Lista de Poemas
LILITH E EU V
Nenhum do dois,
nem eu nem ela se moveram
corajoso,
e então vieram
ladrões de todos os cantos
e ferozes lobos e lobas
esfomiados
a se apropriarem
de nossos corações e de nossas
frágeis e quentes
carnes.
Foi em uma noite de verão
em que nos amávamos e, de repente,
o céu se abriu em chuvas
de chamas
Naquela noite,
ela foi com um estranho,
e eu fui com uma estranha:
de dima,
a lua sorria sarcádica
de nossa desgraça
sem tamanho!
136
IMPIESOA ÂNIMA
O mar chegou de manso
em uma de verão sem luar,
e acariciou minha terra,
e fertilizou meus verdores,
e tornou menos solitária minha dor;
e me matou, na angústia
e na depressão de meus últimos
dias nesse mundo cheio
de coisa alguma!
em uma de verão sem luar,
e acariciou minha terra,
e fertilizou meus verdores,
e tornou menos solitária minha dor;
e me matou, na angústia
e na depressão de meus últimos
dias nesse mundo cheio
de coisa alguma!
104
UMA NOITE DIFERENTE
Diante do desafio,
ela não se reteve, abriu-se
de sul a norte em suas belíssimas
curvas
à voluptuosidade,
ao desejo e à insaciável fome minha,
muitas vezes em cima de
uma cama,
outras, à minha imaginação,
com meus toques que sempre se findavam
em fantásticos orgasmo.
Sim, ela não se reteve
e me despiu todo, também de norte a sul,
despois deu-me um gole
de vinho into,
depois me beijou
e me direcionou a seu quarto,
depois acariciou e abriu minha alma,
da saboreou por inteiro!
179
LILITH E EU
De acordo comigo,
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;
de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,
o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.
De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;
de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;
de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,
o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.
De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;
de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!
55
O AMOR NÃO É MAIS QUE UMA ILUSÃO!
Deter-me, assim,
entre o sonho e a pedra,
entre o voo e a queda,
entre o azul do céu e o fedor
da lama podre,
entre a lembrança
de teu amor e as penumbras
deixadas por tuas
pragas:
sim, deter-me assim,
entre o que uma vez parecia tudo
e o que restou: o vazio
e o nada!
entre o sonho e a pedra,
entre o voo e a queda,
entre o azul do céu e o fedor
da lama podre,
entre a lembrança
de teu amor e as penumbras
deixadas por tuas
pragas:
sim, deter-me assim,
entre o que uma vez parecia tudo
e o que restou: o vazio
e o nada!
121
LILITH E EU II
Não podemos mais
nos ver:
sei que não,
mas sente meu pulsar
ao te amar
e contigo gozar
na eternidade que ainda
me há!
110
LILITH E EU
De acordo comigo,
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;
de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,
o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.
De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;
de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!
sou um sujeito ermo, um desértico
de um cão bastardo;
de acordo com ela,
sou um menino crescido, que não
aprendeu ainda quase
nada,
o que a faz
me aliviar de todo e qualquer
pecado.
De acordo comigo,
sou uma montanha seca e infértil;
de acordo com ela,
sou a terra de seu mar à qual
ela cerca e zeal como se fosse seu amor
impossível e secreto!
161
LILITH E EU IV
Tenho viajado
por tempos e por espaços escuros
e horríveis.
trnaformei-me
em algo ruim como a terra
em que nasci;
e aí eu a conheci,
a dama do inferno, e me disseram
que ela era insuportavelmente intransigente
e má
e, mesmo assim,
eu me curvei ao humus de sua boca
e de seu paraíso de entre
as pernas.
Eu nunca senti
junto a ela o perfume das flores,
confesso, nem a claridade das luzes
acesas pelos homens,
eu não percebi,
até ser tarde demais, que o amor
que ela me dava é que era o veneno
na medida certa,
para que ela
moresse e não me matasse, deixando-me
assim: triste, sozinho e entorpecido
pela sua eternal ausência
e silêncio!
por tempos e por espaços escuros
e horríveis.
trnaformei-me
em algo ruim como a terra
em que nasci;
e aí eu a conheci,
a dama do inferno, e me disseram
que ela era insuportavelmente intransigente
e má
e, mesmo assim,
eu me curvei ao humus de sua boca
e de seu paraíso de entre
as pernas.
Eu nunca senti
junto a ela o perfume das flores,
confesso, nem a claridade das luzes
acesas pelos homens,
eu não percebi,
até ser tarde demais, que o amor
que ela me dava é que era o veneno
na medida certa,
para que ela
moresse e não me matasse, deixando-me
assim: triste, sozinho e entorpecido
pela sua eternal ausência
e silêncio!
125
ESCURO INVERNO
Nesta noite
não consigo dormer,
noite passada
também não consegui dormer,
amanhã
provavelmente não conseguirei
dormer;
ando como
um carro de boi em meio
à penumbra noturna,
devagar
e constante como o carro
de boi,
apenas e tão somente
com uma lantern já enfraquecida
capaz de alumiar apenas um pouco mais
a escuridão profunda!
139
EU NÃO POSSO MAIS
Eu não posso
mais colecionar sonhos,
eu não posso
mais colecionar ilusões
e esperanças,
eu não posso
mais colecionar borboletas
e beldades ambulantes,
eu não posso
mais colecionar nem
mais putas amantes,
porque eu não
consigo mais acender a luz
para achar algo realmente limpo
e puro!
146
Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*