LILITH E EU
De acordo comigo, sou um sujeito ermo, um desértico de um cão bastardo; de acordo com ela, sou um menino crescido, que não aprendeu ainda quase nada, o que a faz me aliviar de todo e qualquer pecado. De acordo comigo, sou uma montanha seca e infértil; de acordo com ela, sou a terra de seu mar à qual ela cerca e zeal como se fosse seu amor impossível e secreto!
EU NÃO POSSO MAIS
Eu não posso
mais colecionar sonhos,
eu não posso
mais colecionar ilusões
e esperanças,
eu não posso
mais colecionar borboletas
e beldades ambulantes,
eu não posso
mais colecionar nem
mais putas amantes,
porque eu não
consigo mais acender a luz
para achar algo realmente limpo
e puro!
A SENHORA LILITH!
Quando ela partiu,
suas ondas se agigantaram.
esmagando
completamente meu antes
seguro deserto,
esmagando
meu coração e minha alma
e me mergulhando
em destroços e agustiantes
pedaços de nada!
LILITH E EU II
Não podemos mais
nos ver:
sei que não,
mas sente meu pulsar
ao te amar
e contigo gozar
na eternidade que ainda
me há!
O SILÊNCIO DO MENSAGEIRO!
As borboléticas beldades estão voando com o selo da ostentação e bebendo das peônias cores de seus anjos de paus ilustrados. Eu fico vindo aqui, vendo o que chamam de espetáculo, dissipando-me como o vento e me perdendo na superfície estranha superfície deste lago. Enquanto bocas, dedos e pernas abertas fazem seu trabalho no silêncio de um quarto ou de um skype, após mais uma esportiva e poética jornada, eu me continuo nevoeiro entre uma terra cheia de cores, de dissimulações, de fantasias e de férreos pecados!
EU MORRI CONTIGO!
Eu amei teu ritmo alucinado, assombrado como que viesses de repente invader minhas frias noites e viesses dançar com meu corpo e com minha alma; eu amei teu corpo, teus retalhos e até teus segredos mais devassos; eu ainda ouço a triste sinfonia de Albione, quando a chuva bate na janela de meu solitário quarto e eu ainda te amo mesmo que, para nós dois, com tua morte, tenha ficado tarde demais!
O AMOR NÃO É MAIS QUE UMA ILUSÃO!
Deter-me, assim, entre o sonho e a pedra, entre o voo e a queda, entre o azul do céu e o fedor da lama podre, entre a lembrança de teu amor e as penumbras deixadas por tuas pragas: sim, deter-me assim, entre o que uma vez parecia tudo e o que restou: o vazio e o nada!
IMPIESOA ÂNIMA
O mar chegou de manso em uma de verão sem luar, e acariciou minha terra, e fertilizou meus verdores, e tornou menos solitária minha dor; e me matou, na angústia e na depressão de meus últimos dias nesse mundo cheio de coisa alguma!
A PONTE
A vida é como uma imensa e exuberante planície, e nós como cervos a lhes pastarmos a ramagem; vez em quando alguém vem em sentido contrário. gritando desesperadamente: "corre, corre, corre", em fuga e alarme por, de repente, ter descoberto um predador, disfarçado no meio do rebanho ou escondido entre a obscura folhagem.
TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser, e eu a advertira da impossibilidade diante da metafísica de ser: hoje, ela jaz sob frio mármore, esquecida, apodrecida e sem nenhuma restante senciência. Ela não entendeu que tanto a definição, a compreensão ou o estudo das imanências do ser são regados por águas turbulentas ou eternamente silenciosas. e por aqui ainda anda o niilista, com sua estúpida dialética mística e seu particular e também adulterado modo de ver, aprisionado, inexoravelmente, entre a eternidade da vida num possível morrer-se para não mais morrer, num possível apagamento onde não mais haja os reflexos turvos das retinas de meu ser!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*