EU MORRI CONTIGO!
Eu amei teu ritmo alucinado, assombrado como que viesses de repente invader minhas frias noites e viesses dançar com meu corpo e com minha alma; eu amei teu corpo, teus retalhos e até teus segredos mais devassos; eu ainda ouço a triste sinfonia de Albione, quando a chuva bate na janela de meu solitário quarto e eu ainda te amo mesmo que, para nós dois, com tua morte, tenha ficado tarde demais!
NOSSO MAIOR ERRO
Nosso maior erro não foi os ciúmes reciprocos, nem a troca de chuvas de fogo, nem foi nos amarmos à nuvem, ao escuro e ao fogo; nosso maior erro foi, sem dúvidas, ficar adianto nossa gravidez para o incerto futuro, até que a morte veio faminta e impiedosa e te levou. ao silêncio sempiterno!
A SENDA DA VIDA
Hoje de novo sou conflitos na senda, ando, corro, paro, abaixo, pego alguma coisa ao chão, colho espinhos e flores, sonho, voo, iludo-me, construo, volto a cair ao chão: tornei-me um ser insosso que não mais espera, da vida, alguma nova aurora!
DEPOIS DE TUA PASSAGEM
Depois de tua passagem, já me morri também muitas vezes, sempre à espera, em escuridão fria e profunda, de que ressurja aquele nosso sonho que se congelou no inverno passado!
DESABAFO
... agora que ficou tarde demais minha boca se silencia, arrependida de cada palavra maldita que saiu para te desgraçar, meu coração sangra de saudade, de dor e de agonia por nunca mais poder te ver e te abraçar, e minha alma se paralisa. vazia e desiludica, naquele frigidíssimo inverno, sempre ansiando pela impossibilidade de um dia te reencontrar!
EU NÃO PENSEI QUE FOSSES CAPAZ
... ela, quando chegou, trouxe-me um cheiro de suave nuvem, trouxe-me um olhar ameno que me apazigua, quando chovo, era já depois de todas as estações, e o fim parecia iminente na árida sequidão de mim, quando ela chegou: e, então, ela me chamou para caminharmos, e ela me chamou para dançarmos, e, por fim, ela me reacendeu de meu abismo, chamando-me para nos amarmos!
DÚVIDA DESEMPEDRADA!
Quando ainda era aventureiro, andei por paragens tantas e conheci convicções filosóficas, psicológicas, sociais e religiosas tantas que cheguei a pensar, enganadamente, claro, que o ser humano pudesse realmente construer algo de concreto, com seus egos plásticos!
I AM STILL HUMAN!
Ah, seduzido pela flor do inverno,
seduzido pela flor do deserto,
seduzido pela bela nuvem de intempéries,
em mim, ainda há vida,
e eu venci a iminente morte, e estou
ainda folhados
e preparado para
lutar contras as tenebrosas tristezas
do passado
e para enfrentar
os, que queiram me impor,
severos sepulcros
pesados!
NÃO NASCI PARA CULTUAR O LADO BRANCO DO EGO!
A grande desgraça
de amar demais é que, eu tento,
juro que tento,
mas nunca consigo
ser o que ou como querem
que eu seja,
sendo-me apenas
o mesmo cão niilista safado
que sempre fui
e sou;
e, então,
quando percebo, é tarde demais
e tudo ela já se foi,
e tudo
já novamente se passou!
TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser, e eu a advertira da impossibilidade diante da metafísica de ser: hoje, ela jaz sob frio mármore, esquecida, apodrecida e sem nenhuma restante senciência. Ela não entendeu que tanto a definição, a compreensão ou o estudo das imanências do ser são regados por águas turbulentas ou eternamente silenciosas. e por aqui ainda anda o niilista, com sua estúpida dialética mística e seu particular e também adulterado modo de ver, aprisionado, inexoravelmente, entre a eternidade da vida num possível morrer-se para não mais morrer, num possível apagamento onde não mais haja os reflexos turvos das retinas de meu ser!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*