TEU SILÊNCIO ETERNO FORA PREVISTO!
Ela desejava o não-ser, e eu a advertira da impossibilidade diante da metafísica de ser: hoje, ela jaz sob frio mármore, esquecida, apodrecida e sem nenhuma restante senciência. Ela não entendeu que tanto a definição, a compreensão ou o estudo das imanências do ser são regados por águas turbulentas ou eternamente silenciosas. e por aqui ainda anda o niilista, com sua estúpida dialética mística e seu particular e também adulterado modo de ver, aprisionado, inexoravelmente, entre a eternidade da vida num possível morrer-se para não mais morrer, num possível apagamento onde não mais haja os reflexos turvos das retinas de meu ser!
NÃO, AMOR, TU ESTAVAS ENGANADA!
Ela disse um dia que seria eterno, porque não havia dois sóis iguais como os nossos em comunhão: pena que ela nunca deu atenção ao que eu falava, que a eternidade também é algo inventado por nós humanos, mas que deveríamos aproveitar mais o momento, em vez de nos ausentarmos tantos pelos pântanos e pelas lamas, porque o seria não existe, a não ser, como a mansa e fria brisa, na ausência e na solidão!
NO ESCURO!
Em meu sonho desta noite, uma multidão de anjos te ovacionavam, alguns em teatrais júbilos, outros em voos malabaristas, outros ainda em masturbações dissimuladas ou escondidas; e eu estava em um lugar de onde não conseguia sair e de onde apenas conseguia te ver e a eles te amando e delirando como cães famintos, num lugar sem sol, onde me era impossível me levrar de minhas próprias chuvas de mortais fogos!
O ATO MÁGICO
Imagina-me
estendendo meu peito nu
sobre os teus,
beijando-te
a boca e, com a mão boba,
percorrendo todos os segredos
do teu corpo:
e então, o beijo,
a brasa que incendeia, a penetração,
o êxtase e o extreme e trêmulo
orgasmo que nos une
por inteiros!
NUVENS
... porque esse
negócio de tentar abrir nuvens
com bocas, mãos
e genitálias enxundiosas
[geralmente]
costuma dar
em quedas e merdas!
DÚVIDA DESEMPEDRADA!
Quando ainda era aventureiro, andei por paragens tantas e conheci convicções filosóficas, psicológicas, sociais e religiosas tantas que cheguei a pensar, enganadamente, claro, que o ser humano pudesse realmente construer algo de concreto, com seus egos plásticos!
VISTE LUZ E SOMBRA!
Por que nunca dantes conseguiste me amar na paz do leito e da Estrada, porque vinhas ora com flores para me ofertares nas manhãs de sol tranquilo, ora verbais punhais atirados no vazio das horas noturnas? Por que te instaste em mim, amaste-me, usaste-me e me cobriste de dor e lágrimas que te deixavam completamente extasiada: porque, em vez de partires assim tão jovem e ainda no auge da força do espírito e da carne, não me deste um ultimo e definitivo beijo que, antes de ti, me matasse?
NO ESCURO!
Em meu sonho desta noite, uma multidão de anjos te ovacionavam, alguns em teatrais júbilos, outros em voos malabaristas, outros ainda em masturbações dissimuladas ou escondidas; e eu estava em um lugar de onde não conseguia sair e de onde apenas conseguia te ver e a eles te amando e delirando como cães famintos, num lugar sem sol, onde me era impossível me levrar de minhas próprias chuvas de mortais fogos!
A PRISÃO DO AMOR
Um quadro bem pintado, um sorriso amarelado, uma ilusão incendiada. Luz em desalinho, vista como novo horizonte para voos renascentistas: prenúncio de prisão à palavra volatilizada, de fúria à nuvem encharcada, e de morte por asfixia à enxurrada.
A FORÇA DAS SOMBRAS!
Ainda há algo tem em mim, algo de loucura, algo de paixão, algo de roucas e estranhas alucinações e, no desnível da morte, terei de te procurar novamente em caminhos incautos e, com tristeza, vingar-me devolvendo-te a chaga e a fratura que provocaste em minha alma e em meu coração!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*