Lista de Poemas
PAISAGEM VAZIA!
... meus tenros sonhos
viraram pesadelos definitivos,
dos quais não consigo escapar
meu meus hábitos
caninhos;
desde os amanheceres,
os dias estão brancos como
folhas frias,
como a alma
deste poeta niilista, a tentar escrever
poesias com seus vazios
encardidos!
98
RESTOS DE UMA LUZ DO INVERNO!
Como eram agitadas
nossas idas noites, com nossa
recíproca insônia
amante,
que saudade
daquelas auroras quando
me acordava te vendo
ao meu lado,
que sonho,
que que incense, que orgasmos
tínhamos sob aqueles céus
descosturados:
que triste,
que absurdamentemente triste,
é constatar que nem tua eternal
ausência aliviou um pouco
minha dor e saudade!
nossas idas noites, com nossa
recíproca insônia
amante,
que saudade
daquelas auroras quando
me acordava te vendo
ao meu lado,
que sonho,
que que incense, que orgasmos
tínhamos sob aqueles céus
descosturados:
que triste,
que absurdamentemente triste,
é constatar que nem tua eternal
ausência aliviou um pouco
minha dor e saudade!
99
O RETRATO DE THOR MENKENT!
Eu não me disse poeta,
eu nunca me disse anjo,
eu não me lembro sequer
de me gabar por tentar
ser honesto;
eu sempre assumi,
perante as beldades que conheci,
embora afirmassem que eu fosse um tarado
endemoniado,
que, ao se abrir
das cortinas do espetáculo,
sempre me houve também
um claro querer
de início de projeção
de minha boca às suas bocas
e de minhas mãos entre as pernas:
delas e as minhas!
eu nunca me disse anjo,
eu não me lembro sequer
de me gabar por tentar
ser honesto;
eu sempre assumi,
perante as beldades que conheci,
embora afirmassem que eu fosse um tarado
endemoniado,
que, ao se abrir
das cortinas do espetáculo,
sempre me houve também
um claro querer
de início de projeção
de minha boca às suas bocas
e de minhas mãos entre as pernas:
delas e as minhas!
110
O TERRÍVEL VENTO DO INVERNO!
Muitos pássaros,
muitas flores de plástico,
muitos anjos delirados
na tóxica nuvem
sapiens:
eu observo
e penso "Como era melhor
aquele pueril tempo em que os sóis
não ofereciam perigo!
muitas flores de plástico,
muitos anjos delirados
na tóxica nuvem
sapiens:
eu observo
e penso "Como era melhor
aquele pueril tempo em que os sóis
não ofereciam perigo!
130
POR QUE COLOCASTE UMA BARREIRA TÃO GRANDE ENTRE MEU ABISMO E TEU CÉU?
Eu quero te visitar
e, quando chego em tua casa,
tu não abres a porta,
eu quero te abraçar
e te beijar e tu jogas
for a,
eu quero adentrar
teu quarto e te amar em extática
glória, e tu me pões
para fora,
eu quero esculpir
um sonho puro e eterno
contigo, e tu me mandas padecer
dos prazeres e dores
do mundo:
eu já não sei
o que fazer, ou em que me agarrar
para não naufragar no próximo momento
ou na próxima hora!
97
O SONHO IMPOSSÍVEL!
... bela, sedutora,
simples, surgiu e veio raiando
em minhas vazias
sombras,
injetou veneno
na medida certa para não me matar
em meu coração
e esperança
em minha alma perdida
e ambulante:
depois,
partiu sem se despedir, deixando-me
somente o eco doloroso e estridente
daquele lindo sonho!
59
O PESO DO MUNDO!
... a vida
são como grandes casas
(com suas portas
e janelas ora trancadas, ora abertas,
ora frestradas):
o telhado
nos serve de falso abrigo
para sóis quentes e intempéries
descontroladas;
às paredes,
vamos colecionando (pendurados)
imagens, ilusões e esperanças
de toda ordem;
aos chãos,
vão-se acumulandoi resíduos de luzes apagadas,
de destroços e de cinzas
molhadas
dos quais, a todo momento,
vamos tentando nos livrar (conscientemente ou não)
varrendo-os ou jogando-os
afora;
enquanto transeuntes,
(também tentando deseseperadamente
fazerem o mesmo de suas
esplêndidas casas)
nos vão devolvendo
adentro.
são como grandes casas
(com suas portas
e janelas ora trancadas, ora abertas,
ora frestradas):
o telhado
nos serve de falso abrigo
para sóis quentes e intempéries
descontroladas;
às paredes,
vamos colecionando (pendurados)
imagens, ilusões e esperanças
de toda ordem;
aos chãos,
vão-se acumulandoi resíduos de luzes apagadas,
de destroços e de cinzas
molhadas
dos quais, a todo momento,
vamos tentando nos livrar (conscientemente ou não)
varrendo-os ou jogando-os
afora;
enquanto transeuntes,
(também tentando deseseperadamente
fazerem o mesmo de suas
esplêndidas casas)
nos vão devolvendo
adentro.
93
AMAR, MESMO COM NO LIMIAR DO MEDO!
O amor dói,
dói muito e sangra muito,
mas até
eu a quem chamam niilista
cão do demônio
sei que só com o amor
é possível superar a cegueira
do homem e a inércia
do verso!
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O SONHO IMPOSSÍVEL!
... bela, sedutora,
simples, surgiu e veio raiando
em minhas vazias
sombras,
injetou veneno
na medida certa para não me matar
em meu coração
e esperança
em minha alma perdida
e ambulante:
depois,
partiu sem se despedir, deixando-me
somente o eco doloroso e estridente
daquele lindo sonho!
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TU ME FAZES MUITA FALTA!
Com o corpo cansado
e com a alma seca, tenho adormecido
sem ti, soliariamente
nas noites todas,
sempre na posição
de feto sentido, sainda tenho
sonhos com difusos
desejos,
com lindos
e pueris cenas de amor que tivemos
outrora,
mas, agora que te foste eternamente,
sempre sob frias neblinas
espessas!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*