Lista de Poemas
POR QUE COLOCASTE UMA BARREIRA TÃO GRANDE ENTRE MEU ABISMO E TEU CÉU?
Eu quero te visitar
e, quando chego em tua casa,
tu não abres a porta,
eu quero te abraçar
e te beijar e tu jogas
for a,
eu quero adentrar
teu quarto e te amar em extática
glória, e tu me pões
para fora,
eu quero esculpir
um sonho puro e eterno
contigo, e tu me mandas padecer
dos prazeres e dores
do mundo:
eu já não sei
o que fazer, ou em que me agarrar
para não naufragar no próximo momento
ou na próxima hora!
68
DEIXASTE-ME UMA ETERNA RÉSTIA DE LUZ!
De tua beleza extrema,
de teu angelical semblante pálido,
de teu sensual corpo elástico,
de teu amor tantas vezes
comigo compartilhado, do teu desejo,
da tua gula, de teus pecados,
de teu corpo nu iluminafo,
das orações que fazias do meu lado,
de nossas chuvas de fogo, quando estávamos
endemoniados,
de tudo que nos for a
perfeito e imperfeito, ainda resplandeces
em minhas lembranças mais
tristes e constantes;
e eu te garanto que,
mesmo com essa fratura exposta
em minhas poesias mal
escritas,
jamais estarei
saciado de tua ausente presença,
à qual amo do mesmo jeito em que juntos
balançavamos lençõis
e infinitos!
161
ANIMAL RACIONAL!
A carne é tudo,
a carne sempre anseia novos
corpos, e a mente escolhe como, onde,
com quem e quando será
feito,
seja lá o que venha
a ser feito.
Mas é preciso,
neste paradoxal compêndio,
ter cuidado tanto com o amor puro
como com os impulsos da própria
carne,
pois, quando se acordam
difusos desejos, costuma-se perder o controle
sobre o que estamos
mais viciados:
no amor,
no desejo ou no gosto pelo
autoaniquilamento, como dor de parto
que nos faça sentir vivos
novamente!
a carne sempre anseia novos
corpos, e a mente escolhe como, onde,
com quem e quando será
feito,
seja lá o que venha
a ser feito.
Mas é preciso,
neste paradoxal compêndio,
ter cuidado tanto com o amor puro
como com os impulsos da própria
carne,
pois, quando se acordam
difusos desejos, costuma-se perder o controle
sobre o que estamos
mais viciados:
no amor,
no desejo ou no gosto pelo
autoaniquilamento, como dor de parto
que nos faça sentir vivos
novamente!
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MÃO E CONTRAMÃO!
Os cães
são dissimulados
e safados, e eu sei disso
porque sou um
deles;
mas devo dizer
também que os anjos
(e eu os conheço
bem),
que descem
às sombras e às esquinas
para fuçar os quintais das flores
e das damas,
são ainda,
com suas plumagens brancas,
muito mais sacanas, mais filhas da puta,
e mais safados quando de pardais
safados!
são dissimulados
e safados, e eu sei disso
porque sou um
deles;
mas devo dizer
também que os anjos
(e eu os conheço
bem),
que descem
às sombras e às esquinas
para fuçar os quintais das flores
e das damas,
são ainda,
com suas plumagens brancas,
muito mais sacanas, mais filhas da puta,
e mais safados quando de pardais
safados!
157
A CINZA AINDA ESTÁ QUENTE!
Conseguite,
seduziste-me ao me falares
de sonhos, de desejos e de amores
eternos,
ao me abraçares,
ao me beijares e ao andares comigo
por paraísos encantados e por vales
assombrados:
acendeste-me
em descontrolável fogo, fazendo
com que minha haste se esticasse
na calça como uma tenda;
e eu me rendi ali,
naquele exato momento, perante
tua beleza, perante a perfeição
de teus gestos e de tuas
curvas,
ajoelhado
e com a boca, deliciando-me
em tua vulva molhada!
201
ERIÇADO!
Confesso
que fiquei eriçado e todo arrepiado
quando te vi ali naquela
piscina,
com sinais
de alguns mínimos pelinhos
descapados da beira
do biquíni,
com os seios
formando uma covinha
sedutoramente
linda
e com a calcinha
penetrando sua deliciosa
bundinha!
130
FEITO UMA NAU DO NADA!
Como eram lindos
aqueles teus negros olhos
de vigília!
Como era sedutora
aquela tua jovem e irregular
geografia!
Como era incontida
aquela tua louca e faminta busca
por sabedoria!
Como te parecias
com um pálido anjo necessitado
quanto te despias!
Como destruías
todos os sonhos, todas as imagens
e todas as esperanças
que criávamos,
como era mortais
as tempestades que, por causas dseins alheias,
em todas os fins de tarde,
com as quais
te vestias!
167
AINDA ME LEMBRO!
Ainda me lembro bem,
depois que ela partiu para longe
escreveu-me uma carta
de amor,
sua caligrafia estava
trêmula e me cheirava, já naquela
minha tenra idade, amor
e poesia:
naquela carta
ela falava de uma dor de saudade
suada, devido ao grande amor
que tivemos em alguns dias
de verão.
Vez em quando,
hoje, ainda me pego em silêncio
com algumas lágrimas descendo
aos olhos
e imaginando
que, se fôssemos mais fores e mais adultos,
ainda poderíamos hoje, e eternamente,
estarmos juntos!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!

Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*