DESOLAÇÃO!
Daquela antiga distração, o que nos sobrou, após um amor de grandes e eternizadas ilusões, senão essa interna, solitária, triste e negra devastação que se nos assentou ao coração!
O DIA ESTÁ SE FECHANDO!
Ó tu,
que dizes me amar
e corres do rastro do diabo
às madrugadas,
poderias me dizer
se prefers uma frívola
vida longa
ou uma morte
premature por um verdadeiro
e único amor?
POR ENQUANTO
Por enquanto
ainda estamos juntos neste vasto
mundo de coisa alguma;
mas, como sempre
te falei, se ficarmos muito tempo
admirando rosas tristes e espinheiros
sedutores,
o tempo vai passar,
e vamos vascilar às encruzilhadas
e à esquinas da vida,
e vamos perder
nosso amor, antes mesmo que
se finde nosso terreno
caminho!
PRIMEIROS TOQUES!
... já faz muito tempo, em criança, quando a Bom Despacho, por onde desfilava as moças com suas minissaias, com seus shortinhos e, nos clubes, com seus biquínis fios dentais; quando se deitava a tarde, eu ia ao banho sonhar: delirante e angelicalmente gozava!
LILITH E EU XV
à noite,
sob as longínquas
estrelas
e junto ao frio
e à escuridão profunda,
não vejo mais
a cor das flores e dos arbustos,
não sonho mais
amores nem me extasio com cálidos
e carnais fulgores,
mas ainda sinto
um pouco de teu perfume
na mansa brisa
do vento!
QUANDO SE JUNTAM O AMOR E O TERROR!
Ela ainda está dentro de mim, teimosamente querendo sair, e eu luto, e eu tento explicar que não é fácil enfrentar o conjunto, e eu tenho atravessado minhas noites solitariamente e em silêncio e dor absolutos e minha alma, como um esponja encharcada, por ela, continua em pranto!
LILITH E EU II
Não podemos mais
nos ver:
sei que não,
mas sente meu pulsar
ao te amar
e contigo gozar
na eternidade que ainda
me há!
LILITH E EU IV
Tenho viajado por tempos e por espaços escuros e horríveis. trnaformei-me em algo ruim como a terra em que nasci; e aí eu a conheci, a dama do inferno, e me disseram que ela era insuportavelmente intransigente e má e, mesmo assim, eu me curvei ao humus de sua boca e de seu paraíso de entre as pernas. Eu nunca senti junto a ela o perfume das flores, confesso, nem a claridade das luzes acesas pelos homens, eu não percebi, até ser tarde demais, que o amor que ela me dava é que era o veneno na medida certa, para que ela moresse e não me matasse, deixando-me assim: triste, sozinho e entorpecido pela sua eternal ausência e silêncio!
NÃO AMAM CÃES CANSADOS
Depois que nos conhecemos, vimo-nos ainda muitas e muitas vezes por vários anos, e o vento da noite carrega, em seu quântico caminho, todo nosso amor e todos os nossos ardentes segredos; de repente, veio a praga e, por um instante em que não resisti ao peso da batalha e dobrei os pés, percebi, no abandono, que aquele jardim maravilhoso e sem fim que idealizzamos não passava de uma miragem: sempre andamos mesmo foi na seca grama!
FOLHAS QUE CAEM!
... punido, espezinhado, suprimido do desejo, do carinho e do amor por ela, envenenado, surrado, semimorto pelos açoietes vocálicos dela, com as folhas caindo, com a força dos voos sumindo, rastejando como uma cobra ao chão: depois daquele intense verão em que nos amamor com ferro e fogo, ela vem dizer que toda culpa é minha, que eu é que nõ sei colher estrelas, e que o marido sequer se importa com a presença ou com a ausência do cão em sua vida!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*