LILITH E EU IV
Tenho viajado por tempos e por espaços escuros e horríveis. trnaformei-me em algo ruim como a terra em que nasci; e aí eu a conheci, a dama do inferno, e me disseram que ela era insuportavelmente intransigente e má e, mesmo assim, eu me curvei ao humus de sua boca e de seu paraíso de entre as pernas. Eu nunca senti junto a ela o perfume das flores, confesso, nem a claridade das luzes acesas pelos homens, eu não percebi, até ser tarde demais, que o amor que ela me dava é que era o veneno na medida certa, para que ela moresse e não me matasse, deixando-me assim: triste, sozinho e entorpecido pela sua eternal ausência e silêncio!
VOU AMANDO-TE AINDA QUE DEBILMENTE!
Vou continuar te imaginando de todo jeito e em todo lugar, vou te despetalar como as flores dos verões e das primaveras, vou te abraçar como se abraça o ultimo naufrágio e vou ter amar como quem se extasia com seu ultimo pecado: os anjos se esqueceram de ti, depois que te foste à eternidade, mas eu, garanto, manter-te-ei viva nos rincões escuros de meus poemários!
VEM A MIM!
Vem a mim vestida como a noite, sem mascaras ou facetas de vidros e de espelhos, vem comigo, abraça-me, beija-me, toma-me e possua-me, como um anjo cheio de graça, para aliviar um pouco, que seja, meus vazios emparedados!
LILITH E EU
De acordo comigo, sou um sujeito ermo, um desértico de um cão bastardo; de acordo com ela, sou um menino crescido, que não aprendeu ainda quase nada, o que a faz me aliviar de todo e qualquer pecado. De acordo comigo, sou uma montanha seca e infértil; de acordo com ela, sou a terra de seu mar à qual ela cerca e zeal como se fosse seu amor impossível e secreto!
DEPOIS DE TUA PASSAGEM
Depois de tua passagem, já me morri também muitas vezes, sempre à espera, em escuridão fria e profunda, de que ressurja aquele nosso sonho que se congelou no inverno passado!
O SILÊNCIO DO MENSAGEIRO!
As borboléticas beldades estão voando com o selo da ostentação e bebendo das peônias cores de seus anjos de paus ilustrados. Eu fico vindo aqui, vendo o que chamam de espetáculo, dissipando-me como o vento e me perdendo na superfície estranha superfície deste lago. Enquanto bocas, dedos e pernas abertas fazem seu trabalho no silêncio de um quarto ou de um skype, após mais uma esportiva e poética jornada, eu me continuo nevoeiro entre uma terra cheia de cores, de dissimulações, de fantasias e de férreos pecados!
LILITH E EU
De acordo comigo, sou um sujeito ermo, um desértico de um cão bastardo; de acordo com ela, sou um menino crescido, que não aprendeu ainda quase nada, o que a faz me aliviar de todo e qualquer pecado. De acordo comigo, sou uma montanha seca e infértil; de acordo com ela, sou a terra de seu mar à qual ela cerca e zeal como se fosse seu amor impossível e secreto!
EU NÃO POSSO MAIS
Eu não posso
mais colecionar sonhos,
eu não posso
mais colecionar ilusões
e esperanças,
eu não posso
mais colecionar borboletas
e beldades ambulantes,
eu não posso
mais colecionar nem
mais putas amantes,
porque eu não
consigo mais acender a luz
para achar algo realmente limpo
e puro!
A PONTE
A vida é como uma imensa e exuberante planície, e nós como cervos a lhes pastarmos a ramagem; vez em quando alguém vem em sentido contrário. gritando desesperadamente: "corre, corre, corre", em fuga e alarme por, de repente, ter descoberto um predador, disfarçado no meio do rebanho ou escondido entre a obscura folhagem.
O INIMIGO INVISÍVEL ESTÁ EM NÓS MESMOS!
Entre os céus, as paredes, os desejos comungados nos leitos e os oníricos amores que nos incendeiam, não deveria haver a palavra, pois tudo deve se tornar natural e instantâneo, sob o risco de haver alguma queda ao se tropeçar em nuas e escorregadias pedras!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*