A VERDADEIRA COR DO PECADO!
O ciúme e o desejo descontrolado e fora da margem, com suas desastrosas consequências, são, na verdade, jovem poetisa, só duas das arestas de um problema muito maior nosso, o qual nos é cerniente e do qual nunca conseguimos nos desprouver totalmente: A VAIDADE!
A INFRATORA X
... porque ,
assim como nascem,
todos os sonhos começam
acabar
[inexoravelmente]
logo quando se acendem
as faustas luzes
das ilusões, das esperanças
e das paixões.
O VALOR DO SILÊNCIO!
Se queres algo bem construído, não convém contar aos ventos, às chuvas e às tormentas, do alicerce, os fundamentos; menos ainda conta aos anjos, que estes virão em alvas saliências e cantarão hinos em louvores, mas, na primeira chance, aparecerão na oposição, transformando a pseudoluz que trouxeram em doloroso e angustiante breu!
E O INVERNO QUEIMOU COMO O INFERNO!
Ó Senhora, amante das luzes e dos farrapos humanos: sempre, sempre vestida de branco - com o corpo a se queimar de (embora negados) extáticos desejos e com a alma ligada a púmbleos ensejos -; por que é que me vieste assim de tãos distantes sonhos e por que me trouxeste tão paradoxais imagens, se não for a para tentares apagar um crepúsculo que já nascera verticalmente condenado e horizontalmente contaminado?
NOITE AMPLA
A grande noite escondeu tuas asas e tea ma na escuridão eternal, desafiando a minha loucura mais tênebra e aluscinada; e eu penso:: eu devo me entregar e desistir de nossos sonhos ou devo aniquiliar qualquer vertigem de apagamento que queira degenerar, perante a mim, tua imagem?
A INFRATORA VIII
Ela chegou naquela noite me contando fantásticas estórias de carinhos, de carícias e e de contos de fadas mágico e conseguiu fazer de mim o que bem quis, pois o meu coração fora ocupado de tal forma que se tornou dela escravo: ainda me lembro de ela dizer: "o meu fígado, amor, coma o meu fígado", vindo a ter um alucinante orgasmo; o que, momentos após, fez-me, com lágrimas aos olhos, a apregoar quem quer que tenha inventado essa estória de humano amor!
LÁGRIMAS SECAS
Em todas as vezes em que me lembro de ti, invadem-me grande angústia, dor e vontade de chorar; então o medo se me toma, o coração se me dispara e a mente se me perde a já pouca razão de ser que me restou. Nesses momentos, viro-me chuva e tempestade, e orno-me o próprio naufrágio neste inverno que não quer cessar - silente e escondidamente - para ninguém notar!
COMO FUGIR?
A saudade
e a dor são como cicuta
que alto cresce
e nos embriaga,
envenenano-nos,
paralisa-nos,
aleija-nos
e, aos poucos,
mata quem não consegue
suportá-las!
O VALOR DO SILÊNCIO II!
Às vezes as coisas não parecem bem, aquele grande amor se foi e te deu um baita e frio fora, o sonho acabou, a esperança abismo abaixo despencou, e tu pensas que tudo pode estar perdido, mas eu te digo que a saída pode estar mais próxima do que tu imaginas: em teu próprio quarto fechado, em companhia da solidão, de uma esferográfica, da dor da parturiente e de um pedaço de papel em branco!
ABISMO
Parado entre o terceiro e o quarto andares, ouço reminiscentes ecos de abaixo, onde outrora escorreram-se sonhos leites e sombras, e ouço marulhos moucos de acima, onde se possam haver esperanças grávidas condenadas. Por breve momento, reflito sobre os tênues limites entre minhas vértebras e minhas asas, e decido, resolutamente: "vou descer".
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*