Lista de Poemas

O NIILISTA MORREU CONTIGO!

Nos últimos tempos,
depois que tu partiste ao paraíso,
tenho andado tão breve
e tão mínimo,

tão exangue
no fio desta tênue vida
tão confuso, tão desérico
e tão sem abrigo

que,
em meu velho telhado
só têm pousado imensos cardumes
de nadas e de vazios!
141

NÚPCIAS

119

PAISAGEM VAZIA!

... meus tenros sonhos
viraram pesadelos definitivos,
dos quais não consigo escapar
meu meus hábitos
caninhos;
desde os amanheceres,
os dias estão brancos como
folhas frias,
como a alma
deste poeta niilista, a tentar escrever
poesias com seus vazios
encardidos!
119

QUANDO NAVEGUEI TUAS ÁGUAS!

Eu tive um rio,
um rio imenso e de belas
e largas margens,

um rio que me permitia
sonhos, devaneiros, navegações
e todo tipo de viagem;

sim,
eu tinha um rio que
eu amava mais do que tudo
na vida:

hoje eu ainda tenho
e ainda amo este rio que
(com sua morte) ficou em minha mente
para sempre represado!
105

INSUFICIENTES IMANÊNCIAS!

Escrever poesia
é como amar e meter,
não é nada inocente:

no entre imagens
dos sonhos, dos amores
e dos prazeres,

as verdadeiras
nuvens e as verdadeiras sombras
não mudam de forma
ou de cor:

nós é que
as margeamos na existencial
ponte!
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O QUE FICA?

O que fica:
alguma saudade
do branco e do negro
reflexo;

o que se vai:
a flor perdida às fecundas
terras

e a negra nuvem
extraviada às curvas
dos céus.
96

AFASTAMENTO

Afasto-me, vagarosamente,
de teu âmbito nuvem,
e monto vigorosa barreira
para conter-te as faustas dádivas,
as soberbias desvairadas
e as chuvas afiadas;

sim, já não tarda muito
para que não mais te sejas
permitido entrada
às bipolaridades de meus neons
ou aos enegrecidos degraus
de meu cerne degredado;

e te tenhas de ir
a vibrar tua boca e tua mente
encharcadas,
por outros caminhos
e outras esquizofrenias
inauguradas.
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ALÉM DA MARGEM!

Abandonado
em um oceano seco,
entre à morte
ainda com aquele sinistro
sofrimento por amor,
jogado nas escuridões
nas mais frias noites:
quando tentei
me desviar da Flor de inverno,
caí nas agudas
garras da branca nuvem,
já estava
todo quebrado perante
o ultimo e solitário
horizonte!
115

O SONHO E O DESERTO

Não,
não sei explicar o que é
exatamene o deserto
___ em mim,

mas certamente
não é como op caminho
___ dos pássaros

que imaginam
achar tudo ao meio
___ do nada;

é algo como que,
ao contrário, se pudesse um tudo,
(sonhar, amar num eterno
___ doar-se),

tendo a certeza
de que não podemos perder
tempo, porque no fim
___ seremos nada.
172

MAQUEADA E GOSTOSA!

... nada de especial,
à primeira vista, bela como outras
belas flores,

sensual
como outros anjos e gostosa
como o proibido fruto,

o mundo,
o sonho e a cama congelados
em um momento:

mais uma vez,
é preciso cuidado para não olhar
demasiado para o céu
e se deixar cair
no abismo!
117

Comentários (7)

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fernanda_xerez

SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*

fernanda_xerez

Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*

Trivium
Trivium

Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?

fernanda_xerez

E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.

fernanda_xerez

Lindo e provocante!