Lista de Poemas
INCONTROLAVELMENTE A CAMINHO DO ABISMO
Foi mais que amor,
foi algo que não se podia
entender;
e, em não se entendendo,
não foram só chuvas de fogo,
não foram só dores
e prantos:
ultrapassamos
a fronteira final de todos os sentimentos
e de todas as insânias e fizemos
com que a morte fosse
nosso pior algoz!
foi algo que não se podia
entender;
e, em não se entendendo,
não foram só chuvas de fogo,
não foram só dores
e prantos:
ultrapassamos
a fronteira final de todos os sentimentos
e de todas as insânias e fizemos
com que a morte fosse
nosso pior algoz!
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PÁSSAROS AZUIS
Voam soberbamente
a colorirem os céus com suas penugens
travestidas,
com seus cantos
hipnotizadores como que se saíssem
de alguma boca cristalina,
com seus rodopior
misturando-se ao azul do céu
e ao branco das nuvens como numa
dança rítmica e perfeita
de cores,
fazem a quem os vê
sorrir, sonhar, amar e, muitas vezes,
na ardência do momento,
gozar;
sempre incautos,
porém, de que, abaixo, bem abaixo,
ao chão seco e ao pó nele contigo, estão
os menos afortunados cães
e vermes a chorarem!
a colorirem os céus com suas penugens
travestidas,
com seus cantos
hipnotizadores como que se saíssem
de alguma boca cristalina,
com seus rodopior
misturando-se ao azul do céu
e ao branco das nuvens como numa
dança rítmica e perfeita
de cores,
fazem a quem os vê
sorrir, sonhar, amar e, muitas vezes,
na ardência do momento,
gozar;
sempre incautos,
porém, de que, abaixo, bem abaixo,
ao chão seco e ao pó nele contigo, estão
os menos afortunados cães
e vermes a chorarem!
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ENTRE-HORAS
Dizem que não
sou normal, e que não entendem
o que escrevo.
Embora eu nem saiba
o que é ser louco ou normal
nessa vida vil,
isso é um elogio
para um homem da minha
idade,
que já teve asas
de águia nos enredos dos sonhos
e das carnes,
e colecionou
destroços das quedas entre vazios
e nadas.
sou normal, e que não entendem
o que escrevo.
Embora eu nem saiba
o que é ser louco ou normal
nessa vida vil,
isso é um elogio
para um homem da minha
idade,
que já teve asas
de águia nos enredos dos sonhos
e das carnes,
e colecionou
destroços das quedas entre vazios
e nadas.
99
LÁGRIMAS PASSADAS
Naquele dia
ela foi se deitar com lágrimas
aos olhos e sem nada
dizer;
eu desconfiei
do esplanado silêncio e da assentada
dor da hora, mas a perguntar
por que,
como que
se previsse a sentença,
não ousei:
dias depois,
a notícia, seguida da dura luta
e, quando a vi da última vez, quem
chorava era eu:
ela estava
na esplanada da meia-noite!
ela foi se deitar com lágrimas
aos olhos e sem nada
dizer;
eu desconfiei
do esplanado silêncio e da assentada
dor da hora, mas a perguntar
por que,
como que
se previsse a sentença,
não ousei:
dias depois,
a notícia, seguida da dura luta
e, quando a vi da última vez, quem
chorava era eu:
ela estava
na esplanada da meia-noite!
119
OS DIAS SE TORNARAM MAIS FRIOS
... meu eu psíquico
rechaxa espelhos que me são apontados
com a finalidade de se me mostrarem
reflexos de quem os segura;
sou meu próprio equívoco,
sou meu próprio devaneio,
sou meu próprio céu e inferno,
sou minhas próprias abstrações,
ou minha própria marginalização
e sou meu próprio carrasco;
vingo-me de mim mesmo
morando ao deserto e me afastando
de vossas sublimidades embaçadas,
metafóricas e tortas.
rechaxa espelhos que me são apontados
com a finalidade de se me mostrarem
reflexos de quem os segura;
sou meu próprio equívoco,
sou meu próprio devaneio,
sou meu próprio céu e inferno,
sou minhas próprias abstrações,
ou minha própria marginalização
e sou meu próprio carrasco;
vingo-me de mim mesmo
morando ao deserto e me afastando
de vossas sublimidades embaçadas,
metafóricas e tortas.
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NUDEZ SAPIENS

... nunca vi o ser nu. Na verdade, nunca me vi a mim mesmo nu. Essa abnomalia é um grande e paradoxal problema, ainda mais entre tantos de semelhantes que também possuem a mesma cegueira que eu, e se encontram pensando a algo fiel e naturalmente verem.
Longe de nossas visões que nos distraem, tudo nos está alheio, não sabendo o sol que se chama sol, a pedra que se chama pedra, o mar que se chama mar e todas as outras coisas onde estamos jogados.
Quanto aos sentimentos sencientes, ainda é mais besta a coisa. Que sabem os átomos que nos compõem e a tudo, a terra, as árvores, a lua e etecetera sobre o amor, o rancor, o desejo, a dor e as demais coisas que acometem o ser?
E de fato, só o se ama, ou pensa que ama, masturba ou pensa que masturba, pinta e colore ou pensa que o faz: pedras e coisas não fazem sexo!
De fato, jamais poderei ver o ser nu. Nem a mim. E o ser, seja onde estiver jamais se verá nu, pore star confinado nessa infinda e abnormal barreira. E ela derruba Sartre, Nietzsche, Shopenhuer e todos os demais pensadores que, como nós, não pssam de artesão com suas abnomlias sencientes.
As mascaras são, pois, essenciais, sob o risco de se as perder, perde-se juntamente a humanidade que nos dá tal pseudo poder.
No seio do Cosmo, foi feita uma revolução pelo ser, de fato. Mas o ponto do quale le se originou pode condená-lo em seu pensamento, em sua senciência e em sua abnormidade do mesmo modo pelo quale le foi gerado, bastando para issoi que ocorra o que ele não pod ever: uma igual flutução, avaçaladora e quântica, no infinito de possibilidades que a ele naturalmente, mesmo ele se pensando senhor de tudo, pode ocorrrer!
Assim se condena, no ponto de surgimento o ser e seu poderoso poder de escolha, com a mesma frieza imprevista que o gerou!
83
A TERRA NOS DÁ. A TERRA IRÁ NOS COBRAR!

... imaginação solta,
liberdade levada ao limite máximo
pela mente demente,
sonhos,
ilusões, desejos e amores
quase idílicos sob deliciosos e prazerosos
céus estrelados:
isso parece
ser possível e provável aos sonhadores,
aos poetas e aos anjos que só
se masturbam às
escondidas;
mas eu digo
que é o mesmo que ser ligar
em uma abrilhantada tomada da morte,
antes da qual,
por consequência
da descoberta dos erros das venturas
haverá frustração e tristeza e choro
incontroláveis.
84
O CÁRCERE PRIVADO

às sombras da noite,
e os fogos
só estão acesos em outros
lugares;
tento vestir
uma jaqueta ou usar um cobertor
e dizem que sou um rato
a me esconder
do teatro;
tento apertar
uma mão pedindo apoio
e o que sinto são nódoas se escorrendo
por entre meus dedos
calvos;
e a bela e poética
tarde de verão nunca chega,
e fico ali,
qual pinto
molhado, com um baita frio,
até que tudo se finde
congelado.
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128
INEVITÁVEL QUEDA

... desejo nunca
foi como amor, e eu nem sei como
se equivocam com isso
___ ainda:
desejo
é algo em que se acendem paus
e bocetas em melados e extasiantes
___ chupadas e trepadas;
e após encerrado
o coito, cada um regressa tranquilo,
(satisfeitos e com a id ainda em altíssima elevação
diante dos orgasmos trocados)
___ a casa.
amor é onde se
acendem mil sóis e, após a queima de tudo,
não se encontra nenhum lugar
___ para se abrigar,
restando-se à alma
aquele triste, angustiante e insuportável
gosto de destroços, de cinzas e de Vazios da ferida
___ não cicatrizável!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!

Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*