INSUFICIENTES IMANÊNCIAS!
Escrever poesia é como amar e meter, não é nada inocente: no entre imagens dos sonhos, dos amores e dos prazeres, as verdadeiras nuvens e as verdadeiras sombras não mudam de forma ou de cor: nós é que as margeamos na existencial ponte!
ESTRANHA ANARQUIA!
Em que estranha anarquia e em que abstratíssima sensação me acordei nesta opiácea e inusitada manhã: sob o desdenhar das nuvens, fora como se as coisas estivessem se apagando em branco, sem que eu pudesse compreender se eram reflexos avessos de meu espúrio eu psíquico, ou de minha alma vazia.
ETERNAS AUSÊNCIAS!
E agora, com ambos ausentes, tu e eu: que horizontes merecerão teu olhar angelical; e que falésias abrigarão, do cão, as sombras e o pau?
ABISMO
Somos bipolares, sempre divididos em duas partes, uma que sonha, outra que sofre, uma que se dá ao mundo, outra que quer devorá-lo, uma esperança eterna à beira de um definitivo naufrágio, uma graça, um pecado, um amor incontido rancor, o alívio, a dor: sim, em tudo somos ambíguos e bipolares esceto quando caímos no abismo de nós mesmos, porque deste não se sai vivo!
ALÉM DA MARGEM!
Abandonado
em um oceano seco,
entre à morte
ainda com aquele sinistro
sofrimento por amor,
jogado nas escuridões
nas mais frias noites:
quando tentei
me desviar da Flor de inverno,
caí nas agudas
garras da branca nuvem,
já estava
todo quebrado perante
o ultimo e solitário
horizonte!
O SONHO E O DESERTO
Não, não sei explicar o que é exatamene o deserto ___ em mim, mas certamente não é como op caminho ___ dos pássaros que imaginam achar tudo ao meio ___ do nada; é algo como que, ao contrário, se pudesse um tudo, (sonhar, amar num eterno ___ doar-se), tendo a certeza de que não podemos perder tempo, porque no fim ___ seremos nada.
ETERNIDADE!
Ando com tanta vontade e tao desejoso de me plantar, de alguma forma, no infinito que nem as dores, nem as angústias e os sofrimentos, nem os tempestuosos mares, nem os constantes e seguidos tropeços e sofrimentos pelos quais tenho passado nesta vida, nem a iminente hora da morte conseguem evitar meus delírios dementes!
O QUE FAREI AGORA?
Não compreendo isso que me sobrou agora, é como se o sol tivesse se posto para sempre e aquele inverno em que nos amamos tivesse me envolvido e tomado conta de todo meu corpo e minha alma; e o pior de tudo é que eu não sei o que fazer e onde ir agora que tu já não estás em lugar algum à minha espera!
A SENSIÊNCIA HUMANA!
Que seria a maior virtude - ou riqueza - há no ser humano, senão a razão, que o difere das demais coisas e animais, que lhe permite, entre tudo que imagina, sente ou vê, fazer escolhas que melhor lhe aprazem? Não obstante, que também maior chaga há no universo que a aquisição acidental dessa racional senciência, que lhe permite colocar-se ao centro de tudo, rasgando possibilidades, inaugurando novas casualidades e provocando extermínios plurais?
POR QUE TE PERDI?
Porque te amar era me mutilar de paz e de sossego, porque te amar era como visitar céus e infernos em dias, respectivamente, de prazer e de desespero, porque nunca consegui vencer os venenos que me aplicaste aos poucos, nem os fantasmas que criaste em mim porque te amar era tão impossível como tentar acender um sol em uma chuvosa hiemal e escura madrugada!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*