Lista de Poemas
INCÊNDIOS
"Poxa, vida, Thor Shaitan,
mas tu não consegues te concentrar
nem um pouco na arte
de sonhar, de compor
e de amar?"
- É. Já aconteceu!
"Tu pareces
demais frio e sombrio!"
- Tudo é frio. a vida, a morte,
jogar futebol, amar, mergulhar,
olhar para as esquinas
e curvas,
e nós é que
pseudamente esquentamos
o tacho;
exceto pelo sexo,
mecanismo pelo qual, ao ser ativado,
o indivíduo realmente começa
a acreditar que seja
um deus vivo!
206
A PRISÃO DO AMOR
Um quadro bem pintado,
um sorriso amarelado,
uma ilusão incendiada.
Luz em desalinho,
vista como novo horizonte
para voos renascentistas:
prenúncio de prisão
à palavra volatilizada,
de fúria à nuvem encharcada,
e de morte por asfixia
à enxurrada.
um sorriso amarelado,
uma ilusão incendiada.
Luz em desalinho,
vista como novo horizonte
para voos renascentistas:
prenúncio de prisão
à palavra volatilizada,
de fúria à nuvem encharcada,
e de morte por asfixia
à enxurrada.
78
E AMBOS PERDERAM A LUTA!
Enquanto lutavam juntos
por seus destinos, ela sempre quis
que ele lhe cresse no amor
que sentia,
sem nunca ter
conseguido deixar de habitar
entre a nuvem
o chão,
sem jamais ter deixado
de conjugar seu severíssimo
verbo volátil, em dias de chuva
ou em às noites frias.
por seus destinos, ela sempre quis
que ele lhe cresse no amor
que sentia,
sem nunca ter
conseguido deixar de habitar
entre a nuvem
o chão,
sem jamais ter deixado
de conjugar seu severíssimo
verbo volátil, em dias de chuva
ou em às noites frias.
145
TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser,
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
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TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser,
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
e eu a advertira da impossibilidade diante
da metafísica de ser:
hoje,
ela jaz sob frio mármore, esquecida,
apodrecida e sem nenhuma
restante senciência.
Ela não entendeu
que tanto a definição, a compreensão
ou o estudo das imanências
do ser
são regados
por águas turbulentas ou eternamente
silenciosas.
e por aqui
ainda anda o niilista, com sua estúpida
dialética mística e seu particular e também
adulterado modo de ver,
aprisionado,
inexoravelmente, entre a eternidade da vida
num possível morrer-se para
não mais morrer,
num possível
apagamento onde não mais haja
os reflexos turvos das retinas
de meu ser!
72
NÃO NASCI PARA CULTUAR O LADO BRANCO DO EGO!
A grande desgraça
de amar demais é que, eu tento,
juro que tento,
mas nunca consigo
ser o que ou como querem
que eu seja,
sendo-me apenas
o mesmo cão niilista safado
que sempre fui
e sou;
e, então,
quando percebo, é tarde demais
e tudo ela já se foi,
e tudo
já novamente se passou!
79
O PORVIR É UMA UTOPIA QUE NÃO EXISTE
Que na vida
se prova o porvir
a contar sempre novas
estórias;
a quilômetros de mim,
estás tu amarrada a grilhões
de sonhos, desejos e esperanças
de outrora.
A tentar desfazer
esse apertado e dolorido nó,
enfrento a morte com a força de um amor
desmedido,
- eu também aprisionado
no outro lado da destemporada
muralha -
escorrendo-me a ti,
nas silentes madrugadas,
com meus poemas
sangrados.
se prova o porvir
a contar sempre novas
estórias;
a quilômetros de mim,
estás tu amarrada a grilhões
de sonhos, desejos e esperanças
de outrora.
A tentar desfazer
esse apertado e dolorido nó,
enfrento a morte com a força de um amor
desmedido,
- eu também aprisionado
no outro lado da destemporada
muralha -
escorrendo-me a ti,
nas silentes madrugadas,
com meus poemas
sangrados.
148
VOOS, AVENTURAS E QUEDAS!
Todos querem viver,
de um modo ou de outro,
como se estivessem num eterno palco
de alegrias e dores;
sim, apesar do medo
da morte e da vida, todos querem
estar aos espetáculos de luzes,
êxtases e sombras,
seja nas concupiscências
à cama, nos embaraços à lama,
nos regozijos à fama ou no amor
aquarelado por quem ama.
E estão certos,
na verdade, porque nada se deve
perder os que estão
vivos,
sobretudo quando
podem encher os bolsos de abstratos
e absurdos tesouros, até que tudo
se vai tornando opaco;
e o sol, e o céu, e as flores,
e as mulheres que um dia disseste amar,
e as que um dia fodeste, e os amigos
e os filhos, e tudo o mais
vai-se apagando
e, contigo, transformando-se
em algo só branco
- ou só preto -,
sem que tenhas
mais nenhuma condição
sequer de ensaiar.
de um modo ou de outro,
como se estivessem num eterno palco
de alegrias e dores;
sim, apesar do medo
da morte e da vida, todos querem
estar aos espetáculos de luzes,
êxtases e sombras,
seja nas concupiscências
à cama, nos embaraços à lama,
nos regozijos à fama ou no amor
aquarelado por quem ama.
E estão certos,
na verdade, porque nada se deve
perder os que estão
vivos,
sobretudo quando
podem encher os bolsos de abstratos
e absurdos tesouros, até que tudo
se vai tornando opaco;
e o sol, e o céu, e as flores,
e as mulheres que um dia disseste amar,
e as que um dia fodeste, e os amigos
e os filhos, e tudo o mais
vai-se apagando
e, contigo, transformando-se
em algo só branco
- ou só preto -,
sem que tenhas
mais nenhuma condição
sequer de ensaiar.
134
A CABANA
Construíste uma cabana
com cheiro de lavanda para sonhares, fantasiares
e te esconderes em seu canto
mais escuro;
para lá é que, às noites escuras,
levas os pássaros puristas para os seduzires
com suas mentiras mais ousadas
e com tuas concupiscências
mais perfumadas;
e, quando estás lá,
tens certeza quase absoluta de que estás segura
com esses teus tesouros segredos
bem guardados;
a não ser quando
apresentar o lugar a seu amado mais sincero,
o qual virá a se tornar para ti
como um estranho,
ao sentir, no ar
carregado de umidades e pós passados,
os estranhos e azedos cheiros
de falsos ouros.
206
Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*