Lista de Poemas
OS TROPEÇOS DA PURITANA
... sem dúvidas
és pura, pura, puríssima,
como sempre disseste a mim entre um
e outro sonhos camuflados
de amor,
mas,
e tua autoproclamada inocência,
onde está depois que deixaste pássaros
menestréis e anjos puristas
verem e foderem
sua boceta;
e tua vendada soberbia,
onde está depois que babaste aos pés
de filósfocos e imperativistas que,
à terra, perderam
a cabeça?
e sua regozijada nobreza,
onde está depois que andaste escondida
com ratos, vermes e outros - como eu -
famintos e aputaiados
cães?
és pura, pura, puríssima,
como sempre disseste a mim entre um
e outro sonhos camuflados
de amor,
mas,
e tua autoproclamada inocência,
onde está depois que deixaste pássaros
menestréis e anjos puristas
verem e foderem
sua boceta;
e tua vendada soberbia,
onde está depois que babaste aos pés
de filósfocos e imperativistas que,
à terra, perderam
a cabeça?
e sua regozijada nobreza,
onde está depois que andaste escondida
com ratos, vermes e outros - como eu -
famintos e aputaiados
cães?
120
ANJOS DE VEGAS
... às vezes,
para alimentar (-se do ) o frenesi
e o êxtase dos inconscientemente sábios
hatitantes das superfícies,
é preciso evitar
os pensamentos e as especulações
sobre seus céus, seus sóis
e seus sais;
assim como
(e sobretudo) é essencial não adentrar
- um pouco mais profundo
que seja -,
em seus secretos
esconderijos, sobe o risco de ver
(e de se perder nos) os próprios reflexos
neles revelados.
para alimentar (-se do ) o frenesi
e o êxtase dos inconscientemente sábios
hatitantes das superfícies,
é preciso evitar
os pensamentos e as especulações
sobre seus céus, seus sóis
e seus sais;
assim como
(e sobretudo) é essencial não adentrar
- um pouco mais profundo
que seja -,
em seus secretos
esconderijos, sobe o risco de ver
(e de se perder nos) os próprios reflexos
neles revelados.
127
ALÉM DA NOITE
... há um lugar,
além (bem além) das bordas difusas
que saem de nossas
retinas,
por onde ainda
se arrastam (entre sombras e brumas) fantasmas
- com suas duras sinas -
sofridos,
por onde ainda
voam ( entre o distante e o infinito) pássaros
- com suas tristes melodias -
feridos
por onde ainda
se escorrem lágrimas (em chuvas invisíveis)
por nosso amor outrora
malferido
e por nossos pecados
não remidos.
além (bem além) das bordas difusas
que saem de nossas
retinas,
por onde ainda
se arrastam (entre sombras e brumas) fantasmas
- com suas duras sinas -
sofridos,
por onde ainda
voam ( entre o distante e o infinito) pássaros
- com suas tristes melodias -
feridos
por onde ainda
se escorrem lágrimas (em chuvas invisíveis)
por nosso amor outrora
malferido
e por nossos pecados
não remidos.
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AINDA PODEREI ALCANÇÁ-LA!
Quando flutuar
solitária a última noite escura,
u irei procurar
entre as coisas que nunca conhecemos,
entre o não-se
entre elas, talvez em alguma
floresta de sonhos sinuosos e de ruídos
macabros,
talvez entre as estrelas
ou nos confins do ininito
alguma vereda,
por enquanto a nós ainda impossível,
onde eu possa
reencontrar a ti!
solitária a última noite escura,
u irei procurar
entre as coisas que nunca conhecemos,
entre o não-se
entre elas, talvez em alguma
floresta de sonhos sinuosos e de ruídos
macabros,
talvez entre as estrelas
ou nos confins do ininito
alguma vereda,
por enquanto a nós ainda impossível,
onde eu possa
reencontrar a ti!
194
FATAL ENGANO
... vem cá,
dize-me com franqueza
qual a razão desse nosso enlace à nuvem,
se nele temos
deixado se confundirem
o amor, o ardor
e essa sempre presente
e camuflada
dor?
dize-me com franqueza
qual a razão desse nosso enlace à nuvem,
se nele temos
deixado se confundirem
o amor, o ardor
e essa sempre presente
e camuflada
dor?
155
TEU MESTE TE ENSINOU ANTES DE MORRERES!
... eu sou o cão,
eu fui testado com anos de veneno
injetado em minha mente e em meu corpo
pela hiemal flor,
e eu,
como sempre disse a ela,
reagirmo que nós somos, sim,
construtores de sonhos, de fantasias,
de ideiais,
que reinventamos
mundos onde mais nos parecemos anjos
e deuses a nos amarem;
mas como eu disse,
eu sou o cão niilista que ainda
carrega enormes dor do mundo
e de parto
e eu afirmo que tolos
são os que se ajoelham perante a ditadura
do sorriso, da dissimulação e das escndidas
libidinosidades dos anjos!
eu fui testado com anos de veneno
injetado em minha mente e em meu corpo
pela hiemal flor,
e eu,
como sempre disse a ela,
reagirmo que nós somos, sim,
construtores de sonhos, de fantasias,
de ideiais,
que reinventamos
mundos onde mais nos parecemos anjos
e deuses a nos amarem;
mas como eu disse,
eu sou o cão niilista que ainda
carrega enormes dor do mundo
e de parto
e eu afirmo que tolos
são os que se ajoelham perante a ditadura
do sorriso, da dissimulação e das escndidas
libidinosidades dos anjos!
165
A CONTADORA DE LOROTAS
Um dia,
imaginando me agradar,
ela c(o)antou-me
- eufórica - uma linda melodia
que ouviu
em outros mares;
despercebida de que
o que realmente me plantava
era uma desértica morte
de asas.
imaginando me agradar,
ela c(o)antou-me
- eufórica - uma linda melodia
que ouviu
em outros mares;
despercebida de que
o que realmente me plantava
era uma desértica morte
de asas.
122
O QUE CHAMAM DE ARTE
... de vez em quando,
leio poesias que parecem escritas
___ por deuses,
que contêm
narrativas de amores divinos
ou erotismos e sensualidades além da condição
___ sapiens;
às vezes,
eu vejo mais sombras nas entrelinhas
das iluminuras literariamente
___ escritas
do que nas belas
e fiéis escritas por alguns
___ rascunhadas.
leio poesias que parecem escritas
___ por deuses,
que contêm
narrativas de amores divinos
ou erotismos e sensualidades além da condição
___ sapiens;
às vezes,
eu vejo mais sombras nas entrelinhas
das iluminuras literariamente
___ escritas
do que nas belas
e fiéis escritas por alguns
___ rascunhadas.
154
A REDENÇÃO!
O único porto
seguro para o ser é quando
seu pensamento para,
seus sentimentos param,
seus sonhos, esperançar, ardores,
amores e dores param,
suas senciências todas param,
seu coração para
e ele adormece em eterno e sublime
leito de honra e morte!
seguro para o ser é quando
seu pensamento para,
seus sentimentos param,
seus sonhos, esperançar, ardores,
amores e dores param,
suas senciências todas param,
seu coração para
e ele adormece em eterno e sublime
leito de honra e morte!
146
ANOITECER
... em criança,
amava dezembro, o natal,
a chuva do natal;
e tanto
que nesse mês não me permitia
caçar passarinhos
com meu
bodoque feito de forquinhas, couros
e resistentes gomas;
sim, em criança,
gostava da chuva mansa
e da paz que trazia em suas gotas
de esperança,
hoje
lamento por ser eu o vento
e as chuvas
dos quais
outrora me abrigava.
amava dezembro, o natal,
a chuva do natal;
e tanto
que nesse mês não me permitia
caçar passarinhos
com meu
bodoque feito de forquinhas, couros
e resistentes gomas;
sim, em criança,
gostava da chuva mansa
e da paz que trazia em suas gotas
de esperança,
hoje
lamento por ser eu o vento
e as chuvas
dos quais
outrora me abrigava.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*