Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Acham realmente que eu seja um cão, um malandro, um punheteiro de margens comuns,
e eu até não discordo porque, também humano, hei de ter de todos os demais humanos um pouco;
mas o que eu não gosto é de gastar palavras vazias para elogiar, para dizer que ama, para dizer que uma beldade é bela, gostosa e bacana,
só para leva para a cama e descascar com ela minha banana;
e se pensam que falo de amor, sim eu falo de amor, de amor, e de chuvas, e de pedras e de inevitáveis quedas:
e eu não preciso elogiar, bajular ou alisar psiqués, corpos ou posturas para foder, porque as rosas,
bem, as rosas mesmas dançam, balançam, pululam e se quebram!
143
PERDIDO O MOMENTO, NOSSOS NOMES NÃO FIGURARÃO EM NENHUM LIVRO ETERNO!
A grande noite
se aproxima e eu sinto um enorme
fedor vazio,
vazio como
o frio apagamento do caos,
onde nem o meu, nem o teu,
nem nenhum nome,
ao contrário
do que outrora pensávamos
sobre a possibilidade de nos reencontrarmos
novamente em outro plano
existencial,
será gravado
em algum canto solar ou em algum
livro ou sequer rabisco
eterno!
114
AMOR: O PARADOXO!
No amor, as coisas são muito piores que nas paixões e nos avassadaroes desejos:
é que, quando de uma trepada em um leito, rwgado a abraços, beijos e excitantes trepadas,
nenhuma chuvas, empestade ou furacão mata o que simplesmente ali não existira: o verdadeiro ato de amar.
Mas, quando se ama para valer, à lindíssima flor a que amamos com o corpo, com a mente e com a alma, até uma levíssima brisa atravessada no meio de uma noite, mata!
174
O TEMPO, NEM O AMOR, ESPERAM DEMASIADO!
Quantas vezes quisera eu acender contigo nossos corpos nus sob a lua,
Quantas vezes tentei te mostrar que a verdadeira paz e o verdadeiro amor só acharíamos no deserto?
Quantas vezes Te avisei para tomares cuidado com as intenções dos anjos que andavam dissimuladmente por tua rua?
Quantas vezes eu te ensinei que a luz das palavras e dos desejos carnais era por edemais frágeis e frias?
Quantas vezes eu te disse que estava ficando tarde demais e que a morte já nos espiava atrás das esquinas?
Meu Deus! Quantas vezes, mesmo dizendo me amares tanto, tu realmente me ouviste?
140
HERANÇA
... nunca podemos subestimar uma relação em que ___ lutmos
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*