Lista de Poemas
A SENDA DA VIDA
Hoje de novo
sou conflitos na senda,
ando, corro, paro,
abaixo, pego alguma coisa ao chão,
colho espinhos e flores,
sonho, voo,
iludo-me, construo, volto
a cair ao chão:
tornei-me um ser
insosso que não mais espera,
da vida, alguma nova
aurora!
sou conflitos na senda,
ando, corro, paro,
abaixo, pego alguma coisa ao chão,
colho espinhos e flores,
sonho, voo,
iludo-me, construo, volto
a cair ao chão:
tornei-me um ser
insosso que não mais espera,
da vida, alguma nova
aurora!
111
LILITH E EU III
O amor foi uma batalha,
o mar quis engolir a planície,
e a planície quis secar
o mar,
misturaram-se os risos
com as lágrimas do mar
e com as lágrimas da terra
árida;
mil vezes tentaram
a redenção e a vitória sobre
as imagens humanas, para prosseguirem
juntos, e unos, à infinita
imensidão:
agora ela se foi
e minha cruz se tornou
insuportavelmente dolorida
e exausta!
o mar quis engolir a planície,
e a planície quis secar
o mar,
misturaram-se os risos
com as lágrimas do mar
e com as lágrimas da terra
árida;
mil vezes tentaram
a redenção e a vitória sobre
as imagens humanas, para prosseguirem
juntos, e unos, à infinita
imensidão:
agora ela se foi
e minha cruz se tornou
insuportavelmente dolorida
e exausta!
145
A SENHORA LILITH!
Quando ela partiu,
suas ondas se agigantaram.
esmagando
completamente meu antes
seguro deserto,
esmagando
meu coração e minha alma
e me mergulhando
em destroços e agustiantes
pedaços de nada!
87
VEM A MIM!
Vem a mim
vestida como a noite,
sem mascaras
ou facetas de vidros
e de espelhos,
vem comigo,
abraça-me, beija-me, toma-me
e possua-me,
como um anjo
cheio de graça, para aliviar
um pouco, que seja, meus vazios
emparedados!
vestida como a noite,
sem mascaras
ou facetas de vidros
e de espelhos,
vem comigo,
abraça-me, beija-me, toma-me
e possua-me,
como um anjo
cheio de graça, para aliviar
um pouco, que seja, meus vazios
emparedados!
136
VOU AMANDO-TE AINDA QUE DEBILMENTE!
Vou continuar
te imaginando de todo jeito
e em todo lugar,
vou te despetalar
como as flores dos verões
e das primaveras,
vou te abraçar
como se abraça o ultimo naufrágio
e vou ter amar como quem
se extasia com seu
ultimo pecado:
os anjos
se esqueceram de ti, depois
que te foste à eternidade,
mas eu,
garanto, manter-te-ei
viva nos rincões escuros
de meus poemários!
te imaginando de todo jeito
e em todo lugar,
vou te despetalar
como as flores dos verões
e das primaveras,
vou te abraçar
como se abraça o ultimo naufrágio
e vou ter amar como quem
se extasia com seu
ultimo pecado:
os anjos
se esqueceram de ti, depois
que te foste à eternidade,
mas eu,
garanto, manter-te-ei
viva nos rincões escuros
de meus poemários!
165
O INIMIGO INVISÍVEL ESTÁ EM NÓS MESMOS!
Entre os céus, as paredes,
os desejos comungados nos leitos
e os oníricos amores que
nos incendeiam,
não deveria haver
a palavra, pois tudo deve se tornar
natural e instantâneo,
sob o risco
de haver alguma queda
ao se tropeçar em nuas e escorregadias
pedras!
os desejos comungados nos leitos
e os oníricos amores que
nos incendeiam,
não deveria haver
a palavra, pois tudo deve se tornar
natural e instantâneo,
sob o risco
de haver alguma queda
ao se tropeçar em nuas e escorregadias
pedras!
84
A DOR DE SER!
Eu vivo sozinho,
carregando dores que curvariam
um deus,
ao relento
de mim mesmo,
já me tornei, em meu vazio
e seco deserto,
o meu próprio
inferno!
119
NOSSO MAIOR ERRO
Nosso maior erro
não foi os ciúmes reciprocos,
nem a troca de chuvas
de fogo,
nem foi nos amarmos
à nuvem, ao escuro e ao fogo;
nosso maior erro
foi, sem dúvidas, ficar adianto nossa gravidez
para o incerto futuro,
até que a morte
veio faminta e impiedosa e te levou.
ao silêncio sempiterno!
não foi os ciúmes reciprocos,
nem a troca de chuvas
de fogo,
nem foi nos amarmos
à nuvem, ao escuro e ao fogo;
nosso maior erro
foi, sem dúvidas, ficar adianto nossa gravidez
para o incerto futuro,
até que a morte
veio faminta e impiedosa e te levou.
ao silêncio sempiterno!
182
DEPOIS DE TUA PASSAGEM
Depois de tua passagem,
já me morri também muitas vezes,
sempre à espera,
em escuridão fria e profunda,
de que ressurja
aquele nosso sonho
que se congelou no inverno
passado!
já me morri também muitas vezes,
sempre à espera,
em escuridão fria e profunda,
de que ressurja
aquele nosso sonho
que se congelou no inverno
passado!
140
A PONTE
A vida é como
uma imensa e exuberante planície,
e nós como cervos a lhes
pastarmos a ramagem;
vez em quando
alguém vem em sentido contrário.
gritando desesperadamente:
"corre, corre, corre",
em fuga e alarme
por, de repente, ter descoberto
um predador,
disfarçado
no meio do rebanho ou escondido
entre a obscura
folhagem.
uma imensa e exuberante planície,
e nós como cervos a lhes
pastarmos a ramagem;
vez em quando
alguém vem em sentido contrário.
gritando desesperadamente:
"corre, corre, corre",
em fuga e alarme
por, de repente, ter descoberto
um predador,
disfarçado
no meio do rebanho ou escondido
entre a obscura
folhagem.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*