Lista de Poemas
NÃO SABES O QUE É O DESERTO!
... ao deserto,
não há descansos,
não há abrigos
e não há oasis no deserto,
nem a poesia,
com suas mais magníficas miragens,
com seus mais sublimes sonhos
e com seus mais extáticos
desejos
pode amenizar
um verdadeiro deserto.
No deserto,
os pássaros não cantam mais,
as estrelas não brilham mais,
os sinos não tocam mais nem na fúnebre
hora da tarde;
alias,
o deserto, que muitos dizem ter
e não têm, já é, em vida, a própria
morte!
não há descansos,
não há abrigos
e não há oasis no deserto,
nem a poesia,
com suas mais magníficas miragens,
com seus mais sublimes sonhos
e com seus mais extáticos
desejos
pode amenizar
um verdadeiro deserto.
No deserto,
os pássaros não cantam mais,
as estrelas não brilham mais,
os sinos não tocam mais nem na fúnebre
hora da tarde;
alias,
o deserto, que muitos dizem ter
e não têm, já é, em vida, a própria
morte!
149
FLORES E PEDRAS
... entre flores e pedras,
escolha andar entre as pedras,
pois entre estas
caminhas com cuidado sabendo
serem pedras
e, daquelas,
lindas, coloridas, perfumadas e gostosas
te pões a andar com o coração
e com a alma abertos,
e com as genitálias
excitadas, sem saber onde e como
vão te ferir os venenos espinhos que
trazem escondidos com elas!
204
DORES DE PARTO
... como uma chaga
negra que dizima sonhos
e esperanças,
dentro de mim
está as lembranças soídas
daqueles vívidos tempos
de outrora;
e o pior
é que, mesmo que os deuses
transformem as borboletas e as mariposas
que ficaram por aqui em belos
e sensuais anjos,
eu não consigo
me livrar da angústia, do sofrimento
que me gaz escorrer assim sangue, angústias
e dores de parto!
negra que dizima sonhos
e esperanças,
dentro de mim
está as lembranças soídas
daqueles vívidos tempos
de outrora;
e o pior
é que, mesmo que os deuses
transformem as borboletas e as mariposas
que ficaram por aqui em belos
e sensuais anjos,
eu não consigo
me livrar da angústia, do sofrimento
que me gaz escorrer assim sangue, angústias
e dores de parto!
201
DESUMEDEÇA
Quero-te,
E se te quero e se me querer, vem!
Deixa de bobagem
de olhar para trás, de te preocupares
com minha amada morta;
deixa de achares
que minhas sombras são intransitáveis
e que meus desejos são traidoramente
incontroláveis;
deixa de frescuras
pensando que, ao manteres distância
e as pernas fechadas, esquecer-me-á ou me fará
pagar por algo que me é absolutamente
advindo de minha abnômala
condição humana;
vem, rompe a névoa
que te domina, enfrentes os fantasmas
que te assolam e vem, e me beija, e me ama
e me leva para a cama,
porque
eu te garanto que, quando for tarde demais,
tua alma poderá se quebrar com os mares
que irás chorar!
135
NUNCA FOI NADA!
... frente a frente,
luz e sombra, ego e reflexo,
o susto,
o pasmo,
a incontinência;
fora,
um tremendo alvoroço
de marimbondos de paus duros
e ciriricas de xotas
molhadas;
ela não vai
provar jamais o sabor deste
tempero,
ele não
pega em pratos com malícias
brancas!
223
O DURO MANTO DA MORTE
... o que antes queria,
a tua quente matéria em carne,
a tua alva coragem em se colocar pura
acima do sapiens,
a tua dança
parecida com a das mais graciosas aves,
os teus desejos mais secretos
e excitantes,
o teu amor
por mim como se eu fosse a tua
última artéria, as suas asas e as eruas pernas
aberas a me convidarem para entrar;
e tudo mais que no infinito
das horas mortas construímos, não me cabem
mais, devido a este duro e frio
manto da morte,
que te cobre
de tal modo que nem mais
posso chamar-te, amar-te ou sequer
contemplar-te!
a tua quente matéria em carne,
a tua alva coragem em se colocar pura
acima do sapiens,
a tua dança
parecida com a das mais graciosas aves,
os teus desejos mais secretos
e excitantes,
o teu amor
por mim como se eu fosse a tua
última artéria, as suas asas e as eruas pernas
aberas a me convidarem para entrar;
e tudo mais que no infinito
das horas mortas construímos, não me cabem
mais, devido a este duro e frio
manto da morte,
que te cobre
de tal modo que nem mais
posso chamar-te, amar-te ou sequer
contemplar-te!
120
A LIBERDADE É A MAIOR DAS PRISÕES
... nem sempre há asas válidas (ou resistentes o suficiente) para manter os voos dos soberbos puristas, nem os sonhos dos sublimes poetas ou dos Abjurados devaneios dos amantes macetas; mas devo dizer que nunca lhes faltará um chão, onde impere as duras realidades das pedras.
Um dia ousou tirar a blusa e mostrar a lingeri e os peitões, e à calcinha se alisava para ver se ao cão também dominava: foi acorrentada e podada de forma que imediatamente perdeu a graça, mas não a mania de se omportar enciumada.
Agora padece com os anjos correndo de costas e deve se lembrar do cão que lhe mostrou a real estrada e que lhe fez escrava da realidade, condenando-a e todas às suas aprocrifias ao futuro vazio e nada, ao qual agora ela está mergulhada!
97
NÃO HÁ CULPADOS, HÁ ABNOMALIAS
... em sua época dela,
em que estávamos juntos todos os dias,
dizia-me a razão:
"Não vai, ela é deste tenra indade
feroz e inteligentemente dominadora
e não mede esforços nem consequências
para suas seduções e conquistas".
Dizia-me meu coração
"O amor é uma coisa únida, vai pois,
que aquele olhar estrelado, embora possa
te causar loucuras, é únicoe ebriado de beleza,
de desejo e de ventura".
Meu corpo dizia pouco,
as com vigor "Não se pode perder algo
tão precioso e gostoso assim,, vai, abraça,
beija, chupa, se enrola com ela
e come".
Minha alma,
como que antecipasse a tragédia,
não dizia nada: já antevia que, depois dos gozos,
viria a incontida e estrema agonia
e dor!
194
FRONTEIRAS FECHADAS
... fechei todas as fronteiras,
agora se tornou impossível chegarem
amm por caminhos
comuns,
e ão é que
estou me escondendo num castelo,
numa viela ou na Fortaleza
dentro de mim mesmo
assim:
é que, para me despertar,
realmente é preciso que alguém consiga
ultrapassar as margens sapiens
e pular o muro!
agora se tornou impossível chegarem
amm por caminhos
comuns,
e ão é que
estou me escondendo num castelo,
numa viela ou na Fortaleza
dentro de mim mesmo
assim:
é que, para me despertar,
realmente é preciso que alguém consiga
ultrapassar as margens sapiens
e pular o muro!
162
ESCRAVOS DE NOSSA PRÓPRIA LIBERDADE
Da próxima vez
que forem elucubrar-me
ou julgar-me com seus afiados
verbos voláteis,
coloquem-se
diante de féis espelhos
- que vejo indícios de rotas sinuosas
ao caminho de todos -;
e atirem, com o mesmo vigor,
contra o próprio peito,
em suicídio dessas faustas luzes neon
que vivem a regozijar
por aí.
que forem elucubrar-me
ou julgar-me com seus afiados
verbos voláteis,
coloquem-se
diante de féis espelhos
- que vejo indícios de rotas sinuosas
ao caminho de todos -;
e atirem, com o mesmo vigor,
contra o próprio peito,
em suicídio dessas faustas luzes neon
que vivem a regozijar
por aí.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*