Lista de Poemas
A INEXORÁVEL VIOLAÇÃO DAS SOMBRAS
... a luz mostra
toda sua transgreção e ilusória
eficácia ao penetrar e eliminar
___ as sombras;
nós, túrbidos
neandertais, cegados por ela (a luz),
(re)nomeamos, (re)construímos
___ e (re)fazemos
a tudo, de moso
senciente, com extrema agilidade
___ e capacidade,
sempre delirando
e gozando com o maior e mais universal
___ de todos os enganos!
toda sua transgreção e ilusória
eficácia ao penetrar e eliminar
___ as sombras;
nós, túrbidos
neandertais, cegados por ela (a luz),
(re)nomeamos, (re)construímos
___ e (re)fazemos
a tudo, de moso
senciente, com extrema agilidade
___ e capacidade,
sempre delirando
e gozando com o maior e mais universal
___ de todos os enganos!
162
O ÚLTIMO FAVOR
... podias fazer-me
o favor de nunca mais dizer-me
absolutamente nada,
eu já sei
o que sairia de tua boca suja
e de tua alma apodrecidamente
adoentada;
e, por isso,
posto que não és mais sequer
uma nuvem,
decreto-te,
nuamente insana,
condenada a ficar para sempre,
perante a mim, de boca
fechada!
o favor de nunca mais dizer-me
absolutamente nada,
eu já sei
o que sairia de tua boca suja
e de tua alma apodrecidamente
adoentada;
e, por isso,
posto que não és mais sequer
uma nuvem,
decreto-te,
nuamente insana,
condenada a ficar para sempre,
perante a mim, de boca
fechada!
171
EM TODOS OS SONHOS TE ENCONTRO
... em meus sonhos te reencontro
das ruas, dos beços, das praias, dos mares,
das florestas, dos invernos, dos leitos
do mundo onde outrora
te encontrei,
mas no sonhos
não mais comungo realmente
o humano com você,
mas sim uma espécie
de alucinação, de loucura, de amor
e de desejos sempre a ser concretizas,
porém jamais novamente
concretizável!
das ruas, dos beços, das praias, dos mares,
das florestas, dos invernos, dos leitos
do mundo onde outrora
te encontrei,
mas no sonhos
não mais comungo realmente
o humano com você,
mas sim uma espécie
de alucinação, de loucura, de amor
e de desejos sempre a ser concretizas,
porém jamais novamente
concretizável!
186
A VIDA E TUDO QUE ELA CONTÉM ERA POUCO PARA NÓS
... um dia,
uma noite, um mês, um ano,
uma vida inteira
teriam sido
mesmo pouco para nosso aluscinado
e estranho amor;
teriam sido pouco
porque o que sempre querímos,
enquanto estávamos ambos vivos,
já era uma pureza e uma sublimidade
que só poderia se conter
na morte;
sim a fics toda
era sufiviente para nossos voos
de reconhecimento, para nossas navegações
de cabotagem, mas nossos êxtases
e ilusões com outros sapiens,
mas, de fato,
e bem sabíamos disso, que era poud
para nosso amor e que teríamos de suportar
prazeres e dores do mundo, para
podermos resgatá-lo
na eternidade!
uma noite, um mês, um ano,
uma vida inteira
teriam sido
mesmo pouco para nosso aluscinado
e estranho amor;
teriam sido pouco
porque o que sempre querímos,
enquanto estávamos ambos vivos,
já era uma pureza e uma sublimidade
que só poderia se conter
na morte;
sim a fics toda
era sufiviente para nossos voos
de reconhecimento, para nossas navegações
de cabotagem, mas nossos êxtases
e ilusões com outros sapiens,
mas, de fato,
e bem sabíamos disso, que era poud
para nosso amor e que teríamos de suportar
prazeres e dores do mundo, para
podermos resgatá-lo
na eternidade!
167
DEPOIS DE UM TEMPO
Depois de um tempo,
já se esquece a cor do céu,
exceto pela negritude nas nuvens,
a prenunciarem novas
tempestades;
depois de um tempo,
desmoronam-se os muros e barreiras,
porque já não existe o que
proteger em seus
interiores;
depois de um tempo,
arrefecem-se os sonhos incautos
e as indeléveis vontades dos voos,
porque as carnes se falesiaram
e as asas se quedaram
cansadas;
depois de um tempo,
deixam-se os imperativos
e se apela aos andares divinos,
em repetitivos suplicações
por alívios, redenções
e vidas eternas;
um pouco mais de tempo depois,
após jazida a abnormidade senciente,
já nenhum, nem algum,
nem nada;
a não ser o inexorável retorno
ao apagamento.
já se esquece a cor do céu,
exceto pela negritude nas nuvens,
a prenunciarem novas
tempestades;
depois de um tempo,
desmoronam-se os muros e barreiras,
porque já não existe o que
proteger em seus
interiores;
depois de um tempo,
arrefecem-se os sonhos incautos
e as indeléveis vontades dos voos,
porque as carnes se falesiaram
e as asas se quedaram
cansadas;
depois de um tempo,
deixam-se os imperativos
e se apela aos andares divinos,
em repetitivos suplicações
por alívios, redenções
e vidas eternas;
um pouco mais de tempo depois,
após jazida a abnormidade senciente,
já nenhum, nem algum,
nem nada;
a não ser o inexorável retorno
ao apagamento.
132
HÁ HORAS EM QUE APENAS PODEMOS DIZER: NADA
... quando acontece,
como tem acontecido há tempo demasiado
neste deserto comigo,
de perdemos
alguém tão amada e querida
e ficarmos com o coração em destroços
e vazios,
não adianta,
não adianta nada e nenhuma va tentative:
as coisas se tornam tão sem
sentido
e tão friamente
sem sentimentos e alicerces
que é como aprumar
pipas sem linhas!
143
TÊNUE E INATINGÍVEL DISTÂNCIA AMARGA
... uma tênue
linha traça s distância entre a minha vida
___ e a tua morte
e logicamente
que não percebem, os anjos não perceberm
nada miais que asas, bons modos
er palavras, corpos gostosos
___ e sexos nas expraiadas;
mas toda
vez que cai pingos de chuva na vidraça
de minha casa, enquanto sorriem, zombam,
divertem-se, bajulam-se
___ e se fodem,
eu percebo
claramente que aquelas gotas que
ali se escorrerm são suas
___ lágrimas!
linha traça s distância entre a minha vida
___ e a tua morte
e logicamente
que não percebem, os anjos não perceberm
nada miais que asas, bons modos
er palavras, corpos gostosos
___ e sexos nas expraiadas;
mas toda
vez que cai pingos de chuva na vidraça
de minha casa, enquanto sorriem, zombam,
divertem-se, bajulam-se
___ e se fodem,
eu percebo
claramente que aquelas gotas que
ali se escorrerm são suas
___ lágrimas!
159
HORA DE RISCO
... não és apenas um lembrança,
eu ainda te escrevo como se estivesses
ao meu lado no caminho, no mar
e na cama,
e eu não posso
apagar nada com palavras e versos
vazios, e talvez não possas
como tu tentaste fazer,
falhando,
durante muito tempo;
Mas eu cansei
de ser chamado de cão vadio
e de ver coisas tolas e indescentes
de alguém que dizia tentar se livrar
de mim por dor do amor
a mim;
e então decidi,
eu que nunca fiz da forma que fizeste,
vou tentar me livrar disso
tudo
percorrendo
o mesmo caminho
que te levou a tantos êxtases,
a tantos orgasmos
e a tantos abismos!
eu ainda te escrevo como se estivesses
ao meu lado no caminho, no mar
e na cama,
e eu não posso
apagar nada com palavras e versos
vazios, e talvez não possas
como tu tentaste fazer,
falhando,
durante muito tempo;
Mas eu cansei
de ser chamado de cão vadio
e de ver coisas tolas e indescentes
de alguém que dizia tentar se livrar
de mim por dor do amor
a mim;
e então decidi,
eu que nunca fiz da forma que fizeste,
vou tentar me livrar disso
tudo
percorrendo
o mesmo caminho
que te levou a tantos êxtases,
a tantos orgasmos
e a tantos abismos!
168
QUANDO EU MORRER
... quando eu morrer
não quero alarde, não quero cortejo,
não quero cochichos ou ecos de pessoas
que dizem ter ido ali para dar
forças à família de um
defundo;
na verdade,
eu digo que vão beber e foder logo
após o ednterro e que, para contuarem
com suas atuações miseráveis,
não esperarão nem o sol
da manhã do dia
seguinte;
quando eu morrer
não quero ninguém no meu enterro,
somente o coveiro desconhecido, urubu
longínquo se preciso que faça o serviço
sem nenhuma fulgacidade
de sentimentos e palavras,
porque, na verdade,
eu digo que os mesmo que irão a meu enterro,
cocixarão entre si como eu fui
ou como eu deixei de ser:
pobre coitado,
era malandro,
um puteiro,
morreu de cirrose provavelmente,
o câncer que o matou foi u castigo de Deus,
agora a família e os amigos dele vão ter
paz sem ele.
Bastardos hipócritas,
não os quero em meu enterro,
não quero que assustem Deus, com quem
eu gostaria de me encontrar,
com o que miseravelmente
dizem de outro semelhantíssimo miserável
como vocês!
não quero alarde, não quero cortejo,
não quero cochichos ou ecos de pessoas
que dizem ter ido ali para dar
forças à família de um
defundo;
na verdade,
eu digo que vão beber e foder logo
após o ednterro e que, para contuarem
com suas atuações miseráveis,
não esperarão nem o sol
da manhã do dia
seguinte;
quando eu morrer
não quero ninguém no meu enterro,
somente o coveiro desconhecido, urubu
longínquo se preciso que faça o serviço
sem nenhuma fulgacidade
de sentimentos e palavras,
porque, na verdade,
eu digo que os mesmo que irão a meu enterro,
cocixarão entre si como eu fui
ou como eu deixei de ser:
pobre coitado,
era malandro,
um puteiro,
morreu de cirrose provavelmente,
o câncer que o matou foi u castigo de Deus,
agora a família e os amigos dele vão ter
paz sem ele.
Bastardos hipócritas,
não os quero em meu enterro,
não quero que assustem Deus, com quem
eu gostaria de me encontrar,
com o que miseravelmente
dizem de outro semelhantíssimo miserável
como vocês!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!

Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*