Lista de Poemas
COMO A BRISA
... sinta o vento,
ouça o silêncio,
vai bater uma punheta,
ou qualquer coisa
besta:
as palavras
só servem para alegrar
os palhaços tristes
e para levar
as puritanas para uma cama
fodida:
eu gosto,
quando escrevo.
é do verdíssimo silêncio
da floresta!
ouça o silêncio,
vai bater uma punheta,
ou qualquer coisa
besta:
as palavras
só servem para alegrar
os palhaços tristes
e para levar
as puritanas para uma cama
fodida:
eu gosto,
quando escrevo.
é do verdíssimo silêncio
da floresta!
131
AINDA SEI
... ainda sei
da cor de teus olhos,
ainda sei de como eram
lindos teus cabelos lisos, ainda sei da suavidade de tua pele,
ainda sei
do gosto do teu beijo, do teu sour,
das tuas lágrimas e teu teu
delicioso gozo,
ainda sei
que gostas do céu azul e do rigoroso
inverno onde não se intentam
os demais sapiens,
ainda sei
que brilhas por onde é que agora
tens andado ai neste outro
lado,
ainda sei tudo
sobre ti, e ainda sei que te amo demais,
meu amor; e isso é o que me fortalice para
não me cair curvado!
143
JARDIM ESCURO
... a escura solidão das noites
fias de inverno não são como as de antes,
quando tu nelas andavas
comigo;
agora os sonhos
parasidíacos cessaram,
os desejos que superava aos da carne
e nos proporcionavam orgasmos idílicos
cessaram;
a magia do porvir,
sempre delineada de infinitudes e de ondulações
por nós ocupadas e navegadas
também se foi;
e, no vazio frio
que ficou, sobrou uma multidão de flores,
de luzes, de lendas, de joaninhas
e de outros seres estranhos
que não servem
mais que para me alimentarem a mísera,
embora excitadamente rígida,
carne!
137
QUERER IV
... quando
tudo de mim mostro,
chamam-me de cão
sarnento;
quando
algumas coisas de mim escondo,
e acendo a lamparina,
dizem que sou
um bom
anjo:
e assim
me vou entre a beleza
e eficácia do engodo
e da mentira
e a feiíssima
verdade que, por natural
condição humana,
dentro
de mim, habita!
173
QUERER II
... sou
basicamente como um cão
viralata de rua,
não creio
que alguém verdadeiramente
me ame, me deseje
e me quer:
e cato restos
e, às vezes, tristemente,
vejo nos lixos fiapos de luzes
quebradas!
166
INCERTEZAS SAPIENS
Fantasias e razões fragmentadas,
imagens e devaneios esfogueados,
carnes, morros e vulvas excitadas,
concupiscências em esfregadas e gozadas,
dissimulações com sublimes máscaras;
asas de águia inválidas,
fulcros de inverno esquálidos,
almas em estilhaços destroçadas,
ventos e chuvas agitados e descontrolados,
pensamentos e perdimentos vagos,
frios e falésias assentadas,
mortes iminentes a serem consumadas!
imagens e devaneios esfogueados,
carnes, morros e vulvas excitadas,
concupiscências em esfregadas e gozadas,
dissimulações com sublimes máscaras;
asas de águia inválidas,
fulcros de inverno esquálidos,
almas em estilhaços destroçadas,
ventos e chuvas agitados e descontrolados,
pensamentos e perdimentos vagos,
frios e falésias assentadas,
mortes iminentes a serem consumadas!
120
EU SOU NADA, TOLOS!
... quando em breve eu morrer,
vai ser igual a quando eu nasci,
ou seja, um fato despercebido e nada
extraordinário,
de modo que ninguém vai
se foder por isso, ninguém vai deixar
de beber e de comer por isso,
ninguém vai se enlouquecer
por isso, ninguém vai sequer ligar para
isso e, se querem mesmo saber,
com vossas luzes vocálicas
sempre acesas falando do bem-estar,
de Deus e do amor ao próximo, eu afirmo
que nem meu vizinho vai deixar
de comer, no dia em que eu morrer,
da mulher dele a boceta!
150
A SABEDORIA NÃO ESTÁ NA LEITURA DEMASIADAMENTE CEGA!
... um niilista e um poeta
de verdade não lê um livro complete,
com isso perde tempo é os os estudiosos
e os puxa-sacos de escritores e de filósofos
como tanto vemos por aí,
um niilista e um poeta
de verdade não lê mais que umas 5 páginas
de cada tema ou obra, seja ela filosófica, científica
ou como for,
porquer ele mesmo
se incumbe de raciocinar, de imaginar
ou de insanamente fabricar
todo o resto!
165
JANELAS
... imensidões delas,
janelas de todos os tipos, por onde
entram e saem imagens
de todos os tipos:
amores,
desejos,
fantasias,
insânias,
promiscuidades,
ventanias,
etecetera;
janelas,
bilhões delas abertas,
incontáveis outras fechadas
com o apagamento das retinas
sapiens;
mas quanto a ti,
que bem conheci, eu digo que quem
nem a morte foi capaz de
mantê-la fechada!
202
Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!

Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*