MALDOSAMENTE AUTOILUMINADOS
Os anjos são mesmo maliciosos e uns grandessíssimos filhas da puta: enchem as virgens sombras de ruínas, só para depois virem de manso (dissimulados de branco), a foderem escondidos as raspas das asas das tristes, belas e frágeis borboletas.
ANJOS DE VEGAS
... às vezes, para alimentar (-se do ) o frenesi e o êxtase dos inconscientemente sábios hatitantes das superfícies, é preciso evitar os pensamentos e as especulações sobre seus céus, seus sóis e seus sais; assim como (e sobretudo) é essencial não adentrar - um pouco mais profundo que seja -, em seus secretos esconderijos, sobe o risco de ver (e de se perder nos) os próprios reflexos neles revelados.
O SER SÃO SUAS MÁSCARAS, OU NEM ISSO!
... não sei que ao homem seja pior: desnudar-se completamente (e, por isso, pagar o devido preço); ou andar-se fantasiado (como quem sempre tem algo a esconder de si mesmo) diante dos inevitáveis espelhos.
ALÉM DA NOITE
... há um lugar, além (bem além) das bordas difusas que saem de nossas retinas, por onde ainda se arrastam (entre sombras e brumas) fantasmas - com suas duras sinas - sofridos, por onde ainda voam ( entre o distante e o infinito) pássaros - com suas tristes melodias - feridos por onde ainda se escorrem lágrimas (em chuvas invisíveis) por nosso amor outrora malferido e por nossos pecados não remidos.
FATAL ENGANO
... vem cá, dize-me com franqueza qual a razão desse nosso enlace à nuvem, se nele temos deixado se confundirem o amor, o ardor e essa sempre presente e camuflada dor?
OS TROPEÇOS DA PURITANA
... sem dúvidas és pura, pura, puríssima, como sempre disseste a mim entre um e outro sonhos camuflados de amor, mas, e tua autoproclamada inocência, onde está depois que deixaste pássaros menestréis e anjos puristas verem e foderem sua boceta; e tua vendada soberbia, onde está depois que babaste aos pés de filósfocos e imperativistas que, à terra, perderam a cabeça? e sua regozijada nobreza, onde está depois que andaste escondida com ratos, vermes e outros - como eu - famintos e aputaiados cães?
A CONTADORA DE LOROTAS
Um dia, imaginando me agradar, ela c(o)antou-me - eufórica - uma linda melodia que ouviu em outros mares; despercebida de que o que realmente me plantava era uma desértica morte de asas.
AS LUZES DA CIDADE DOS HOMENS
... sim, caríssimos menestréis e pássaros azulados, abnormal e senciente andante que é, o sapiens se movimenta constante, porém nem sempre para frente.
PERDA TOTAL
A eterna ausência afaga (diluvicamente) minha mente, meu rosto e meu corpo cansados; do deserto, percebo que nada aprendemos com nossos erros e com nossas chuvas de fogo, a não ser que somos extremamente parecidos em ofertar (enquanto ordenhamos imagens de todo tipo por aí) ominosos espelhos: todos viciados em faustas e falsas luzes.
RUÍNAS
... é tarde, é tarde demaia, meu amor, estás a uma inalcançável morte de mim adormecendo eternamente nos frios braços da morte de modo que jamais poderei sentir teu toque, a saliva de tua boca, de teu corpo e de tua linda boceta, porque agora moras longe, longe absurdo de todos os homens e cães do mundo, diluída apenas entre as imprevisíveis e incertas veias das sombras! It's late. It's too late for both of us, my love!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*