com o verbo em contos ou em poesias, coloco as culpas e os pesos no mundo.

Mas não é que eu seja totalmente insensível aos revezes da vida. Por outra, costumo mirar os maiores egos e os mais sonerbos anjos. Aos humildes, eu poupo, e desafio um só de meus poemas lhes serem afiadamente destinado.

Mas quando um trovão sobrevoa o ar que respiro, realmente tenho de mostrar umas coisas. Por exemplo, ,como sempre digo, em países desenvolvidos jogam Playstation, vão a parques de diversão, comem e bebem de tudo, e regozijam que são bons. Ah, claro, e dentro de nosso próprio país ocorre o mesmo com alguns irmãos.

Mas, enquanto isso, e sempre digo que enquanto isso muitos morrem de frio, e muitos templos padecem de fome biológica e cultural.

Então, são sons desconexos. "Sou bom", "Estou morrendo de fome". Tudo nas mesmas células do corpo humano.

Então vos pergunto: "Onde é mesmo que está a porra do câncer?"
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TEU OLHAR, POR NÃO PODER SER DE OUTRA FORMA, SEMPRE FOI ERRADO SOBRE MIM. E VICE-VERSA!

...nunca sou como me veem,
razão pela qual declaro que nunca erro
sobre mim mesmo, por simples fato
de abnormalente não me ser
possível, de meu centro,
o erro;

nunca são como eu os vejo,
pela mesma razão, pelo fato de que nem
o que chamamos de alegria, de amor, de dor
ou de qualquer outra coisa pode ser sentida
de modo sequer semelhante:

na verdade,
meus caros, podeis supor saberdes muito,
pi tido, de vós mesmos e do mundo;

mas há um enorme
abismo entre isso e o que o vivo olho
do teu irmão também vê!
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DÓIS-TE COM O LADO MAIS AMENO DA COISA

Crê-me, querida,
mais que a grande dor,
carrego um peso
que não cabe
a ti;

qualquer um
pode vencer a dor
de uma traição,
desde que não a tenha
cometido;

e qualquer um
pode dominar o sofrimento
desde que dele não
tenha sido
causa.


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DO PÓ AO PÓ

... poeira,
leve e incaulta poera somos,
já não nos sabendo mais de nossas
próprios composições
___ quânticas;

poeira
que sempre se levanta pensando
voar alto, mas que breve
___ retorna ao chão;

poeria feliz ou triste,
contida ou excitada pelo vento
ou pelo pensamento segue seu ciclo
de gozoa, de delírios
___ e de tormentos;

poeira que
ora é amor puro e, já em seguida,
se transforma em lama podre com chuvas
___ de fogo;

poeria,
sencientemente abnormal,
insana, e humana,
___ somos!
174

SEM TI, TUDO SE TORNOU DEMASIADO VAZIO

... apesar
das pernas cansadas,

apesar
das retinas já tão
fatigadas,

apesar
de todos os sonhos e esperanças
já terem naufragado,

apesar
de saber que nunca mais
terei tua palavra dedicada ou teu
abraço amado,

apesar de todas
as dores, de todas as angústias
e de todas as saudades,

apesar
de todos os faustos anjos,
de todos os demônios e de todas
as desgraças

ainda
caminho nesta vã estrada,
agora, sem ti, cheias de destroços,
de vazios e de nadas!
125

OS FANTASMAS

Pediram-me para que lhes mostrasse onde há vida, para que pudessem se deleitar com seus egos incautos; e lhes mostrei suas inconscientes mortes.
Pediram-me para lhes pintar um céu límpido para que o contemplassem de seus soluços terrenos; e lhes expus suas nuvens entenebrecidas.
Pediram-me que lhes cantasse suaves melodias para lhes acalentar medos na escuridão de suas noites; e lhes mostrei suas cruciantes cantigas de lamentos.
Pediram-me para lhes conceber um arrebol de amor cândido para que se deitassem com suas superficialidades airosas; e lhes mostrei suas espuriedades intrínsecas.
Pediram-me para crer em suas realizações inconspurcadas, para que tivessem uma trégua de minhas chuvas escumadas; e lhes mostrei punhais afiados em suas mãos.
Pediram-me para apontar algum abrigo seguro onde pudessem repousar seus cansaços sôfregos; e lhes mostrei suas ilusões tênues a caminho do abismo.
Pediram-me sobriedade em meus sentimentos alocutórios para lhes atenuar a sede insaciável por uma visão impermista; e lhes mostrei mentiras silentes em seus sorrisos perversos.
Pediram-me que me atentasse a suas candidezes de momentos anteriores para que pudessem ser perdoados em seus presentes tórridos; e lhes mostrei lembranças brancas em suas semeaduras de angústias.
Pediram-me que lhes desse uma face genuína, para que cressem em minhas palavras de dor; e lhes mostrei suas máscaras desvanecidas em reflexos oportunos.
Pediram-me para contemplar suas essências nobres, para se apaziguarem de seus labirintos escusos; e lhes mostrei que se metamorfoseiam na relva infausta.
Pediram-me para acalentar seus sonhos inexequiveis, para que pudessem voar como águias envilecidas; e lhes arranquei as asas da imaginação, evidenciando suas plumas delicadas.
Pediram-me para lhes alimentar a crença num paraíso idílico, para que se abrigassem nos braços de um pai que lhes aliviasse de suas angústias; e eu lhes mostrei o frio apagamento que lhes aguarda.
Então, em autopreservações de seus vultos pálidos, escudeados de meu ser amaldiçoado e tomados de iras e de rancores incontidos por meus jugos, em vez de pedirem, sentenciaram-me ao deserto frio; e os abandonei na ilusão de suas frívolas vivências exteriores.
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Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!